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8 outubro 2007

Assembléia geral

Servidores da PF discutem em assembléia proposta do governo

Por Claudio Julio Tognolli

Os servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal continuam parados em todo o Brasil. Nesta segunda-feira (8/10), os servidores fazem uma assembléia geral extraordinária às 14h. A assembléia acontece em frente ao edifício sede da DPF em Brasília e nos demais estados da Federação simultaneamente. Os servidores irão discutir a tabela remuneratória apresentada pelo governo federal.

Na última quarta-feira (4/10), a categoria recebeu das mãos dos técnicos do governo federal os documentos que fundamentam a proposta entregue aos servidores. Segundo a entidade representativa da categoria, a remuneração proposta pelo governo é composta de vencimento básico mais a gratificação de desempenho. A proposta foi criticada pelos sindicalistas.

O deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) fez pronunciamento na Câmara de apoio aos servidores administrativos. Segundo ele, o pessoal do Plano Especial de Cargos não recebe remuneração justa e o governo não vem cumprindo com o acordo estabelecido com a categoria.

A greve por tempo indeterminado dos servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal continua em todo o país. A entidade representativa da categoria divulgou neste fim de semana balanço feito na quarta-feira (3/10) para avaliar a primeira semana do movimento. Segundo os números, o movimento tem adesão de 90% dos servidores. Os administrativos, segundo o sindicato, estão dispostos a permanecer parados até que o governo apresente proposta de reestruturação da carreira para a categoria.

Veja o balanço da paralisação:

Acre: 90%

Os serviços do protocolo, transporte e material estão totalmente parados. Os demais serviços estão prejudicados.

Alagoas: 90%

Setores como Recursos Humanos, SELOG, NEOF, passaporte e Delemig, estão parados.

Amapá: 70%

A greve começou com mais de 90% dos serviços paralisados, mas por determinação judicial, foram garantidos 30% dos serviços essenciais.

Bahia: 90%

O serviço de protocolo, controle de produtos químicos e passaporte na sede estão parados.

Ceará: 90%

Os setores de transportes, NEOF, protocolo e almoxarifado estão totalmente paralisados.

Espírito Santo: 90%

Estão parados NEOF, material, controle de produto químicos e segurança privada.

Goiás: 98%

Paralisaram totalmente DELESP e Recursos Humanos.

Paraná: 70%

Os serviços estão funcionando precariamente.

Minas Gerais: 98%

Registro de porte de arma e visto para estrangeiros paralisados. Os outros estão funcionando parcialmente.

Mato Grosso do Sul: 70%

Estão funcionando parcialmente: serviço de atendimento aos estrangeiros e emissão passaporte. Na delegacia de Dourados a adesão à greve foi de 80%

Mato Grosso: 90%

A greve atinge o protocolo, NEOF, Recursos Humanos, material e emissão de passaporte.

Pará: 100%

Estão parados, emissão de material, protocolo, DELESP, registro e renovação de porte de armas, NEOF e Recursos Humanos. No setor de passaportes, são atendidos apenas os casos de emergência, como viagem para tratamento de saúde.

Paraíba: 100%

Paralisaram protocolo, NTI, SELOG, secretaria do gabinete da superintendência, Recursos Humanos, transporte, entre outros.

Pernambuco: 75%

Muitos serviços estão prejudicados. Serviços internos parados.

Piauí: 90%

A maioria dos setores funciona com policiais em desvio de função.

Santa Catarina: 95%

A greve afeta os principais serviços da superintendência.

Rio de Janeiro: 70%

Estão mantendo 30% dos serviços essenciais. Setores como Recursos Humanos estão fechados.

Rio Grande do Norte: 80%

Foram fechados o Protcolo, NEOF e expedição de material. Os serviços funcionam parcialmente.

Rio Grande do Sul: 90%

Pararam totalmente cartório, expedição de material e NEOF. Estão funcionando precariamente: passaporte, emissão e renovação de porte de armas e demais serviços.

Rondônia: 98%

Setores 100% paralisados na SR/RO: Passaporte, Nutran, Neof, CPL, Delinst, Delesp, RH, Pagamento, Serviço Médico, Patrimônio, Material, Sex COR, Sec Drex, NTI, Protocolo, Sec. Gabinete.

Sergipe: 85%

Estão fechados: SELOG, Protocolo, Material, Gestão de Contatos e Recepção.

São Paulo: 60%

Estão fechados: expedição de material, DELESP, telecomunicações. Os outros setores funcionam parcialmente e outros normalmente por conta da terceirização. Na Delegacia de Santos, a adesão é total.

Tocantins: 100%

Foram fechados o SELOG, NEOF, expedição de material, transportes, NTI, entre outros. Alguns setores funcionam precariamente.

Claudio Julio Tognolli Ã© repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 8 de outubro de 2007