21/11/2007 17:52Ana Flávia (Outros)Prezado Armando,
Que fatos Dirce pode ter co...
Prezado Armando,
Que fatos Dirce pode ter conhecido menos que você próprio?
Em seu livro, ela é profundamente honesta. O que faz é apenas mostrar a humanidade do próprio pai, que sofria muito com sua própria história.
Dilermando matou Euclides em legítima defesa. Mais tarde, foi obrigado a matar o filho do escritor com Ana, também em legítima defesa. Ele assumiu todas as conseqüências do amor que começou a viver quando era pouco mais que uma criança, com aquela mulher tão mais velha. Mas tudo indica que depois da segunda morte, a relação tenha se deteriorado.
O fato de Euclides ter sido um grande escritor não torna Dilermando mais culpado de suas ações. Ao contrário, ter sido absolvido por um crime cometido contra um homem tão notável é bastante elucidativo de sua inocência.
Se o mundo coubesse nas suas reduções maniqueístas, Armando, talvez fosse mais simples. Bem mais simples...Mas não seria esse mundo, nem o ser humano, com sua complexidade existencial, encontraria seu lugar nele.
21/11/2007 11:24Diego (Estudante de Direito)Quer dizer que só o fato de alguem ser escritor...
Quer dizer que só o fato de alguem ser escritor o redime de qualquer outro comportamento que possa ter?
É notório que grandes intelectuais possuem personalidade conturbada.
Acatar que um é o cruel algoz pelo fato de ter matado uma personalidade é um para mim um sentimento de inferioridade. Um complexo que muitos tem em sustentar a perfeição dos ídolos.
Há quem diga que o Michel Jacson não é pedófilo...
21/11/2007 09:51Armando do Prado (Professor)Prezada Ana, no sentido de descobrir "humanidad...
Prezada Ana, no sentido de descobrir "humanidade por trás dessa tragédia sem heróis ou vilões". O livro escrito por uma pessoa que não esteve perto dos acontecimentos, pois filha de outra mulher de Dilermando, muito depois deste ter abandonado Saninha.
Nessa história tem heróis e vilões, basta acompanhá-la desde os tempos de Canudos, quando o exército massacrou sertanejos. Euclides relatou o crime conduzido, principalmente, por militares gaúchos. Daí para se defender o gaúcho e militar Dilermando foi um passo bem rápido.
No mais, basta verificar qual a importância de um e de outro.
21/11/2007 02:20Ana Flávia (Outros)Prezado Armando,
Você discorda de mim em que...
Prezado Armando,
Você discorda de mim em que sentido? Você leu o livro?
21/11/2007 00:31Armando do Prado (Professor)Discordo, cara Ana. A morte não recupera nenhum...
Discordo, cara Ana. A morte não recupera nenhum canalha, apenas faz esmaecer a canalhice. Dilermando e Saninha, ambos da mesma cepa: estragada e medíocre. O tempo não recompõe caráter. Se assim fosse, hoje Nero, Herodes, Hitler, etc, seriam querubins e anjos.
20/11/2007 12:34Ana Flávia (Outros)Recomendo a leitura de um livro precioso, escri...
Recomendo a leitura de um livro precioso, escrito pela filha de Dilermando, a artista plástica e escritora Dirce de Assis Cavalcanti: "O Pai". O texto de Dirce faz descobrir a humanidade por trás dessa tragédia sem heróis ou vilões em que todos, a começar por Dilermando e sua família, tiveram do sofrimento o seu quinhão.
20/11/2007 11:28Armando do Prado (Professor)Caro Henrique, Dilermando faleceu em 1.951 na p...
Caro Henrique, Dilermando faleceu em 1.951 na patente de General de Brigada (a inicial na de General). Ana também faleceu em 1.951 no RJ. Teve vários filhos com Dilermando, mas Luís, aquele que Euclides escreveu para Coelho Neto, dizendo que parecia "um pé de milho no meio dum cafezal", viveu até os anos 60, como dentista.
20/11/2007 08:25Henrique Mello (Professor)Ao propósito, poderiam informar, ainda se o acu...
Ao propósito, poderiam informar, ainda se o acusado absolvido continuou na carreira? A que patente ascendeu? Grato, henrique mello (h.mello@uol.com.br)
20/11/2007 08:23Henrique Mello (Professor)Alguém melhor informado sabe dos últimos dias d...
Alguém melhor informado sabe dos últimos dias de D. Anna? E do filho que restou? Grato, henrique mello (h.mello@uol.com.br)
19/11/2007 23:31Armando do Prado (Professor)Euclides da Cunha foi assassinado pelo criminos...
Euclides da Cunha foi assassinado pelo criminoso que se fantasiava de cadete do exército, quando tentava fugir da sanha dos irmãos Assis. Caído na saída da casa de Piedade, com seu revólver estourado por um tiro, foi impiedosamente assassinado.
Esse criminoso teve todo o apoio corporativista do exército, pois Euclides representava a denúncia daquele exército covarde que massacrou Canudos. Portanto, mais do que um romance de folhetim, o crime de Piedade foi o ajuste de contas entre o exército que massacrou os sertanejos e aquele que ousou denunciar esse crime.
Saninha a tresloucada irresponsável que traiu o marido, viveu o resto de sua vida martirizada pelo crime cometido pelo bandido travestido de oficial.
Quindinho o filho mais velho de Euclides, teve a mesma sorte do pai. Morte inútil e evitável, pois o rapaz descarregou sua arma na direção do criminosos, errando a maioria dos tiros. Com a arma descarregada foi fuzilado pelo bandido de farda, quando podia perfeitamente tê-lo dominado.
Outro filho de Euclides, Solon foi para o Amazonas fugindo da tragédia. Lá foi assassinado por salteadores.
O filho mais novo Manuel, viveu mediocremente junto à mãe e com o assassino. Era proibido de prestar respeitos ao seu pai.
Os bandidos passaram, foram esquecidos. Euclides a cada dia cresce em importância na consciência nacioanal.
O Dilermando morreu tentando escapar do morto ilustre que o perseguiu o tempo todo. Tentou escrever livros que fossem reconhecidos como superiores aos trabalhos de Euclides. Conseguiu escrever um amontoado de bobagens sem sentido. O tempo, nesse caso, foi justo, pois o criminoso foi esquecido e Euclides continua mais vivo do que nunca.
Viva Euclides da Cunha!
19/11/2007 18:47Band (Médico)Dilermando tinha 21 anos e há quatro mantinha u...
Dilermando tinha 21 anos e há quatro mantinha um caso amoroso! Ou seja, começou o adultério com 17 anos! Uma criança!
Euclides foi a casa em que os dois se encontravam armado, e tanto que pede para entrar, pois a casa não era sua, caso que tornaria desnecessário se fazer anunciar!