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7 novembro 2007
Nada impede
Desembargador suspeito de corrupção deve ficar no cargo
O Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) decidiu, por unanimidade, não suspender o desembargador Nery Júnior de suas atividades. Ele é investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção passiva, entre outras suspeitas. A informação é do blog de Frederico Vasconcelos.
O MPF entendeu que Nery Júnior, que está sendo investigado na Operação Têmis, não poderia conduzir a Ação Penal contra o juiz federal João Carlos da Rocha Matos e a outro réu. Rocha Matos é acusado de prática de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Para o TRF-3, nada impede que Nery Júnior conduza aquele processo, pois no seu caso há apenas um inquérito. O desembargador teve o gabinete vasculhado pela Polícia Federal durante a operação.
Deflagrada em 20 de abril, a Têmis mirou suposto esquema de vendas de sentenças judiciais em favor de bingos e empresas devedoras do Fisco. Ao todo, 43 pessoas foram investigadas - entre desembargadores e juízes federais, empresários e advogados de São Paulo, Rio de Janeiro e Campo Grande (MS).
Além de Nery Júnior, o MPF chegou a pedir a prisão de outros dois desembargadores do TRF-3 — Alda Basto e Roberto Haddad — e dos juízes federais Maria Cristina Barongono, Djalma Moreira Gomes e Manoel Álvares. O pedido foi negado pelo ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça.
Revista Consultor Jurídico, 7 de novembro de 2007
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Comentários
Comentários de leitores: 6 comentários
A mais simples suspeita já seria motivo de afas...
A partir do instante que há suspeita, o titular...
Neste nosso país, "nihil obstat" que um corrupt...
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