Imprensa não consegue auxiliar o cidadão na Democracia

30/03/2007 16:35Maria (Funcionário público)É reconfortante ver alguém alertando para o fun...
É reconfortante ver alguém alertando para o funcionamento da "grande imprensa" brasileira, esta imprensa desinformada, sensacionalista, arrogante e vitimista. Sim, porque sempre que são criticados os órgãos de imprensa apelam para a liberdade de expressão, sem entender que desrespeito e falsidade não podem ser exercidos sob a égide da liberdade.
30/03/2007 12:35Richard Smith (Consultor) E já que o "lead" da matéria menciona a tríad...
E já que o "lead" da matéria menciona a tríade IMPRENSA / CIDADÃO / DEMOCRACIA peço licença, por pertinente, para reproduzir o abaixo, do "blog" do REINALDO AZEVEDO de hoje: " LULA ESTATIZA A ISENÇÃO JORNALÍSTICA. JÁ NÃ ERA SEM TEMPO No discurso de posse de cinco novos ministros, nesta quinta, referindo-se à TV pública que pretende criar, o presidente Lula afirmou querer uma emissora que não seja chapa-branca. E emendou: 'Chapa-branca parece bom, mas enche o saco. E gente puxando saco não dá certo. A gente tem de fazer uma coisa séria. Não é uma coisa para falar bem do governo ou falar mal, é uma coisa para informar.' O Babalorixá de Banânia disse ainda esperar 'a informação tal como ela é, sem pintar de cor-de-rosa, mas também sem pichá-la.' Lula, em suma, quer, vejam só!, uma imprensa oficial isenta! Antes um gracejo: Atchim [Paulo Henrique Amorim] e Zangado [mino carta] devem ter ficado desolados. O chefe deles falou que não quer saber de puxa-sacos, de jornalismo chapa-branca. Assim não dá! Como eles vão se financiar? Iniciativa privada? Era só o que faltava. Pô, os valentes só não se ajoelham porque não têm altura pra isso... Sempre achei que essa tal isenção jornalística ainda encontraria um ponto de saturação. Os leitores começariam a se cansar dessa história à medida que fossem percebendo que ela, no mais das vezes, tem lado. No Brasil, é petista. Nos EUA, democrata. Nos EUA, ideológica, 'de direita', são a Fox News e, para os mais severos, o Wall Street Journal; isentas são a CNN e New York Times. No Brasil, os grandes veículos de comunicação fazem um esforço danado para 'não ter lado' — e acabam de braços dados com os oprimidos de manual do petismo. Como se sabe, por aqui, nem banco de praça passa incólume ao crivo da 'isenção': se for feito para sentar, não para deitar, ganha logo a pecha de 'antimendigo', o que faz supor, como já escrevi, um banco filomendigo, certo? A imprensa brasileira é quase tão anti-Bush quanto, sei lá, a imprensa síria. Boa parte de seus articulistas escreve para os acadêmicos da USP: jás mais antiamericanos lá do que em Teerã. Mas retorno ao começo do parágrafo anterior, já que parti para a digressão. Sempre imaginei que o ponto de saturação chegaria por pressão dos leitores-telespectadores dos grandes veículos, marcando o esgotamento de uma fórmula. Mormente porque a informação on line já fornece quase tudo 'o que' é preciso saber. Os 'porquês' é que estão ainda mais perdidos à medida que aumentou enormemente a base de informação Mas não! Eu estava errado. A morte do jornalismo 'isento' está sendo decretada pelo governo Lula e pelo PT — o que, num plano mais amplo, talvez lhes seja contraproducente (é a minha hipótese otimista). E por que morre a 'isenção'? Porque ela está sendo estatizada e incorporada como discurso oficial. Está no ar uma enquete em que indago sobre um nome para o ministério de Franklin Martins. Até quando escrevo este texto, 'Ministério da Propaganda' lidera, com 34,38% das preferências das 1911 pessoas que votaram. É claro que o leitor está expressando um juízo bastante ácido sobre a iniciativa. Esse era o cargo de Joseph Gobbels no governo de Hitler. Trata-se de um protesto. Mas me parece que a alternativa que vem em segundo lugar traduz com mais eficiência o espírito do governo Lula: Ministério da Verdade, com 27,89% — votei nela. A referência, vocês sabem, é 1984, de George Orwell, a mais famosa distopia totalitária que a literatura produziu. Hitler, Stálin, Mao e outros homicidas mais modestos eram tiranos, sanguinários, assassinos em massa. A propaganda ativa — 'puxa-saco', diria o Apedeuta — foi extremamente útil a todos eles. Em escala menor, num contexto de paz, também serviu ao próprio Lula. Mas agora chegou a hora não do proselitismo, mas da 'Verdade'; não de ser 'chapa-branca', mas de contar como a coisa aconteceu 'meeesmo', entendem? Sem falar bem (nem precisa), mas sem falar mal. Só para 'informar'. A informação neutra se torna, assim, vejam só, uma política de estado. Só uma nota: nem acho que vão conseguir fazer isso direito porque a) são incompetentes; b) porque os petistas vão aparelhar a emissora e meter os pés pelas mãos: a incompetência 'deles' é sempre salvadora. O projeto de Franklin Martins, que Lula vocalizou mais ou menos, segundo o seu repertório, é criar o que seria uma referência-modelo do fato, um ponto zero. As emissoras privadas podem escolher ficar naquele lugar de SUPOSTO equilíbrio ou decidir adernar à direita ou ainda mais à esquerda. Vejam: ao menos no mundo das possibilidades, o PT pode perder o poder federal para um partido de oposição. Tudo o que digo aqui, então, correria o risco de valer para, sei lá, o PSDB ou DEM (também conhecido por PFL)? É claro que não. A emissora, entendam, será pública, não estatal. Seu controle, é provável, estará com a çossiedadeciviu, que se fará representar por meio de associações, sindicatos, organizações de estudantes, ONGs, toda a enorme teia hoje aparelhada pelo PT e por outros partidecos de esquerda. Vocês imaginam uma TV pública 'isenta' lembrando no ar o direito de propriedade diante de uma terra invadida, por exemplo? Mas o curioso é que as emissoras privadas também já não fazem isso hoje. Os homens de João Pedro Stedile são chamados, imaginem vocês, de agricultores sem terra. Duvido que a maioria saiba distinguir um pé de couve da Suma Teológica. A minha leitura otimista dessa bobagem toda é que, consolidado o Ministério da Verdade, com a informação neutra de esquerda dando o tom do noticiário oficial, as empresas privadas de comunicação sintam-se menos obrigadas a veicular o pot-pourri ideológico que, às vezes, mais desorienta o telespectador ou o leitor do que informa, tal é o esforço para 'neutralizar' o que está sendo noticiado. Se tivermos a TV Pública para ser 'isenta', limpa, pura, sem interesses, neutra (que não 'puxa o saco nem picha'), então podemos ser todos mais livres — os que estaremos fora do oficialismo. Mas também há a leitura pessimista, sim. Temo que muitos se deixem intimidar. Vejam só: não acho que a patrulha que o PT e o governo já fazem hoje seja irrelevante. Não que as empresas de comunicação cedam necessariamente à pressão (a não ser as que fazem negócios...), mas dá para notar, às vezes, o esforço para agradar todo mundo, inclusive aqueles que, pudessem fazer o que anseiam, decretariam nada menos do que o fim da liberdade de imprensa. Concluo notando que as ações do PT têm um vetor claro. A luta para pôr um cabresto na imprensa não é recente. Tivesse prosperado o Conselho Federal de Censura — que 'eles' chamavam de Conselho Federal de Jornalismo —, talvez a idéia desta nova TV Pública não tivesse ido adiante. Mas ninguém caiu na conversa, a não ser meia-dúzia de sindicalistas em busca de mamata. Torço para que o desdobramento inesperado (por 'eles') dessa coisa toda seja uma mídia 'não-pública' cada vez mais independente, menos preconceituosa, mais assertiva na defesa dos princípios que fazem uma sociedade democrática e capitalista — ou seja: menos 'isenta', o que significa 'menos aparelhada pela esquerda'. " Tirem os caros leitores e comentadores, as conclusões que quiserem.
30/03/2007 12:12Marin Tizzi (Professor)Setores da imprensa, embora sem entender do ass...
Setores da imprensa, embora sem entender do assunto, querem impor até condenações. Muitas vezes por interesses mesquinhos. O caso mais recente é de Frederico Vasconcelos. Escreveu um livro condenatório de algumas pessoas, embora não saiba sequer manusear um código penal, e agora passa a querer difamar o STF porque desrespeitou suas "sentenças". Seria cômico se não fosse trágico.
30/03/2007 11:00toron (Advogado Sócio de Escritório)Excelente o artigo de Erik Granstrup. É, no par...
Excelente o artigo de Erik Granstrup. É, no particular, lamentável o desserviço prestado pela imprensa. Parabéns ao articulista pelo artigo e pela coragem de botar os pingos nos is. Alberto Zacharias Toron, advogado e Diretor do Conselho Federal da OAB
30/03/2007 10:45Armando do Prado (Professor)Sem esquecer da manipulação ideológica praticad...
Sem esquecer da manipulação ideológica praticada pelas famílias (poucas) que comandam a mídia tupiniquim e, conseqüentemente, corações e mentes preguiçosas.
30/03/2007 08:38Embira (Advogado Autônomo - Civil)Muito boa essa análise da atuação da imprensa b...
Muito boa essa análise da atuação da imprensa brasileira. Isto posto, como diz o jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, você nunca mais vai ler jornal como fazia antes. É preciso espírito crítico. Mas não acho que a imprensa está aí só para esclarecer o cidadão. Em primeiro lugar, é preciso salvar a própria pele. Nos dias que correm, não está fácil vender revista e jornal. Como diz um amigo meu, jornalista – se não sair essa CPI do apagão aéreo, não sei onde vamos parar.

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