Judiciário será descartado se insistir em não funcionar

5/04/2007 19:54Ratão (Oficial de Justiça)Curioso como o Dr Naline, com uma folha tão ext...
Curioso como o Dr Naline, com uma folha tão extensa de serviços prestados ao Poder Judiciário, tendo chegado a desembargador, não saiba quais são as funções de um Oficial de Justiça. O primeiro significado que encontrei no dicionário para a palavra estafeta é "correio a cavalo". Que coisa antiga, doutor! Realmente, quem sempre anda acompanhado de seguranças e decide dentro de gabinetes com ar condicionado nada sabe do dia-a-dia de quem está trabalhando nas ruas, enfrentando a violência desenfreada dos dias de hoje, sofrendo ameaças de todos os tipos e até agressões, colocando gente pobre na rua por força de um mandado de despejo, passando por situações estressantes quando faz apreensão de uma criança, tendo que suportar toda a carga emocional dos familiares, vivendo situações de perigo quando faz apreensão de bens... Mas aí está uma pequena parte do dia-a-dia do Oficial de Justiça que o sr. chamou de estafeta. Aliás, estafeta trabalha aos sábados, domingos e feriados, doutor? Usa o próprio automóvel a serviço do patrão? Em muito locais, no Interior, o Oficial não consegue chegar nem de carro e, como desembargador, o sr. deve conhecer o dispositivo legal que obriga o Oficiai de Justiça a trabalhar fora do horário estabelecido na própria lei. Das 6hs às 18hs, por exemplo, a maioria das pessoas não são encontradas em casa pelo Oficial porque ou estão saindo de casa para o trabalho ou já estão trabalhando duro em troca de salários miseráveis, neste país onde salário digno é privilégio. Um homem na sua posição merece todo o nosso respeito e admiração, mas será que nós, pobres mortais aqui embaixo não merecemos um mínimo de respeito, nem mesmo como seres humanos? Grande carreira tem um Oficial de Justiça, doutor! Como se não bastasse os capatazes, a serviço dos ricos, que comandam os grandes jornais da televisão, há ainda o desprezo dos superiores em relação àqueles que lhes são subordinados, pequenos e anônimos trabalhadores que ajudaram muito juiz a chegar a desembargador. Os Oficiais de Justiça ainda sofrem inveja e até ódio, alimentados pela ignorância dentro do próprio Judiciário, além do preconceito popular orquestrado pela mídia e é exatamente isto que pudemos constatar em vinte e três anos de serviço. Engraçado que o douto desembargador fala, em uma parte de sua entrevista, em humildade, humanismo, bondade e compaixão...
5/04/2007 19:53Ratão (Oficial de Justiça)Curioso como o Dr Naline, com uma folha tão ext...
Curioso como o Dr Naline, com uma folha tão extensa de serviços prestados ao Poder Judiciário, tendo chegado a desembargador, não saiba quais são as funções de um Oficial de Justiça. O primeiro significado que encontrei no dicionário para a palavra estafeta é "correio a cavalo". Que coisa antiga, doutor! Realmente, quem sempre anda acompanhado de seguranças e decide dentro de gabinetes com ar condicionado nada sabe do dia-a-dia de quem está trabalhando nas ruas, enfrentando a violência desenfreada dos dias de hoje, sofrendo ameaças de todos os tipos e até agressões, colocando gente pobre na rua por força de um mandado de despejo, passando por situações estressantes quando faz apreensão de uma criança, tendo que suportar toda a carga emocional dos familiares, vivendo situações de perigo quando faz apreensão de bens... Mas aí está uma pequena parte do dia-a-dia do Oficial de Justiça que o sr. chamou de estafeta. Aliás, estafeta trabalha aos sábados, domingos e feriados, doutor? Usa o próprio automóvel a serviço do patrão? Em muito locais, no Interior, o Oficial não consegue chegar nem de carro e, como desembargador, o sr. deve conhecer o dispositivo legal que obriga o Oficiai de Justiça a trabalhar fora do horário estabelecido na própria lei. Das 6hs às 18hs, por exemplo, a maioria das pessoas não são encontradas em casa pelo Oficial porque ou estão saindo de casa para o trabalho ou já estão trabalhando duro em troca de salários miseráveis, neste país onde salário digno é privilégio. Um homem na sua posição merece todo o nosso respeito e admiração, mas será que nós, pobres mortais aqui embaixo não merecemos um mínimo de respeito, nem mesmo como seres humanos? Grande carreira tem um Oficial de Justiça, doutor! Como se não bastasse os capatazes, a serviço dos ricos, que comandam os grandes jornais da televisão, há ainda o desprezo dos superiores em relação àqueles que lhes são subordinados, pequenos e anônimos trabalhadores que ajudaram muito juiz a chegar a desembargador. Os Oficiais de Justiça ainda sofrem inveja e até ódio, alimentados pela ignorância dentro do próprio Judiciário, além do preconceito popular orquestrado pela mídia e é exatamente isto que pudemos constatar em vinte e três anos de serviço. Engraçado que o douto desembargador fala, em uma parte de sua entrevista, em humildade, humanismo, bondade e compaixão...
4/04/2007 10:12VINÍCIUS (Advogado Autônomo)Sim, o Poder Judiciário, o mais arrogante e pre...
Sim, o Poder Judiciário, o mais arrogante e preguiçoso da Federação Brasileira, precisa ser transformado rapidamente. Precisamos tirar de cena os juízes preguiços, os que entraram para a Magistratura pelas portas dos fundos. Acabar com as mordomias. Hoje e quarta-feira e os iluminados estão de folga. O povo é que se dane. Eu diria que se o Judiciário não melhorar sua face, ele vai se desmoralizar e acabar em nada. Parte dele, além de preguiçosa e corrupta, subserviente, covarde e incompetente. 63-9999-5606.
2/04/2007 21:38Riberto (Oficial de Justiça)Muito blá, blá, blá... a arrogância característ...
Muito blá, blá, blá... a arrogância característica da casta , aparentemente criticada no texto, transborda e faz espuma em seus comentários. Muitas voltinhas para chegar a lugar nenhum !!! Parabéns - tudo continua como dantes ...
31/03/2007 16:03Stanley Marx (Advogado Associado a Escritório)Muito nos apraz ter a oportunidade de leitura t...
Muito nos apraz ter a oportunidade de leitura tão profícua e, pois, envolta por um contexto de realidade tão bem sintetizado. Congrulatulo o magistrado pela excelente contribuição. É necessário repensar e transformar a estrutura posta, pois que o brasileiro simplesmente não consegue desfrutar dos benefícios de algo conhecido por justiça. A impressão colhida cinge-se a atos realizados no âmbito de um palco caracterizados por protagonistas distantes da realidade social, ou seja, magistrados descompromissados, laborando com prazos impróprios em benefício da improrpriedade consolidada na prestação de tutelas mancas... Ao lermos considerações tão profundas e bem colocadas nos sentimos revigorados pela esperança de que pelo menos alguém pensa no âmbito de um poder tão relevante e deatitudes tão tíbias quanto o Judiciário. O dilema mesmo cinge-se ao questionamento: o desejo é manter o status quo ou mudar para que possamos desfrutar de melhores ares???? O Brasil é mesmo uma nação em berço esplêndido, caracterizado por uma catalepsia que parece mesmo a própria morte da desesperança. Acorda! Parabéns, Desembargador, pela beleza legada em síntese tão salutar e verdadeira.
30/03/2007 15:30jetpilot (Funcionário público)Apenas uma correção: onde se lê R$23.400.000,00...
Apenas uma correção: onde se lê R$23.400.000,00, leia-se R$23.400.000.000,00. Esta é a fábula que se paga para que os juízes se sintam cada vez mais na condição de habitantes do Olimpo, embora aqui na Terra...
30/03/2007 15:20jetpilot (Funcionário público)O problema do judiciário no Brasil, como o que ...
O problema do judiciário no Brasil, como o que acontece com as demais instituições que deveriam primar pela seriedade e que não o fazem, deve-se à banalização que tomou conta do país em quase todos os níveis. Qual a justificativa para se gastar R$23.400.000,00 na manutenção de um sistema absolutamente falido, como é o judiciário, principalmente porque insiste na letargia como seu principal modus operandi?? Lamentavelmente, com o congresso nacional que se tem, e com leis que só valem para os pobres, os inválidos, os desvalidos, e os miseráveis, querer que a justiça no país funcione como tanto se propala, e como bem diriam os três personagens do Chico Anísio, "Só Doido, Só Besta e Só Burro" acredita nisso. Com o Brazil na condição de o maior cabaré a céu aberto do mundo, desejar-se isso só pode mesmo ser visto como piada em velório.
29/03/2007 18:02Caliman (Estudante de Direito)Patriotas, hoje desconheço!!!Mas,foi o que apre...
Patriotas, hoje desconheço!!!Mas,foi o que aprendi nas boas escolas, para designar BRASILEIROS que pensam no PAÍS como o Dr..Peço a DEUS, que Desemb.Dr.Limongi no meu direito subjetivo, também faça com que acredite ter mais PATRIOTAS. Que utilize, suas idéias, p/ que como o proc. 1546384 não fique 10 anos na injustiça tardia(Ruy Barbosa) do TJSP. Faça-nos sonhar.
29/03/2007 14:53EUNICE (Consultor)Então, não é a Justiça do Trabalho que tem que ...
Então, não é a Justiça do Trabalho que tem que ser extinta, mas o sistema judiciário, como um todo, deve ser reestruturado. A forma de escolha dos novos juizos, tem que realmente avaliar a real capacidade de trabalho, ética, vocação, talento, humildade, sensibilidade e, principalmente, humanismo. O efeito "loteria" é exatamente o inverso: não é pela falta de emprego formal que o judiciário trabalhista passa por tal crise, mas sim pela hinépcia dessa mesma justiça que o emprego formal está desaparecendo. A população que sobrevive na informalidade é que muitas vezes não encontra a tal "segurança jurídica". Devemos lembrar também que é o trabalhador da iniciativa privada que sofre com o desamparo do trabalho informal. O emprego público, como é o caso do Poder Judiciário, tem a chancela do Estado e uma maior "segurança jurídica". Para os demais trabalhadores da iniciativa privada, só restado a Justiça do Trabalho. Sua extinção só pode ser traduzida como: RETROCESSO.
29/03/2007 12:37Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)Interessante, real e objetiva a entrevista do D...
Interessante, real e objetiva a entrevista do Desembargador Nalini. Como advogado militante há 45 anos, hoje entendo que o Poder Judiciário faliu. Não existe a possibilidade de de uma concordadta suspensiva (atual recuperação judicial). Precisamos realizar o ativo e pagar o passivo. Em seguida, construir um novo Poder Judiciário nas bases alinhavadas pelo Desembargador Nalini. Será isto possível? NÃO, pois o sistema é indestrutível. Ele, sistema, não permite as mudanças necessárias, pois está viciado e, na hora das mudanças, voce esbarra nos interesses pessoais, o sistema reage e as mudanças vão por água abaixo. Até as ditaduras mais inclementes não conseguem destruir o sistema viciado. ELE É INDESTRUTÍVEL. Portanto, desembargador Nalini, o que aconteceu com o seu "habeas corpus" por Email, acontecerá com outras medidas a serem tomadas que venham a mexer com o sistema (MP por exemplo). É uma luta inglória e nós acabamos desistindo e deixando como está para ver como é que fica... NOTA - O Rio Grande do Sul, de tanto apanhar, deixou o Brasil e hoje faz parte da República Cisplatina...
29/03/2007 11:24KELSEN (Estudante de Direito)Concordo com os motivos elencados na entrevista...
Concordo com os motivos elencados na entrevista do Desembargador Nalini sobre os motivos que caracterizam a falta de celeridade processual, porém, não concordo com comentários de leitores que entendem a hierarquia como uma um fator destes problemas. A hierarquia que tem como fim a manutenção da ordem e será sempre uma aliada tanto no âmbito judicial técnico quanto no administrativo, independentemente se a administração judiciária fique a cargo do magistrado ou do advogado, desde que este tenha qualificações (conhecimentos específicos)para ocupar tal posição.
29/03/2007 08:38Diva (Advogado Autônomo)
28/03/2007 18:45leco (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)Como advogado tenho que parabenizar o Exmo. Des...
Como advogado tenho que parabenizar o Exmo. Desembargador Renato Nalini pela brilhante entrevista. Como dito, o Judiciário Paulista precisa inovar e não ficar restrito ao processualismo. A preocupação com a técnica supera a função do Poder Judiciário de distribuir Justiça, fato este que impede a distribuição de Justiça. São Paulo é um Estado que carrega boa parte do Brasil nas costas e seu Judiciário não atende a contento. Sempre tem que se buscar o exemplo do Judiciário Gaúcho que é sempre dinâmico como o Direito. Parabéns Doutor!
28/03/2007 16:49Maximos (Estudante de Direito)Perfeito panorama, muito bem comportado aos mol...
Perfeito panorama, muito bem comportado aos moldes da emblemática justiça brasileira tão imprevisível e inconstante... Deve-se ter em mente a descaracterização a fictícia hierarquia em que os juízes se colocam acima dos advogados e assim por diante.
28/03/2007 16:37Wilson (Funcionário público)Muitos juízes devem entender que são funcionári...
Muitos juízes devem entender que são funcionários públicos, portanto devem atender à população com presteza. O Judiciário só está buscando manter privilégios injustificáveis, como super-salários e férias de 60 dias, esquecendo-se de dar andamento nos processos. É muito freqüente encontrarmos juízes que não cumprem horário, não aparecem nos fóruns, deixam suas decisões nas mãos dos funcionários e só estão preocupados com suas vaidades pessoais (além dos corruptos, obviamente). A punição contra essas autoridades devem ser rigorosas. Praticamente, hoje elas não existem. E a OAB, junto com a sociedade civil organizada, devem exigir agilidade, honestidade, trabalho e respeito com o dinheiro público por parte dos juízes. Já estou muiiiiiito cansado de me deparar com juízes preguiçosos, autoritários e corruptos. O Judiciário precisa mudar imediatamente!
28/03/2007 11:13Leonardo Almeida (Advogado Autônomo)Sóbrio comentário do Dr. Nalini. Pena que estej...
Sóbrio comentário do Dr. Nalini. Pena que esteja entre as exceções de distintos magistrados que caracterizam-se por serem "as pessoas certas no lugar certo" (vocação, como ele bem diz). PROFISSIONALIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO: é isso que falta na Administração deste país - em todas as esferas de Poderes Governamentais e em todos os níveis hierárquicos!!!
28/03/2007 10:59Ricardo Nicolau (Advogado Autônomo - Civil)Com clareza e objetividade o Dr. Nalini fez um ...
Com clareza e objetividade o Dr. Nalini fez um raro diagnóstico do Judiciário Paulista e Brasileiro. E tocou num ponto que poucos querem enfrentar: o juiz não é necessáriamente um bom administrador. E nem tem que ser. Ele só tem que ser um bom juiz. Acredito que a profissionalização da administração do Judiciário seria um grande passo. Outro passo é a sociedade dar um basta na ditadura do Executivo. Parabens Dr. Nalini Ricardo Nicolau
28/03/2007 10:59Joao Antonio Motta (Advogado Autônomo)Leia-se o que saiu na "REVISTA EXAME" de 18/06/...
Leia-se o que saiu na "REVISTA EXAME" de 18/06/2004: No Brasil, um processo judicial leva, em média, 12 anos para ser resolvido. Estima-se que 70% desse tempo é consumido somente com a burocracia dos cartórios. Outros 20% são gastos pelos advogados e apenas 10% são utilizados para a análise dos juízes. Mas há uma segunda razão, igualmente assustadora, que torna o processo ainda pior que pesadelo. Ele se materializa quando o juiz decide finalmente julgar a ação. Em muitos casos, infelizmente não tão raros, um magistrado sem formação suficiente na área em discussão acaba tomando uma decisão que fere o bom senso. Até que um ponto de vista razoável se imponha, mais tempo se passa. E há total razão !!! Os juízes, tão pressionados por apresentar uma justiça célere, não estão lendo mais nada e, quando lêem, devido à pressa, não entendem. A grita dos advogados que atuam no contencioso é geral e ninguém faz nada. Segundo um bom amigo que abandonou o contencioso, diz que é fazer "careta prá cego", discussão de "surdo mudo". Há de er feita alguma coisa e, o Des. Nalini dá uma excelente solução: Juiz julga, e só. Cartório Judicial administra, afinal Escrivão não é bacharel em Direito? Poderia bem mesmo preparar o processo, com a colaboração dos advogados, apresentando instruído e pronto para a jurisdição. Coisa boba que não precisa de alteração legal alguma, basta vontade e leitura do art. 244 do Código de Processo Civil, de há muito esquecido. Parabéns pela franca exposição, uma luz na escuridão do Poder Judiciário nacional.
28/03/2007 10:10tyba (Advogado Autônomo - Empresarial) Li os comentários e reli a entrevista. Ma...
Li os comentários e reli a entrevista. Mais uma vez, constato que o dr. Nalini acertou na mosca. Azul. Volto a aplaudir o sábio desembargador e a me solidarizar com ele. Quanto aos meus amigos Oficiais de Justiça, esses são um caso à parte. Segundo o presidente da ANIOJESP, os Oficiais de Justiça, que desempenham uma nobre atividade (reconheço), “pagam para trabalhar.” É preciso falar com o Papa. Depois de Frei Galvão, S. S. vai ter de beatificar só em São Paulo mais 5.200 boas almas.
28/03/2007 08:51Luís da Velosa (Bacharel)É... estamos fritos!
É... estamos fritos!

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