Reflexões sobre o poder de barganha brasileiro

11/03/2007 16:51Richard Smith (Consultor) Caro amigo Band: O mérito da produção bras...
Caro amigo Band: O mérito da produção brasileira justamente é o da sua produtividade x baixo custo. Os entendimentos com os americanos, prevêem segundo lí, a transferência recíproca de tecnologia: nós com a nossa, bastante aperfeiçoada graças ao engenho dos paulistas principalmente (Grupo Ommeto, IPT, Embrapa, Esalq, etc.) e eles com a de extração de álcool da celulose. Não vejo nessa transferência, nenhum problema. Em primeiro, porque temos todo um sistema de produção voltado para o álcool, com eficiência comprovada; segundo, porque não vejo condições (inclusive climáticas e de mão-de-obra) para eles conseguirem implantar essa sistemática no seu país, com facilidade. Não se esqueça que, quando os ingleses levaram a nossa Havea para a Malásia, a extração aqui, diferentemente do sistema de "plantation" lá era puramente artesanal, com o ingresso dos seringueiros para extração dispersa, floresta a dentro. Eles querem o produto e não necessáriamente produzí-lo. O interesse de se libertarem, ainda que parcialmente da dependência de um produto (o combustível fóssil) que tem dado mais uma quantidde cda vez maior de problemas economicos e geo-político-estratégicos, hoje fala mais alto. Amanhã, no entanto... Cabe pois ao Brasil, agir de forma ladina, aproveitando a sua colossal vantagem, multiplicando-a com eficácia e inteligência e aumentando, cada vez mais a produtividade e a distância tecnológica, sem cair no risco da monocultura exportadora. O desafio é grande, mas temos cabedal epessoal para fazer frente a ele. E o proveito haverá de ser muito grande também. Isso se o Abortista/Excomungado não se meter demais, pondo "os pés pelaas mãos". Mas acho que ele é inteligente demais para fazer isso! Até porquê o meu pai sempre dizia: "Louco? Se não rasga dinheiro e nem come cocô, não é louco." Com relação ao esgotamento do solo, as técnicas de aproveitamento do vinhoto (antigo veneno para os rios e margens ciliares) e da palha da cana aplicada no pé, tem garantido a necessária fertilização do solo e o seu uso de forma intensiva, nas úlimas décadas, no interior paulista. Um abraço
11/03/2007 10:45Band (Médico)Caro Richard Smith Eu vejo alguns problemas ...
Caro Richard Smith Eu vejo alguns problemas nesta questão. Os americanos querem parceria para comprar álcool ou querem descobrir/adquirirem a nossa tecnologia pagando menos para dominarem também? Parece-me que não estão preocupados nem um pouco com a nossa produção, apenas interessados em dominar a técnica de produção de álcool de cana como os ingleses fizeram com a produção de borracha no início do século! Eles não colocariam as suas fichas para sair da dependência de venezuelas e irãs da vida para cair no antiamericanismo radical brasileiro. Brasileiros são burros, mas americanos não são, em matéria de negócios! Por isto que nos orgulhamos de vender pouco mais de um por cento da trilhionária agenda de importação deles! Manter nossa independência! Pode? Acho que o discurso do etanol para combater a pobreza e a fome no mundo é um discurso digno do Lula. Uma pessoa limitada intelectualmente, com grande carisma de pessoas de igual nível! Porque iría se plantar mais alimentos que não faz o mundo agora pelo fato de substituirmos plantações de alimentos pelo de cana e milho para alimentar os carros dos já beneficiados pelo sistema? Álcool de cana e de milho, ou outras sementes do biodiesel, não serão economicamente competitivas plantadas em pequenas propriedades como o mendengó acredita. Isto é apenas para as grande plantations como da soja! Onde a mão de obra é menor e a mecanização nos processo mais eficiente! Ninguém passará a pagar mais pelo etanol ou biodiesel mais caros porque vem de pequenas propriedades! Como ocorre hoje com o petróleo, é uma riqueza para poucas mãos! E com todos os perigos de escassez de alimentos, derrubadas de mais florestas para ou produzir alimentos (humanos e animais) ou combustíveis! E o esgotamento da terra deve ser acelerado, pressionando mais ainda por novas terras economicamente produtivas para produzir alimentos e combustíveis a preços competitivos! E nada dos combustíveis verdes contribui para o problema do aquecimento global, antes, agrava o mesmo, ao trocar cobertura vegetal por plantações derrubadas periodicamente e queimadas em CO2!
10/03/2007 23:41Richard Smith (Consultor) Os Estados Unidos produzem 18 bilhões de litr...
Os Estados Unidos produzem 18 bilhões de litros de álcool por ano. O Brasil produz quase a mesma coisa. A grande diferença entre ambos é que o álcool brasileiro, de cana, é mais produtivo e bem mais barato que o americano, produzido de milho e de celulose A Europa produz mais algo em torno de 15 bilhões de litros. Ou seja, a oferta mundial do produto é algo em torno de 58 bilhões de litros. George Bush quer que a matriz álcool etanol substitua 20% do consumo de gasolina nos Estados Unidos, o que representaria algo me torno de 135 bilhões de litros. São claras pois, três coisas, na minha opinião: a) Lá não é Brasil, eles não vão empreender a substituição de matriz, ainda que parcial, se não houver GARANTIA da oferta do produto (lembram do vexame do PROALCOOL?); b) Veja-se que janela de oportunidade que se abre apara o Brasil, ainda mais se levarmos o consumo potencial japonês em conta!; c) É preciso muito cuidao para que não passemos à condição de simples produtor monocultor. A solução seria a da abertura de novas destilarias e, principalmente, o aproveitamento da tecnologia america, que permite extrair álcool até de capim e grama, mas, principalmente, do próprio bagaço da cana. Bem planejado e tratado de forma profissional, a "janela" de oportunidade que se abre, de alavancamanto definitivo da economia brasileira, é excepcional!
10/03/2007 07:49Band (Médico)Enquanto Lula quer que o Presidente baixe os im...
Enquanto Lula quer que o Presidente baixe os impostos de importação para o Etanol, coisaque ele não tem poder, pois só o congresso americano pode legislar sobre isto, o Hugo Chaves critica duramente o programa brasileiro na Argentina, junto com as mães da praça de maio. Que os americanos devem continuar a alimentar seus carros com petróleo venezuelano e não comprar álcool! Interessante que tanto Lula e Bush posam para fotos cheirando buretas com o produto dentro! Parece que estão analisando bebidas destiladas e não combustível para automóveis, que o chero é o que menos interessa! Igualam-se em gosto!
9/03/2007 10:19Band (Médico)O grande sucesso das exportações serve para mos...
O grande sucesso das exportações serve para mostrar que o crescimento acelerado sustentável depende do aproveitamento das oportunidades oferecidas pelo comércio internacional. As exportações 46% na Bolívia, apesar da crise política do país, 37% no Peru, 27% no Equador, 26% na Venezuela, 20% no México, 20% no Uruguai, 16% no Brasil, 15% na Colômbia, 14% na Argentina e 13% no Paraguai. Com 12%, Cuba registrou o maior índice de crescimento econômico, seguida pela Venezuela com 10% e a Argentina com 8,5%. Nos dados da Cepal, Uruguai, Colômbia e Equador cresceram acima da media (5,3%), o México (4,8%) ligeiramente abaixo, e a Bolívia e o Equador, 5%. O Brasil ficou em último, com 2,8%. Como a carga tributária cresceu 2,9%, a renda ficou estagnada! Há apenas quatro anos, o total de importações e exportações entre a Venezuela e os Estados Unidos era de cerca de US$ 20 bilhões ao ano. Os últimos números divulgados pela câmara de comércio Venezuela-Estados Unidos (VenAmCham) mostram que o comércio bilateral mais que dobrou nos últimos quatro anos e soma hoje cerca de US$ 47 bilhões. “Apenas no último ano, o nível de importações e exportações entre os Estados Unidos e a Venezuela aumentou 15%” Em 2006 – foram comercializados pelo Brasil US$ 39,12 bilhões com os norte-americanos. O Brasil tem uma diversificação de parceiros muito grande. Todos os outros países, individualmente, estão abaixo de 10%, o que nos deixa numa situação bastante confortável e pouco vulnerável”, hoje, os EUA são o único país que responde por mais de 10% de nossas exportações e importações. Ou seja, a culpa dos norte-americanos pelas nossas misérias é praticamente nula. Nós mesmos somos culpados pelo nosso atraso completo!
8/03/2007 21:08Band (Médico)Enquanto "As relações comerciais brasileiras co...
Enquanto "As relações comerciais brasileiras com os Estados Unidos têm crescido em níveis modestos nos últimos anos." Hugo Chaves mais que dobrou em quatro anos o comércio de manufaturados como os EUA. Fora o petróleo! Ainda bem que nós somos mais espertos que o Chaves e não vendemos nada para eles! Eles que comprem de outros, nós vamos vender para a Nigéria, para a Bolívia...

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