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21 maio 2007
Cruzando os braços
Polícia Federal marca paralisação para terça-feira
Policiais Federais resolveram manter uma paralisação em todo o Brasil, que acontece terça-feira (22/5). Uma reunião entre o governo federal, Federação Nacional dos Policiais Federais e as demais entidades representativas de classe está marcada para esta segunda-feira.
No último encontro os policiais apresentaram uma contraproposta aos técnicos do ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Justiça de pagamento da recomposição salarial em duas vezes. A primeira parcela seria paga a partir de janeiro de 2007 e a segunda em janeiro de 2008. Na reunião desta segunda, às 15h, o governo deve se posicionar sobre a proposta dos policiais.
Independente da reunião, os sindicatos devem manter o calendário de mobilização que prevê para terça a paralisação da categoria. Pela manhã os sindicatos em todo o Brasil devem convocar assembléias. Nos encontros, os policiais irão avaliar e deliberar sobre a proposta oferecida pelo governo federal para o pagamento da segunda parcela do reajuste salarial da categoria.
O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink, destaca que a categoria espera a proposta do governo avance em relação às outras duas. “Os policiais federais aguardam com ansiedade o cumprimento do acordo proposto pelo governo”, afirma o presidente.
Para ele, na tarde de terça será possível ter uma posição da categoria sobre se aceitou ou não o que foi proposto. “A Fenapef está empenhada na defesa do interesse dos policiais, mas a decisão final será da categoria, através de assembléias regionais”.
Bahia
Os cerca de 420 policiais federais lotados na Bahia continuam com a greve da categoria. Os policiais protestam pelo não-cumprimento de um acordo trabalhista firmado ano passado entre a categoria e o governo federal. Apenas 30% do efetivo é mantido para a fiscalização em portos e aeroportos do estado, atendimento de plantão e serviços de custódia de presos. O movimento conta com a participação de agentes, peritos, delegados e papiloscopistas.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais na Bahia, João Carlos Sobral Martins, a greve da categoria não foi suspensa nem mesmo para a realização da Operação Navalha. “Continuamos firmes em nosso movimento”, diz o presidente.
Estão suspensas as investigações, operações policiais, expedição de passaportes e de certidão de antecedentes criminais. Segundo Sobral, não está prevista, no momento, nenhuma operação-padrão da categoria em portos e aeroportos.
Revista Consultor Jurídico, 21 de maio de 2007
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