Prisões por corrupção provam vitalidade das instituições

15/05/2007 16:43José Carlos Portella Jr (Advogado Autônomo - Criminal)Só quero saber se tudo isso levará a uma mudanç...
Só quero saber se tudo isso levará a uma mudança necessária na legislação: a possibilidade da demissão como sanção displinar aplicada ao magistrado-ladrão ou ao promotor-bandido. É ultrajante para o povo brasileiro, vítima da corrupção, suportar na folha de pagamentos do Estado o ônus das "aposentadorias compulsórias" de quem foi defenestrado do Poder Público em razão de atos de lesa-pátria. Ora, esse é o único caso, talvez no mundo, em que a vítima premia aquele que a lesou! O dinheiro que poderia ser dedicado a serviços públicos tem sido desviado para o pagamento dos agraciados que, além de roubarem a pátria, continuam vitaliciamente no rol de pagamentos do Estado brasileiro. Precisamos reagir!
15/05/2007 14:37Sê (Advogado Autônomo - Civil)A meu ver o que provam essas prisões é que cheg...
A meu ver o que provam essas prisões é que chegamos a um ponto onde niguém aguenta mais tanta ilicitude. E não é verdade que, os que lá se encontram, foi a duras penas que chegaram ao cargo de juiz como quer demonstrar o nobre magistrado. Para alguns sim. Acredito, até. Para muitos, porém, por amizade. Outros pelo sobenome e vai por aí. Ora,há poucos dias lemos, aqui mesmo no conjur, sobre indicações feitas por certo desembargador no Rio de Janeiro. Também lemos que o CNJ estava na iminência de anular concurso em Rondônia, etc. Por outro lado, não acredito que viemos de uma escória que aportou no Brasil colônia, isso eu não posso suportar. Acredito que vivemos a atual conjuntura, pura e simplesmente, pela falta de poderes fiscalizatórios, que quase não temos. O que causa uma falta de controle da sociedade sobre os serviços ofertados. Perdemos, diga-se, o controle da bandidagem pela falta do dever de fiscalizar que compete ao governo e seus orgãos de controle. Falta poder de polícia e o poder de controle sobre essa mesma polícia. O próprio Judiciário, só agora foi criado um órgão para o seu contrôle. Mas, vejam só, há que se observar, e é o que vem acontecendo, se o mesmo Poder, já contaminado e viciado, não vai ocupar os cargos alí existentes, o que seria deixar a raposa cuidar das galinhas. Não deixar que os mesmos ocupem os cargos. Estes estão contaminados. Outrossim, grande parte dos políticos, e os cargos de controle geralmente são políticos, que aí estão, aí vem a parte mais interessante, é portadora de razoável riqueza de bens materiais, daí seu poder de ocupação. Como por trás das riquezas há sempre um crime escondido, como já disse Honorée de Balzac, cabe aos órgãos de controle levantar o lençol. Não dá, por exemplo, para acreditar que para se eleger um deputado que vai ganhar doze mil reais por mês gaste-se milhões. Ora, aí tem! O mesmo, portanto, pode se dizer do Poder Judiciário. Os juizes não ganham tanto, apesar de bom salário, que dê para ficar rico, como vemos pela ostentação de riqueza que é dado observar de alguns.
15/05/2007 12:24José R (Advogado Autônomo)Fili mihi, quam parva est sapientia tua!
Fili mihi, quam parva est sapientia tua!
15/05/2007 11:48Ampueiro Potiguar (Advogado Sócio de Escritório)Vitalidade? Júbilo? Incrível! A experiência dem...
Vitalidade? Júbilo? Incrível! A experiência demonstra que o otimismo do articulista é um otimismo (parabéns que o tenha) metafísico. Todos os Poderes desta triste República estão se desmanchando. De tão podres. Os concursos públicos servem para outro fim e não para os concursados servirem ao público. A esse público carente de tudo. Ponha o articulista uma roupa modesta e vá a qualquer instituição apresentar-lhes um problema seu, como simples cidadão. Vai lhe dar vontade de vomitar, doutor.Apresente-se como Juiz: um exército vem resolver sua questão. Sabe porquê? Por que há um contubérnio entre os poderes. Todos se protegem. Os concursos públicos são vistos como um fetiche. Na verdade representam apenas uma aposentadoira precoce.Para a maioria absoluta. E até neles, concurso, há o Q.P.F. (Quem Pediu a Facilitação)Ademais, pelos noticiários, a corrupção grassa nos concursos. Antes da Operação Hurricane já havia a venda de sentenças. Basta pesquisar no próprio CONJUR.Recentemente, no Rio de Janeiro, houve a suspeita de que determinados potentados da advocacia direcionavem suas ações judiciais para determinados julgadores. Veja-se: com informática e tudo. Seria uma pré-venda? Duas questões: 1a.- todos sabem (digo, os que são informados, geralmente os doutores)que as seculares mazelas são atávicas. Mas nada fazem para corrigí-las; 2a.- aguarda-se que faça um estudo sério sobre a questão Venda de Sentenças. Tal fato acoelha todos os juízes. Envergonha a nação. Degenera a advocacia. O perdedor de uma ação, por mais óbvio seu não direito alegará: a sentença foi comprada. Anotem. A partir de então (vai demorar pouco, claro, tudo cairá no esquecimento)qualquer valor que um cidadão tiver que receber do gover, se for um pouquinho substancial ficará travada. (Royalties para o nosso Rei)

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