Pesquisa deve ser debatida sem viés religioso

14/05/2007 19:16BATTILANI (Advogado Sócio de Escritório)Para concluir: que de ora em diante, somente se...
Para concluir: que de ora em diante, somente seja autorizada a fecundação de um óvulo por vez, e a compulsória obrigação de ser utilizado o embrião, no estado em que se encontrar (como seria na natureza)! Assim não haverá “embriões apodrecendo nos congeladores ou no lixo”, e estará resolvido o conflito aparente, gerado pela própria ciência. Esta deve ser a solução adotada pelo STF: acabar com o conflito no nascedouro (desculpem o trocadilho). Chega de apologia ao homicídio!
14/05/2007 19:02BATTILANI (Advogado Sócio de Escritório)O seguinte trecho do artigo sintetiza a falácia...
O seguinte trecho do artigo sintetiza a falácia: "Focar o debate constitucional na questão de onde começa a vida é desviá-lo para o inevitável conflito religioso, tirando seu mérito científico." Devemos observar não o falacioso e tendencioso texto apresentado, mas as prováveis conseqüências jurídicas: os tais embriões, existem porque foram criados especificamente para gerar vida. Talvez nem se lembrem do debate acerca do início das pesquisas embrionárias: para baratear os resultados, os cientistas foram autorizados a realizar a fecundação de mais de um embrião (pois o custo do trabalho se perderia totalmente, se um único óvulo fecundado, não se viabilizasse). Ocorre que, ninguém se dava conta, à época, que os tais embriões não utilizados (e, que somente existem, em razão da brecha aberta para a ciência/negócio) assim, seriam o início de outro debate: sua utilização para fins terapêuticos. Não se discute os fins pretendidos pela ciência, mas sim os meios: ocorre que a postura da ideologia brasileira, vem se desenhando, ao estilo de Maquiavel: os fins justificam os meios, como nossos infelizes governantes difundem (especialmente os da situação-petistas-esquerdistas). Ora, é questão de tempo para que se autorize o extermínio de embriões (estejam eles in vitro, ou já implantados no ventre materno) que se mostrem inviáveis, utilizando-os mesmos argumentos hoje em debate (vejam só!): no final, tudo justificaria o resultado pretendido (da mesma forma): seria exterminada uma vida “inviável”, para curar uma vida “viável”. O perigo de tal cadeia de acontecimentos é a limpeza genética, muito estudada e praticada por Todesengel, "O Anjo da Morte", mais conhecido como JOSEF MENGELE. Não se trata, portanto, de discutir a questão com enfoque religioso: esta falacia serve apenas para persuadir os ateus ou agnósticos (ou os pseudo-intelectuais, que se mostram prioristicamente avessos a religião). Não há controversia científica sobre o início da vida (fecundação). O embrião já é vida! A questão é somente uma: por uma brecha gerada anteriormente para a viabilização econômica das pesquisas embrionárias, tentam empurrar mais um “avanço”. Oque virá depois??? A seqüência de atos demonstra: coisa boa não é!
14/05/2007 14:24Ampueiro Potiguar (Advogado Sócio de Escritório)Dizem historiadores que o insucesso das primeir...
Dizem historiadores que o insucesso das primeiras Cruzadas contra os infiéis foram um fiasco. A Igreja, então, mandou uma Cruzada de meninos: a pureza deles derrotaria aqueles infiéis. Resultado: não sobrou um menininho sequer. "O vento será nossa herança"
14/05/2007 13:52Band (Médico)A espiritualidade seria uma experiência subjeti...
A espiritualidade seria uma experiência subjetiva, psicanalítica, e a religião não passa de uma organização social para explorar as pessoas dentro desta fragilidade fazendo uma lavagem cerebral e uma educação escravizante para manter o seu poder! O Estado não pode se dobrar a religião, pois não existe isto, mas sim milhares delas que não conseguem provar para as outras ser melhor ou pior, ou que aqueles que seguem determinada possui maior proteção ou melhor saúde do que as que seguem as outras! Tanto que o Papa se preveniu com vidros a prova de bala e enorme contingente policial pois a sua confiança na proteção de Deus é nula! O Estado portanto deve legislar aquilo que porvoca a união da pessoas para a sua sobrevivência e vida em comum em saúde, proteção, educação e trabalho, e não em idéias sui generis de como as pessoas devem se comportar ou fazer para chegar aos céus!
14/05/2007 09:55Felipe Boaventura (Estagiário)Por mais que se argumente, não há alternativa a...
Por mais que se argumente, não há alternativa ao laicismo estatal; a neutralidade religiosa é fundamental para a manutenção do Estado de Direito Democrático, é primordial para a reserva dos direitos de primeira geração. Não há como se visualizar nenhum fim razoável à imposição de premissas religiosas, uma vez que estas simplesmente não são únicas (por mais que rebatam os católicos, os islâmicos, os judeus, cada um com sua pseudo-verdade absoluta). A religião é uma experiência subjetiva, a verdade de cada uma é subjetiva, alçada individualmente. Não há razoabilidade em sua disseminação estrutural, muito menos em sua disseminação estatal (!). O laicismo estatal não significa ateísmo estatal, significa simplesmente neutralidade religiosa, inteligência social, um óbice à descriminação, à arraigada intolerância. Torçamos que o STF pondere a questão sob a luz da ciência e dos princípios morais universais.
13/05/2007 12:54Luismar (Bacharel)Ou, como escreveu o Marcelo Leite, o que o STF ...
Ou, como escreveu o Marcelo Leite, o que o STF vai decidir é se o lixo pode ser usado para pesquisas científicas ou tem que continuar no lixo mesmo.

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