Lá fora, pneus reformados são considerados ecológicos

30/04/2008 10:35fernandes pereira (Outros)Ola, sou estudante do curso de comercio interna...
Ola, sou estudante do curso de comercio internacional na universidade lusofona em lisboa portugal, e estou fazendo um trabalho sobre o mercado de pneus remodelados no mercado europeu... gostaria de ter alguns artigos sobre o assunto, grata lorena
7/05/2007 23:00Ricardo Alipio (Advogado Sócio de Escritório)Sr. Marcondes Wiit – Tudo é proporcional ao tam...
Sr. Marcondes Wiit – Tudo é proporcional ao tamanho do mercado. Por exemplo, no Brasil, por mais que a importação de pneus usados seja autorizada por decisões judiciais, o mercado de reposição para os pneus reformados nunca ultrapassou a marca dos 10% em relação a todo o mercado, dominado pelos pneus novos nacionais e importados. Esta condição, em qualquer lugar do mundo, é determinada pelo mercado, seja pela preferência ou pelo poder aquisitivo do consumidor. Vamos escolher um país da Europa. Alemanha, por exemplo, que produz anualmente 596.000 toneladas de pneus. Deste total, ela recupera 92% dos componentes físicos e químicos dos pneus da seguinte maneira: 2% são comercializados como usados dentro da Alemanha, 14% são remoldados, 15% são reciclados (sub-produtos: calçados, sinalizadores de trânsito, indústria de tapetes de veículos, produção de mangueiras de borracha, correias, etc.), 45% são utilizados para recuperação de energia em fornos de produção de cimento; 16% são exportados. Este é o tamanho do mercado Alemão de pneus remoldados (14%). Não há mágica. Os 16% que são exportados (96.360 toneladas), se fosse só para o mercado brasileiro de reforma supriria com sobra a nossa deficiência, que é de 50 mil toneladas/ano. Claro que o senhor defende os seus motivos, os quais eu respeito, mas a reciclagem de produtos, principalmente aqueles que consomem recursos não renováveis como o petróleo, deveriam ser administrados de maneira responsável, e não apenas para proteger interesses econômicos de quem não suporta concorrência ou para atender compromissos eleitoreiros como rotineiramente ocorre aqui no Brasil.
7/05/2007 17:08Marcondes Witt (Auditor Fiscal)É mais barato aos que recolhem os pneus usados ...
É mais barato aos que recolhem os pneus usados na Europa enviarem-nos ao Brasil do que reciclarem-nos por lá? Aqui terá o custo do frete marítimo mais o da reciclagem. Por lá apenas o custo da reciclagem. Ou há alguma rejeição pelo consumidor europeu ou americano pelos pneus reciclados/remoldados?
7/05/2007 15:24Ricardo Alipio (Advogado Sócio de Escritório)Luismar (Bacharel): Evidentemente que, se houve...
Luismar (Bacharel): Evidentemente que, se houvesse estoque suficiente de pneus usados no mercado interno seria economicamente muito melhor reformar os pneus fabricados aqui, pois o importador não arcaria com o custo de aquisição do pneu no exterior (em Euro), frete rodoviário entre o fornecedor estrangeiro e o Porto de embarque, frete marítimo até o Porto brasileiro, taxas alfandegárias, todos os impostos de importação, frete rodoviário do porto até sua fábrica e ainda o custo de destinação proporcional de pneus inservíveis (US$ 100,00 a tonelada), exigida para quem importa pneus usados. Daí a margem de lucro incomodaria ainda mais o meu Xará, auditor fiscal. Segundo Relatório IPT/DEES nº 71.697, elaborado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT/USP), entre pneus usados e inservíveis circulam anualmente no Brasil 18.518.900 unidades. Deste total, 8.211.200 são levados pelos clientes na hora da troca por pneus novos. Restam 10.307.700 unidades. Deste saldo 6.303.000 são adquiridos por sucateiros que envia 2.204.800 para destino desconhecido e 4.098.200 unidades como insumos para cimenteiras, indústrias de mantas asfálticas, laminadores, agricultores, caieiras, etc., restam 4.004.700 unidades. Deste saldo 1.034.800 unidades são pneus usados que ainda podem rodar como usados, restando finalmente 2.969.900 unidades, quantidade insuficiente para abastecer as indústrias de reforma, que necessitam anualmente de 14 milhões de unidades, isto sem considerar a qualidade dos pneus que restaram pela má conservação das nossas estradas e vias públicas. Respondi?
7/05/2007 15:08Ricardo Alipio (Advogado Sócio de Escritório)Ricardo (auditor fiscal): Caro Xará, se você pu...
Ricardo (auditor fiscal): Caro Xará, se você puder acessar o site: http://quatrorodas.abril.com.br/carros/testes/conteudo_143211.shtml, poderá ver os testes de comparação de desempenho entre os pneus remoldados e os pneus novos. Embora a matéria tenha sido paga pelos fabricantes de pneus novos, não há diferença substancial entre eles. Compare por exemplo os resultados dos pneus remoldados Pneuback e os pneus novos. Em outra matéria, no site: http://revistaautoesporte.globo.com/Autoesporte/0,6993,EAD721511-1686,00.html, a revista Autoesporte realizou o mesmo teste de comparação. Em alguns deles os pneus remoldados foram até superiores ao pneu Pirelli. Quanto à margem de lucro, esta é uma questão de competência do comerciante. Afinal ter lucro não é pecado, principalmente se este lucro ainda se reverte positivamente em favor de nós, consumidores, que podemos comprar um pneu bom e barato. Um abraço.
7/05/2007 10:24Ricardo, aposentado (Outros)Em recente conversa com um grupo de amigos, ent...
Em recente conversa com um grupo de amigos, entre os quais um comerciante de pneus novos, a conclusão a que se chegou é que a única vantagem que os pneus remodelados apresentam em relação aos demais é a margem de lucro, que supera em três vezes a margem de lucro da revenda dos pneus convencionais, daí o porque a simpatia de alguns . . . defesa . . .
7/05/2007 00:29Luismar (Bacharel)São ecológicos, né? Então vamos reformar os p...
São ecológicos, né? Então vamos reformar os pneus fabricados aqui.

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