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6 maio 2007

Vítima do ofício

Morto repórter que denunciou abuso sexual em Porto Ferreira

O jornalista Luiz Carlos Barbon, 37, foi assassinado com dois tiros na noite deste sábado (5/5) em Porto Ferreira (SP). O jornalista ganhou notoriedade nacional ao acusar um grupo de vereadores, políticos e empresários de sua cidade de exploração sexual de menores.

A informação, confirmada pelo Comando da Polícia Militar em Porto Ferreira é da Folha Online.

Barbon foi morto por volta das 21h no Bar das Araras, que fica próximo à rodoviária da cidade. Segundo testemunhas, dois homens vestidos com roupas pretas e encapuzados chegaram ao bar em uma moto. Segundo a PM, o homem que estava na garupa desceu da moto, se aproximou do jornalista e disparou dois tiros à queima roupa. O jornalista, atingido na perna e no abdômen, ainda foi levado ao Pronto Socorro, mas não resistiu.

A reportagem em que denunciou o esquema de exploração sexual de meninas adolescentes por pessoas influentes na cidade, publicadas no Jornal Realidade de Porto Ferreira, valeu para Barbon a indicação para a final do Prêmio Esso de Jornalismo, categoria Interior, em 2003.

A polícia, que não tem pistas dos assassinos, acredita que a morte do jornalista pode ter sido encomendada. Mesmo estando acompanhado de amigos, no bar, Barbon foi o único atingido pelos tiros.

Barbon será enterrado neste domingo (6/5) no cemitério municipal de Tambaú (SP), sua cidade natal.

Revista Consultor Jurídico, 6 de maio de 2007

Comentários

Comentários de leitores: 9 comentários

7/05/2007 13:14 LUCIANO (Servidor)
Senhores, todos àqueles que se posicionar contr...
Senhores, todos àqueles que se posicionar contra o crime, também se posiciona contra Justiça.O exemplo foi as recentes notícias "Ministro é preso em operação" e aínda diz: eu nego, eu nego. Que exemplo de combate a criminalidade!
7/05/2007 13:08 LUCIANO (Servidor)
Ele morreu, mataram, porque a impúnidade é efic...
Ele morreu, mataram, porque a impúnidade é eficaz no Brasil.
7/05/2007 11:56 tyba (Advogado Autônomo - Empresarial)
Caro Luismar, Tais luminares, que preemi...
Caro Luismar, Tais luminares, que preeminência jurídica poucos deles têm (a Operação Hurricane mostrou como são obtidas certas decisões), nada mais fazem do que vender seu peixe. Escrevem para o público-alvo: advogados do interior, quadrilhas que volta e meia precisam de um novo patrono, e famosos eventualmente metidos em enrascadas. Às vezes, cismam de afagar desembargadores e ministros. É compreensível a defesa extra-autos de bandido feita por criminalistas. Até porque, a rigor, o que eles defendem é o próprio nome. Tenho uma amiga que sente orgasmos quando consegue a absolvição de criminosos importantes. Se o amigo quer saber, no lugar dos colegas bem-sucedidos faríamos a mesma coisa. Vaidade e remuneração honesta movem o mundo. Agora, também não precisam exagerar. Recentemente, um notável declarou que “bandido não consulta o Código Penal na hora de cometer o crime”. Ora, doutor, não consulta porque conhece os códigos de cor. Os bandidos estão mais bem informados sobre leis penais que muitos advogados. Tanto que, depois do ECA, passaram a arregimentar menores para a linha de frente. Penas altas e endurecimento do regime carcerário inibem a criminalidade, sim. Principalmente se forem associados à rapidez processual. A lei custo-benefício está intuitivamente na cabeça até de crianças. Aprecio seus comentários. O amigo faz a linha independente. Não rasteja aos pés do Judiciário, embora o respeite, é severo com a malandragem e se contrapõe aos articulistas falaciosos ou devaneadores. Abraços.

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