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27 junho 2007
Sem contradições
Jornalista acusado de matar mulher é absolvido por Júri
O Ministério Público não conseguiu reverter a decisão do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, que absolveu um jornalista, acusado de ter matado a mulher. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a decisão. O fundamento foi o de que não há contradições nas provas apresentadas no processo.
Para o relator, desembargador Sérgio Braga, “a reconstituição realizada nos autos, com destaque ao percurso empreendido pelo então acusado e vítima no automóvel é compatível com a versão apresentada pela defesa”.
De acordo com a denúncia, o jornalista teria matado a mulher com quatro tiros, dentro de um carro estacionado em uma rua da cidade. No julgamento no Tribunal do Júri, o jornalista foi absolvido do crime. No entanto, o Ministério Público entrou com um recurso pedindo a anulação do julgamento. O MP afirma que a decisão dos jurados levou em conta exclusivamente a versão da defesa, e que não há prova de que o acusado fosse inocente.
Os depoimentos das testemunhas indicaram a inocência do jornalista. Um taxista, ao passar pelo local, escutou os tiros e, em seguida, viu dois rapazes, um armado, fugirem do local. Já a segunda testemunha ajudou o repórter a socorrer a mulher. Além disso, a família da vítima disse, perante o júri, que o jornalista seria incapaz de cometer o crime.
Revista Consultor Jurídico, 27 de junho de 2007
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