Concursite, doença que ataca os jovens, faz mal ao Brasil

31/10/2007 20:30santana (Outros) Olá, concordo com o Anjospereira, mas també...
Olá, concordo com o Anjospereira, mas também concordo com o Rodrigo. O ser humano vive em mutação e acredito que uma pessoa pode ter vários sonhos, modificar seus sonhos e seus objetivos ao longo da vida e ter competência para exercer várias ocupações. Muitos adolescentes hoje sonham em ser atores de TV, ser modelos, ser cantores famosos ou jogadores de futebol e com o tempo mudam seus objetivos... E muitas pessoas também entram em uma faculdade sem saber ao certo o que é profissão, as vezes desistem do curso na metade, outras vezes se formam e depois voltam a fazer outro curso de graduação. Outras pessoas fazem uma graduação e querem continuar estudando e fazem outra. Alguém que se forma em engenharia hoje pode querer fazer uma faculdade de direito amanhã. O que os profissionais devem ter em mente é sempre continuar estudando, e se especializando para o emprego/cargo que ocupam, seja ele do setor público ou do privado. E, infelizmente, existe mau profissional em todas as profissões, mas quem é concursado está lá por mérito, pode-se questionar que os métodos de avaliação não avaliam vocação, mas isso é outra discussão.
1/08/2007 14:52Rodrigo (Auditor Fiscal)Caro Raul Haidar, A primeira vez que li seu ...
Caro Raul Haidar, A primeira vez que li seu texto fiquei ligeiramente indignado pelo fato de ser eu um funcionário público concursado no cargo de Auditor Seccional do Estado de Minas Gerais. Depois revi um pouco minha posição pensando que talvez a intenção tenha sido boa, já que de fato se instaurou no país uma indústria de concurso público, como era, e ainda é, a indústria do cursinho pré-vestibular. Entretanto algumas reflexões que fiz talvez sejam válidas, quais sejam: • A respeito da questão do sonho e da vocação, tema central do artigo, eu penso que uma pessoa não pode se guardar a vida inteira para um sonho. Nossos sonhos são feitos e desfeitos e é o embate com a realidade que faz com que nossos sonhos ganhem consistência e viabilidade. Sem querer ser egocêntrico, cito meu caso. Formei-me em jornalismo, e logo nos primeiros anos de profissão percebi a inviabilidade de sobreviver na profissão. Fiz então um concurso público para Auditor Interno do Estado de Minas Gerais. Note que é uma profissão bem diferente daquela que havia escolhido a princípio. Passei no concurso e comecei então a pensar na possibilidade de fazer uma pós-graduação ou um mestrado para melhorar minhas chances de progredir na profissão, e hoje me preparo para realizar este projeto. Como o senhor vê, eu desisti de um sonho, mas não desisti de sonhar de forma que hoje criei para mim um novo sonho, mais concreto e mais acessível que o antigo. • A respeito do turnover indicado no artigo, creio que bastaria um Plano de Carreira bem estruturado para evitar que isto acontecesse. Todos nós que fizemos concurso sabemos o quanto é desgastante e caro ter de se preparar para um concurso público. Se tivessemos um plano de carreira bem estruturado, certamente muitos de nós prefeririam progredir dentro da carreira ter que fazer outro concurso. São estas as reflexões que me ocorreram. Espero ter sido útil. Rodrigo Menin Ferreira
31/07/2007 20:15Ferraz de Arruda (Juiz Estadual de 2ª. Instância)Prezado Dr.Haidar A coisa mais difícil hoje em...
Prezado Dr.Haidar A coisa mais difícil hoje em dia é emitir uma opinião e esta não ser levada para o campo pessoal. São raras as reflexões, a tentativa de absorção da linha condutora do pensamento daquele que escreve. É o seu caso. O senhor escreve um entendimento, uma reflexão, uma crítica, não para ser o melhor ou ser dono da verdade, mas simplesmente para expressar uma maneira de ver a vida ou, no caso, a escolha de uma profissão. Fico pasmo como são poucos o que refletem sobre o que é escrito. Sinais dos tempos. Sinais de que são muito poucos os que ouvem e meditam e quando divergem o fazem de forma límpida e objetivamente racional. Escrevo-lhe estas palavras porque ninguém debate mais nada, ninguém se preocupa em mapear o pensamento escrito. A preocupação é única: a de dizer alguma coisa que soe pessoal e contrária, por ser contrária, ao que foi escrito. É só isso que estamos assistindo em todos os lugares. Um abraço.
31/07/2007 14:18Anjospereira (Advogado Sócio de Escritório)Acredito que o Dr. Raul Haidar apenas citou com...
Acredito que o Dr. Raul Haidar apenas citou como exemplo os inúmeros engenheiros que, dado as dificuldades da iniciativa privada, abrem mão de seus sonhos e aspirações para concorrer ao lado de grandes Odontólogos, Fisioterapeutas, Nutricionistas, Administradores e Contadores. Felizmente, o autor do texto traduziu uma infeliz realidade:A de que o emprego público é a melhor saída. Mas, o que podemos esperar de um país que tolhe a iniciativa privada por meio das alta carga tributária? Aqui em Brasília essa febre de concursos públicos é uma triste realidade, que conta até mesmo com programas televisivos direcionados aos "concurseiros", que literalmente desistiram de suas profissões em busca da chamada "segurança". Se o Brasil tratasse a educação com seriedade, como outros países, nao haveria esse mercado pós-faculdade direcionado a concursos públicos (muitas as vezes injustos por premiar o especialista na arte de decorar). Infelizmente, concurso público, que deveria ser uma alternativa, esta sendo tratado como saída. Que os brilhantes engenheiros nao se sintam constrangidos ou atingidos. Como advogado, de iniciativa privada, lamento em ver colegas que desistiram de suas profissões em razão das dificuldades, (que são muito maiores que em vários países do mundo), para se dedicarem ao concurso público, nao por vocação ou felicidade, mas por falta de alternativa e saída para um sufoco que nao deveria existir.
31/07/2007 11:41Raul Haidar (Advogado Autônomo)Prezado dr. José (juiz): não generalizei. Há ju...
Prezado dr. José (juiz): não generalizei. Há juizes felizes na magistratura. O primeiro que conheci, em 1961, era o Arruda Campos, autor do livro "A Justiça a Serviço do Crime", cuja leitura deveria ser obrigatória das Faculdades de Direito.Tenho alguns bons amigos juizes, sérios e felizes na profissão.Pessoalmente direi seus nomes ao sr., quando nos encontrarmos.Sei que o sr. é um deles.Tive um grande amigo, delegado civil, que era sério e feliz na carreira que amava: O Cid Gualter Alves Ferreira, maravilhosa criatura humana. Há outros, muitos outros. Só não não felizes nessas funções os que pensam que os Advogados são seus inimigos. Nós, operadores do direito, e mais que isso, nós brasileiros, temos que cultivar a raternidade e admitir a igualdade para que possamos ter verdadeiro direito à liberdade! O seu "desafio", dr. José, foi um presente que recebi nestes dias frios, como o foi a "crítica duríssima" do engenheiro. Talvez eu não tenha me explicado bem. Como disse Eduardo Dussek, o cantor: “Se as pessoas não estão lhe entendendo, quem não está sabendo se explicar é você”. Bom dia a todos..
31/07/2007 11:31Raul Haidar (Advogado Autônomo)Talvez a melhor coisa do ConJur seja este espaç...
Talvez a melhor coisa do ConJur seja este espaço para debates. Democracia é isso. Vamos a ele: Prezado Engº Roberto: já existem leis para proteger os deficientes. Na OABSP existe até uma eficiente Comissão para isso.Se a lei não é cumprida é outro caso. Os concursos são, realmente, a melhor alternativa para o exercício de cargos públlicos e penso que deveria ser a única. Sou, porr isso, contra o famigerado "quinto constitucional". Mas, como tudo neste país, já CANSEI de ler notícias sobre fraudes em concursos, onde nem sempre a "transparência" está presente. Qualquer um pode e deve fazer concursos, quando tiver vocação para isso. Já fiz 4, fui aprovado e nomeado em todos. Em um deles, em 1983, tornei-me Agente Fiscal de Rendas (ICM) em SP. Pedi exoneração 90 dias depois, quando vi que a politicagem não permitiria que eu fosse feliz ali e também que não tinha vocação para ter "chefe". Na época minha mulher quase me expulsou de casa, pois as mulheres são muito pragmáticas em questões financeiras. Mas vários colegas lá ficaram e são felizes. Alguns já se aposentaram e até se imaginam meus "concorrentes", mas eu os vejo apenas como são: meus colegas. Quem tem concorrente é comerciante, não advogado. Quanto a salários: um bom advogado, depolis de 20 anos de trabalho sério, ganha mais que qualquer funcionário públbico deste país. Isso inclui ministros do STF. Não dá para comparar. Quando algum deixa a advocacia para ir aos tribunais é por amor à Pátria (isso existe!) ou por vaidade (este é um dos meus motivos para ficar na Advocacia). Ao DPF Falcão: Funcionários públicos, concursados ou não, não devem VASSALAGEM, mas existe uma hierarquia a ser obedecida. Advogados não obedecem a isso. Advogado verdadeiro não tem chefe.
30/07/2007 22:17Roberto (Engenheiro)Aproveitando a oportunidade vou fazer outra crí...
Aproveitando a oportunidade vou fazer outra crítica duríssima de "revide" a Raul Haidar! Os concursos públicos asseguram o direito de cidadãos cegos, surdos, deficientes físicos, etc, serem íncluídos no mercado de trabalho por suas competências individuais, coisa que praticamente nenhuma empresa privada consegue realizar com tanta transparência e observância às Leis pertinentes! Critique esses ideais também se se sentirem capazes! Precisamos isso sim é ter cuidado ao ler críticas em geral sobre Concursos Públicos assim como críticas ao sistema de cotas nas Universidades! Há um segmento da sociedade que não perde uma oportunidade sequer de criticá-los, essa é a verdade!
30/07/2007 21:17Roberto (Engenheiro)Achei esse artigo horrível em toda a sua íntegr...
Achei esse artigo horrível em toda a sua íntegra: Primeiro porque dá a entender que apenas os jovens juízes sofrem de “megalomanus arrogantis” sendo que como assíduo frequentador desse site já li vários casos onde advogados do mais alto gabarito criticam e até levam Juízes de longa carreira ao CNJ por serem “megalomanus arrogantis”. Segundo porque que mal há em um cidadão tentar várias oportunidades de emprego? Há algum mal em um concursado aprovado prestar outro concurso onde ele se julgue hábil suficiente para ser aprovado em um cargo mais importante? Terceiro porque ele tenta estabelecer que nos concursos públicos os candidatos se candidatam a cargos que não condizem sua vocação natural para o cargo. Se todo mundo conseguisse um emprego que pagasse bem na sua área de vocação viveríamos um mundo ideal! Falta a Raul Haidar cair na realidade que NÂO existe emprego que pague bem tanto na iniciativa privada como na pública em várias áreas profissionais! Muitas vezes temos que seguir carreira com a maior competência em áreas que não são nossa vocação natural. Quarto: não me conformo com as críticas contra engenheiros no cargo de Auditor Fiscal. Engenheiros recém formados são assediados pelos mais renomados bancos do Brasil para atuar na área de investimento exatamente por terem um raciocínio lógico matemático que considero de importante valia para um Auditor Fiscal realmente comprometido em achar eventuais "furos" em balanços fiscais. Somente saber a lei não basta para achar esses furos! Quinto: também não concordo com essa tentativa de se estabelecer a idéia máxima do "chefe idiota, o que, aliás, é muito comum" publicado por Haidar. Ora, ora, chefes competentes existem aos montes no serviço público! Resumo: esse texto só tem viézes!
30/07/2007 20:03Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil) Ao comentar o tema "Furor da Polícia e d...
Ao comentar o tema "Furor da Polícia e do MP.....", hoje, escrevi o que vai abaixo, que cabe perfeitamente como comentário, também, de mais essa brilhante lição do nosso querido Raul Haidar. Raul, parabéns mais uma vez. Você continua como a aroeira: quanto mais velha mais forte ! Segue aí o que eu disse: dijalma lacerda (Civil 30/07/2007 - 08:36 Em " O Pequeno Príncipe ", do inolvidável Antoyne Saint Exupery, discute-se se o desenho era um elefante, uma cobra, etc. etc. Enfim, o que se mostra, por tal suscitação , é a velha questão ontognoseológica que nos prende às naturais idiossincrasias. A célebre perquirição da visão sujeito-objeto. A questão nada mais é do que a síntese do Freudialismo, que tantos e tantos compêndios rendeu ao longo da humanidade que sucedeu aquele maravilhoso cheirador de cocaína que tanto nos encantou e ainda tanto nos encanta, no quase pueril porém inebriante sopesamento entre o alter e o ego. Resumindo o milenar contra-ponto entre o alter e o ego, buscando inclusive supedâneo bíblico na boa nova do "amar ao próximo como a ti mesmo", ou no "prova de amor maior não há do que dar a vida pelo irmão", sintetizou o mineirinho diante de toda essa situação: "Uai sô, pimenta nocu dozôtro é refresco, Uai!" Assim, meus caríssimos, eu não me chamo Bindante e nem sou de Cajubi, mas se tivesse vinte e poucos ou trinta e poucos anos de idade, ou mesmo quarenta e poucos, "lindão da Silva", carrão ótimo na mão , um bando de puxa-sacos à minha volta, polpudas e longas férias todo ano, 12o, 13o. e 14o. salários, diárias, verba de representação, subsídio por acúmulo, prêmio moradia, um holleritz de causar inveja a qualquer mortal, mandando em todo o mundo com a certeza absoluta de que "sou Deus" e tudo posso, sabe o que eu diria de toda e qualquer situação dessas "que não ardesse no meu"? Diria : -"pernachia per tutti". Uma banana pra todo mundo! Tchau bello ! É isso aí meu caro Raul Aidar. Ái que saudades que eu tenho daqueles tempos de outrora ! Dijalma Lacerda.
30/07/2007 17:32E. COELHO (Jornalista)Prestar concurso público é um sonho acalentado ...
Prestar concurso público é um sonho acalentado por muitas pessoas, qual é mal nisso? Nenhum! A sociedade precisa de todos, ou seja, de advogados, juízes, promotores, delegados, médicos, professores, lixeiros, comerciantes, vendedores, cobradores, etc. Se muitos querem prestar concurso é sinal de que nas circunstâncias atuais isto oferece alguns atrativos. Por outro lado, quando a economia oferecer mais atrativos o pendulo se deslocará para a iniciativa privada. Entretanto, com 40% de impostos, ou seja, uma carga tributária sufocante, é melhor ficar do lado de dentro do balcão (ser funcionário público) que o risco é menor.
30/07/2007 17:23Daniel Freitas (Advogado Autônomo)Artigo muito, muito bom... bom mesmo.... Alíás,...
Artigo muito, muito bom... bom mesmo.... Alíás, se alguém lê-lo e não gostar, cuidado, pode estar infectado...
30/07/2007 16:31Marcio Evangelista (Juiz Estadual de 1ª. Instância)Caro Dr. Haidar, a concursite realmente se difu...
Caro Dr. Haidar, a concursite realmente se difunde pela dificuldade de emprego, entretanto, como bem dito pelo "DPF Falcão", é uma garantia constitucional. No meu caso fui advogado por 07 anos e tive razoável sucesso - carros e motos importados, casa, viagens e tudo o que sempre precisei -, mas por vocação hoje sou magistrado no DF. Assim, tenho que generalizar não é bom. Também sou professor e constato realmente esta grande procura pelo concurso, mas tenho visto nos últimos tempos, em palestras que ministro, que vem diminuindo, dada a grande dificuldade, baixo indice de aprovações e o sucesso de muitos na advocacia. Noto também que há grande interesse pela carreira de advogado, a qual sempre encorajo, pois fui advogado e voltarei a ser, pois é uma nobre profissão, mas isto não afasta minha indignação pela generalização. Abraços a todos.
30/07/2007 16:31Marcio Evangelista (Juiz Estadual de 1ª. Instância)Caro Dr. Haidar, a concursite realmente se difu...
Caro Dr. Haidar, a concursite realmente se difunde pela dificuldade de emprego, entretanto, como bem dito pelo "DPF Falcão", é uma garantia constitucional. No meu caso fui advogado por 07 anos e tive razoável sucesso - carros e motos importados, casa, viagens e tudo o que sempre precisei -, mas por vocação hoje sou magistrado no DF. Assim, tenho que generalizar não é bom. Também sou professor e constato realmente esta grande procura pelo concurso, mas tenho visto nos últimos tempos, em palestras que ministro, que vem diminuindo, dada a grande dificuldade, baixo indice de aprovações e o sucesso de muitos na advocacia. Noto também que há grande interesse pela carreira de advogado, a qual sempre encorajo, pois fui advogado e voltarei a ser, pois é uma nobre profissão, mas isto não afasta minha indignação pela generalização. Abraços a todos.
30/07/2007 16:03DPF Falcão (Delegado de Polícia Federal)A "concursite" não é um mal em si mesmo. O que...
A "concursite" não é um mal em si mesmo. O que o autor denomina, pejorativamente, de concursite é, na verdade, o exercício de um direito assegurado a todos pela CF, basta reunir os requisitos estabelecidos nas respectivas leis. Seja amarelo, branco, preto ou vermelho; pobre ou rico; bonito ou feio; alto ou baixo; gordo ou magro. Ao contrário daqueles que ocupam cargos públicos - e em muitos casos, até privados - de livre nomeação (no mais das vezes por indicação política, atributos físicos e/ou QuemIndicou nas empresas privadas), nós CONCURSADOS NÃO devemos VASSALAGEM a ninguém, somente à lei e às nossas consciências (leia-se: ética e moral).
30/07/2007 14:56Raul Haidar (Advogado Autônomo)Prezado Dr. José: obrigado pela sua sugestão, q...
Prezado Dr. José: obrigado pela sua sugestão, que o sr. chama de "desafio". Na próxima semana, se possível na segunda-feira, publicarei um artigo sobre quem é ou foi "feliz e bom nas carreiras públicas". Há muitos. Conheço um escrevente do forum, uma servidora do Judiciário, um delegado, um coronel da PM, um fiscal, e muitos outros que são muito bons e muito felizes no serviço público.Como se sabe, generalizações são injuntas...
30/07/2007 14:49Helder de Oliveira (Juiz Federal de 1ª. Instância)A história abaixo é verídica, e não se refere à...
A história abaixo é verídica, e não se refere à minha pessoa: Certa vez, em um grande escritório de advocacia, os elevados ganhos dos sócios (aqueles que ficam só na captação, na social e no marketing) começaram a correr o risco de diminuir (um pouco). Qual a solução encontrada? Achatar o salário dos jovens e brilhantes advogados empregados, aquela turma que ‘carrega o piano’. E quem não quiser, o Diário Oficial de hoje estampa a abertura de concurso para o cargo tal. Um daqueles brilhantes jovens engoliu o sapo – porque era preciso - continuou trabalhando, e passou a estudar em casa, até tarde da noite. Meses depois, veio comunicar ao chefe que seguiu seu conselho, e estava indo assumir o cargo. Em resumo: os concursos são uma forma difícil, honesta e democrática de ganhar a vida. E todos têm direito de galgar, pelo mérito, todos os cargos que sua competência conseguir. Nem todos nascem em berço de ouro. E se os senhores donos de grandes escritórios não desejam perder grandes talentos, que não os façam de ‘escravos de gravata e tailleur’ e lhes paguem salários melhores do que os dos cargos públicos. Quem não quer ou não precisa, ao menos não critique.
30/07/2007 14:37Felipe Boaventura (Estagiário)Já venho falando isto desde que ingressei na fa...
Já venho falando isto desde que ingressei na faculdade, as carreiras públicas devem ser pleiteadas por vocação e não pela remuneração que oferecem; é um grande erro vincular a estabilidade financeira ao sucesso pessoal.
30/07/2007 14:36Michael Crichton (Médico)O autor sofre da miopia de considerar feliz som...
O autor sofre da miopia de considerar feliz somente quem está na advocacia. Leio os seus artigos há muito tempo Dr. Raul e posso dizer que o senhor alimenta há muito tempo um enorme preconceito contra quem tem cargo público e concursado. Desafio-o a escrever um artigo dizendo quem o senhor considera feliz e bom nas carreiras públicas. Pelo jeito, o senhor não encontrará uma simples alma. Não adianta, por força das críticas recebidas, fazer exceções a isso ou aquilo. O autor sempre dá um jeito de externar o seu preconceito, como visto aqui.
30/07/2007 14:15cesarakg (Funcionário público)Sonhos? Esperanças? Ideais? Isto aqui é o Brasi...
Sonhos? Esperanças? Ideais? Isto aqui é o Brasil, onde todo mundo tem inveja de todo mundo e onde quem está por baixo tem certeza que quem está por cima descobriu um esquema melhor que o dele. Ou conseguiu uma vaga no time de juniores que ele não conseguiu.
30/07/2007 13:47Ampueiro Potiguar (Advogado Sócio de Escritório)Excelente. Mas esses infelizes aposentaods prec...
Excelente. Mas esses infelizes aposentaods precoces têm segurança sim. Se não em condomínios fechados, com policiais que lhas dão. Lamentável que esses "decoradeiros" assumam funções de responsasbilidade relevantíssimas aos 21, 22 anos. Premiados "de cara" com um automóvel e motorista. Em muitos casos.

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