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27 julho 2007
Na sala de cirurgia
Juíza com casamento marcado morre em lipoaspiração
O advogado Antônio Carlos Machado registrou queixa em uma Delegacia de Recife após a morte da noiva, a juíza Roseane Lima Moura Padilha, 34 anos, durante uma lipoaspiração na madrugada de quarta-feira (25/7), no estado. A família aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) que vai determinar a causa da morte da juíza. A informação é do portal de notícias G1.
Segundo Machado, a família desistiu de cremar o corpo de Roseane ao saber da importância da necropsia em um caso como esse. “O desejo dela era ser cremada, mas para isso o corpo teria de ser levado a Fortaleza. A família desistiu porque a necropsia é necessária para se apurar a causa da morte”, afirma. “Depois do laudo do IML, os familiares e a equipe médica serão ouvidos no inquérito.”
Muito abalado com a morte da noiva, ele contou que chegou a acompanhar Roseane em algumas consultas antes da operação. “Foi um choque para mim e para todos da família. Cheguei a ir com ela ao médico e, antes da cirurgia, todos os exames estavam normais. Dentro do possível, ela tinha boas referências dele”, diz Machado. “Apesar da dor, estou disposto a ir até o fim. Quero constatar se houve negligência médica ou se a equipe não teve culpa, sabemos que não será fácil, mas estou decidido”, afirma.
O noivo de Roseane disse que ela estava chateada na semana passada, porque ninguém do hospital tinha confirmado a cirurgia até sexta-feira (20/7) “Ela achava que não conseguiria operar, mas no domingo o próprio médico ligou para o celular dela e falou que tinha um horário”, afirma. “Roseane ficou feliz, eufórica por ter conseguido marcar a cirurgia. Ela queria estar bem para nosso casamento.”
Ivestigações
Segundo o corregedor do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Luiz Domingues, a instituição também vai investigar a morte da juíza. O médico responsável pela operação deve comparecer ao Cremepe na próxima quinta-feira (2/8) para contar sua versão sobre o que aconteceu.
“Já iniciamos a investigação e vamos analisar o prontuário da paciente, o laudo do IML e ouvir o relato do profissional”, afirma Domingues. “Só depois poderemos determinar se houve imperícia, imprudência ou negligência por parte do profissional.”
Domingues explicou que o médico vai continuar exercendo a profissão até que seja realmente provado que teve alguma culpa pela morte da juíza. Se for culpado, o médico pode até perder o direito de exercer a profissão, segundo Domingues. Ele afirma que não pode revelar se existem outras queixas contra o cirurgião plástico registradas no órgão.
O diretor do Boa Viagem Medical Center, da Rede Alfa de Hospitais, Sérgio Guedes, afirmou que a paciente ficou cinco horas na mesa de cirurgia e, por mais de duas horas, os médicos tentaram ressuscitá-la, mas não conseguiram.
“Tudo o que aconteceu com a paciente consta do prontuário, que é um documento confidencial e agora pertence à família. O que eu posso dizer é que houve uma intercorrência e, mesmo com tudo o que estava à disposição e com tudo o que foi feito para reanimar a paciente, isso não foi possível", disse Guedes.
Roseane e o advogado estavam com o casamento marcado para o dia 8 de setembro. Machado contou que ela resolveu tirar férias no mês de julho para cuidar dos preparativos para a cerimônia e também se submeter à operação.
“Estávamos na contagem regressiva. Eu disse para ela esquecer isso, esperar até depois do casamento, porque não estava gorda”, diz Machado.
Revista Consultor Jurídico, 27 de julho de 2007
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Shhiii! eu ia fazer uma em setembro, agora desi...
O problema não é do paciente que esconde sua re...
Deveria haver um Histórico Médico emitido pelo ...
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