NotÃcias
25 julho 2007
Celulares na cadeia
Agente acusado de conceder privilégios a detentos fica preso
O agente de segurança penitenciário Amauri Vieira Rosa, acusado de suposta concessão de privilégios a detentos, vai continuar preso. O presidente em exercÃcio do Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Peçanha Martins, negou a liminar com a qual ele pretendia o trancamento da ação penal por inépcia da denúncia. A alegação do acusado foi a de utilização de prova ilÃcita.
Segundo a denúncia, o agente teria recebido, diretamente em razão da sua função, vantagem indevida no valor de R$ 20 mil de pessoa não identificada. Isso na qualidade de substituto do diretor de Disciplina da unidade para, em troca, conceder regalias aos detentos, bem como permitir a entrada de aparelhos celulares e entorpecentes a eles destinados.
O agente penitenciário foi preso temporariamente em agosto de 2006. Três dias depois, a prisão foi prorrogada e, em atendimento ao requerimento do Ministério Público, foi transformada em preventiva no mesmo mês.
Por isso, ele entrou com pedido de Habeas Corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Solicitou o trancamento da ação penal por inépcia da denúncia e, conseqüentemente, sua liberdade provisória por excesso de prazo na formação da culpa. O pedido foi rejeitado. No STJ, a defesa fez as mesmas solicitações.
Peçanha Martins entendeu que o pedido liminar se confunde com o próprio mérito do Habeas Corpus, cuja análise caberá, oportunamente, à 5ª Turma. O relator é o ministro Arnaldo Esteves Lima.
Revista Consultor JurÃdico, 25 de julho de 2007
Comentários
Comentários de leitores: 1 comentário
Depois os agentes penitenciários reclamam quand...
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