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20 julho 2007

Teste de medicamentos

Governo nigeriano promete jogar pesado contra Pfizer

Por Claudio Julio Tognolli

O governo da Nigéria anunciou, nesta sexta-feira (21/7), em Abuja, que retirou uma ação civil de US$ 7 bilhões contra a empresa norte-americana Pfizer Inc. Segundo o governo nigeriano, o motivo da retirada é que seus investigadores teriam encontrado “provas pesadas” para processar a Pfizer em outra ação civil e postular valores muito mais altos que os US$ 7 bilhões. As informações são do site Findlaw.

O governo nigeriano acusa a Pfizer de ter obtido vantagens ilícitas, em 1996, ao ter testado medicamentos em cidadãos nigerianos contaminados por uma epidemia de meningite. Segundo o governo, os medicamentos geraram muitas mortes e foram aplicados sem que os familiares das vítimas tivessem recebido as devidas explicações sobre o que se tratava. “A próxima ação vai ser muito mais pesada do que esta”, diz Babatunde Irukera, advogado do governo nigeriano. Segundo ele, foram encontradas provas materiais que envolveriam a Pfizer “numa fraude maior”.

A acusação diz que Pfizer tratou, por exemplo, 100 crianças contaminadas pela meningite com um medicamento em fase experimental chamado Trovan. Desse grupo, de acordo com a acusação, morreram 11 crianças.

Claudio Julio Tognolli é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2007

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

21/07/2007 23:49 Ramiro. (Advogado Autônomo)
Caro Dr. Coelho. Um estudo de uma droga nova te...
Caro Dr. Coelho. Um estudo de uma droga nova tem várias fases, a primeira experimentos in vitro e com animais, de início ratos em geral. Depois testes em primatas não humanos. Por fim são testados os efeitos em "voluntários" humanos. Estudos em geral do tipo duplo cego: Distribui-se dois grupos, um recebe placebo e outro recebe a droga, o princípio ativo. Duplo cego por que nem os médicos que monitoram de perto os pacientes e nem os pacientes sabem se recebem droga ou placebo, apenas quem comando o experimento e distribui droga e placebo por grupos sabe. Há uma lacuna de informação. As mortes aconteceram por que estavam fazendo um estudo duplo cego e pacientes receberam, sem saber, placebo? Isso sem serem voluntários para o teste? Parece que pode ter sido outro tipo de teste duplo cego, ao invés de placebo um grupo recebe uma droga conhecida, e é monitorado como grupo controle, e outro recebe a nova droga, nas mesmas condições de desconhecimento. Se a droga testada foi de fato menos eficiente, a multinacional teve seu teste em humanos feito a custo mínimo... A ética desceu pelo ralo. Se as 11 mortes foram no grupo onde se testou a nova droga? Então pobre de nós do terceiro mundo.
21/07/2007 08:13 E. COELHO (Jornalista)
Do grupo de 100 crianças contaminadas pela meni...
Do grupo de 100 crianças contaminadas pela meningite que foram tratadas pela medicamento 11 faleceram, vale perguntar e se não fossem tratadas quantas morreriam? Qual é o histórico de mortes em razão dessa doença (1) sem tratamento, (2) com tratamento? Será que a culpa é mesmo do laboratório? Que a justiça seja feita e da melhor forma possível!

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