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Tempo de espera

Extradição de Isabela Perón deve demorar um ano, diz juiz

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O juiz Norberto Oyarbide disse, na terça-feira (30/1), que a extradição de Isabela Perón para a Argentina deve levar pelo menos um ano. Oyarbide avalia que nas circunstâncias atuais, o caso pode “ser um dos mais demorados”. A tendência é que a Justiça espanhola retarde o processo de extradição para que a ex-presidente seja julgada em Madri. As informações são do site Findlaw.

Um Juizado de Instrução de Madri, da Corte Nacional Espanhola, entregou notificação, na segunda-feira (29/1), à ex-presidente da Argentina.

Ela é acusada de omitir um esquadrão da morte de extrema direita, que teria agido sob sua tutela, entre 1974 e 1976.

A ex-presidente da Argentina já havia sido presa em Madri no dia 12 de janeiro a pedido de um juiz argentino, que investiga o desparecimento de um membro do Partido Peronista, em fevereiro de 1976. Entretanto, foi libertada após três horas, depois de ter se comprometido a comparecer à Corte a cada duas semanas.

Há também em curso a investigação do seqüestro e morte de pessoas, supostamente praticados pela Aliança Argentina Anti-Comunista (AAA), um grupo paramilitar também conhecido como “Triplo A”.

Isabela Perón, cujo verdadeiro nome é Maria Estela Martinez de Perón, comandou um governo de 20 meses após seu marido, general Juan Domingo Perón, ter morrido em seu gabinete, no terceiro mandato, em julho de 1974. Ela era a vice-presidente na época. Foi retirada do poder pelo golpe de estado de 1976. Na ocasião, assumiu o poder uma junta militar que comandou o país a ferro e a fogo por sete anos. Ocorreram 13 mil mortes e desaparecimentos atribuídos aos militares nesse período. Grupos de direitos humanos elevam esse número a 30 mil.

Ela se exilou na Espanha em 1981, após ter sido libertada pelos militares.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2007, 16h23

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