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Empréstimo suspeito

Ex-presidentes e ex-diretores do BNDES vão responder ação penal

Cinco ex-presidentes e 12 ex-diretores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão responder ação penal. A Justiça Federal no Rio de Janeiro aceitou a denúncia formulada pelo Ministério Público Federal contra eles.

Todos são acusados de conceder, irregularmente, empréstimos para a privatização da Eletropaulo, em 1998. A denúncia, que tem como base relatório do Tribunal de Contas da União e notas técnicas elaboradas por analistas do MPF, foi recebida pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Entre os 17 denunciados, estão os ex-presidentes Luiz Carlos Mendonça de Barros, José Pio Borges de Castro Filho, Andrea Sandro Calabi, Francisco Gros e Eleazar de Carvalho Filho. Eles responderão por dois crimes da Lei do Colarinho Branco (Lei 7.492/86): gestão temerária de instituição financeira (com pena de dois a oito anos de reclusão e multa) e crime contra o sistema financeiro (reclusão de um a quatro anos e multa).

Segundo o MPF, os denunciados tomaram decisões sobre operações financeiras marcadas por uma série de irregularidades e ilegalidades que colocaram em risco a saúde financeira do BNDES. As irregularidades ocorreram na concessão e execução de financiamento e na venda de ações da distribuidora de energia Eletropaulo, do governo de São Paulo, à Lightgás, subsidiária da Light controlada pela AES, EDF, Houstou Industries Energy, BNDespar e CSN.

Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2007, 18h19

Comentários de leitores

2 comentários

Também esse pessoal estiveram em todas. O TCU/...

PEREIRA (Contabilista)

Também esse pessoal estiveram em todas. O TCU/MPF deveria fazer uma devassa em todas as privatizações do governo FHC, principalmente no setor de telefonia em 1998, basta reexaminar trecho das conversas do grampo telefônico do BNDES publicada em "Época, 31 de maio de 1999" e sabe quem estava na ponta da linha? Luiz Carlos Mendonça de Barros e Jose Pio Borges de Castro Filho, aliás, usaram de jargões nada convenciais que dizem respeito a legalidade e a probidade administrativa na condução dos negócios públicos, uma verdadeira lavagem do patrimônio público. Complementarmente àquelas conversas, Época publica em 12 de maio de 2003, a seguinte manchete: "O FANTASMA DA TELEMAR", O STF vai julgar ex-ministro de FHC na privatização das teles. Mais adiante o texto diz:...Nas próximas semanas, será transferido para o STF um processo que corre em segredo de justiça na 16ª Vara de justiça do Rio de Janeiro sobre o leilão de privatização da companhia chamada hoje de Telemar.Ficou realmente até hoje em segredo absoluto. Até hoje espera-se por esse julgamento. É mais um episório de impunidade estampada nas páginas de revistas, jornais desse país, chamado de paraiso da corrupção.

Cadê os arautos da moralidade, os Neo-Udenistas...

Marco (Estudante de Direito)

Cadê os arautos da moralidade, os Neo-Udenistas Tucanos e seus asseclas da imprensa pedindo a fogueira para os corruptos... Parodiando o "grande" banqueiro do Araucária, "vamos varrer esta corja pelos próximos 30 anos". Pimenta no ...., é refresco!

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