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Superaquecimento global

Casa Branca é acusada de pressionar cientistas nos EUA

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Dois escritórios de advocacia de Washington afirmaram, na terça-feira (30/1), terem provas de que políticos dos Estados Unidos pressionaram cientistas para que minimizassem, em seus dados, os prejuízos do superaquecimento global. As informações são do site Findlaw.

O tema ganhou mais repercussão a partir de uma reunião em Paris. Cerca de 500 cientistas debatem os retoques finais no dossiê das Nações Unidas sobre o superaquecimento.

O novo escândalo brota de depoimentos de dois ex-oficiais da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. Um deles, Rick Piltz, deixou a Nasa, em 2005, e produziu um dossiê. Segundo ele, os cientistas que estudam o clima estão tendo seus estudos minimizados por ordem da Casa Branca.

Dois escritórios de advocacia focados em causas científicas, o Union of Concerned Scientists e o Government Accountability Project, divulgaram nota em que afirmam que surgiu “novas evidências de supressão e manipulação de dados das ciências do clima”. Segundo os escritórios, sete agências federais ligadas à ciência sofreram pressões para alterar seus relatórios. Um dos que dizem ter sofrido essas pressões é James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais.

Em dezembro, um grupo de estados ajuizou ação contra o Ministério do Meio Ambiente, a U.S. Environmental Protection Agency, para que se reduzam os níveis tolerados de emissão de gases por exaustores e chaminés industriais.

Os estados alegam que a administração Bush “ignora a ciência e seus peritos” e se nega a reduzir os níveis de emissão. Mais notadamente, a Califórnia é quem comanda a briga e tomou sozinha, por exemplo, a iniciativa de firmar acordo com a Grã-Bretanha para troca tecnológica para a redução dessas emissões. O estado da Califórnia também foi pioneiro em aprovar lei limitando a emissão de gases para cortar os atuais níveis em 25% até o ano de 2020.

Os inimigos do governo Bush afirmam que ele ignora a lei chamada Ato do Ar Puro. Por essa lei, de 1970, dióxido de carbono é um poluente do ar que ameaça a saúde pública e, portanto, deve ser controlado pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 31 de janeiro de 2007, 15h38

Comentários de leitores

2 comentários

A despeito de existir a possibilidade de o aque...

Luiz Augusto Mendes (Delegado de Polícia Estadual)

A despeito de existir a possibilidade de o aquecimento global estar sendo causado pela emissão de gases oriundos da atividade humana, há, também, a hipótese não menos plausível de o planeta enfrentar majoração de temperatura por conta de um ciclo natural, pelo qual já passou outras tantas vezes. Entendo a pressa dos alarmistas em suas conclusões. Ainda que falte cientificidade, é tudo pela “causa”, tal qual ocorre nos embates filosóficos, sociológicos e políticos da modernidade, bela herança que nos foi deixada pelo “gênio” Marx. A título de exemplo, outro dia, um telejornal local (aqui em Santos), antes dos comerciais, divulgou uma incisiva manchete sobre a matéria que abriria o bloco posterior: “emissão de gases na atmosfera aumenta o nível do mar nas praias da região”. Iniciada a reportagem, o título se mostrou totalmente contraditório ao conteúdo. O que se apurou – e foram citados estudos sobre o tema – foi que a diminuição da faixa de areia ocorreu por conta de dragagens e aterros na região. Mas parece que a editoria do jornal resolveu ampliar o que foi concluído e entrar na ladainha politicamente correta. As ONG´s, os seus porta-vozes hollywoodianos e políticos como Al Gore querem desqualificar aqueles que consideram não existirem provas da relação de causa e efeito entre o aumento da temperatura e a emissão de gases. Não porque existiriam evidências daquilo que propagam, mas em razão de essa contestação ser contrária à “causa” que representam. Como diria nosso colega Richard, são uns mistificadores. Para os que estão caindo no conto do consenso científico em torno do tema e imaginam que agora só nos resta mitigar as conseqüências, lembro a Petição de Heidelberg, firmada no sentido de que as teorias que relacionam aquecimento global aos gases estufa são altamente duvidosas. Essa petição foi assinada por nada menos do que 4.000 cientistas e líderes mundiais, entre eles 70 ganhadores do Prêmio Nobel. Também apontam para a falibilidade dessa teoria os 85 renomados especialistas em climatologia que assinaram a Declaração de Leipzeg. Outrossim endossam a fragilidade da tese os conceituados doutores Daniel Schrag (Harvard), Claude Allegre (um dos mais condecorados geofísicos franceses), Richard Lindzen (professor de ciências atmosféricas do MIT), Patrick Michaels (Universidade de Virginia), Fred Singer, Bob Carter (geologista da James Cook University, Austrália).

O fato relatado no artigo não deveria ser surpr...

Puime (Advogado Autônomo)

O fato relatado no artigo não deveria ser surpreendente, haja vista, que o governo atual do EUA, tem demonstrado pouco apreço pela verdade. Entretanto, acreditamos que a discussão está fora de foco. Não há mais se falar se existe, ou não aquecimento global, isso é ponto pacífico. O clima do planeta está mudando, e drasticamente. Portanto, a discussão agora deve ser sobre o que vamos fazer para minimizar os efeitos do aquecimento global. Não podemos mas perder tempo, a situação é gravíssima, e as conseqüências só tendem a agravar o problema. Esqueçamos o que o governo atual dos EUA tem a dizer, e vamos resolver o problema de forma pragmática.

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