Revistar cliente suspeito em banco não gera dano moral

23/02/2007 18:01toca (Professor)Queria ver se o defensor do "coitadinho" do BES...
Queria ver se o defensor do "coitadinho" do BESC acharia a decisão justa se ele ou algum ente querido seu tivese sido a vítima do absurdo e truculento ato. Será que ele gostaria de ser "amassado" por Agentes Públicos armados, a pedido de um imprudente Gerente. Tá certo que a violência é muito grande e tem provocado a nós brasileiros verdadeiras fobias, doenças mentais mesmo, porque somente um portador de algum distúrbio ia achar que um ladrão profissional, daqueles que assaltam bancos ocalizados em frente a um Quartel ia aguardar, pacientemente, por mais de 30 minutos para cometer o ato criminoso. A decisão, se não se tratasse de uma coisa tão séria, era capaz de causar risos. Mas, como não se trata de nenhuma brincadeira, a decisão é de chorar. Causa arrepios. Tenho medo que amanhã seja comigo ou com algum ente querido meu. Tenho medo que por não ter condição financeira (professor é muito mau pago neste país)de me vestir com roupas de grifes famosas e andar me exibindo em Ferraris ou outros carros importados de luxo, passe a ser uma potencial vítima de suspeita de um destes Gerentes "doentes" e que os agentes do Estado me revistem, me batam, me torturem e até me matem. Meu Deus...
23/02/2007 10:34allmirante (Advogado Autônomo)Ah se fosse não um cliente, mas um funcionario....
Ah se fosse não um cliente, mas um funcionario. Levaria parte do patrimonio do banco em indenização!
23/02/2007 10:34Murassawa (Advogado Autônomo)Veja o que aconteceu no dia de ontem em plena A...
Veja o que aconteceu no dia de ontem em plena Avenida Tiradentes e próximo ao quartel da ROTA, bandidos entraram na agencia bancário, roubaram e não foram molestados, porém, quando-se trata de pessoas inocentes e sem qualquer antecedentes e de boa indole, esses "GUARDAS" de bancos viram verdadeiras "OTORIDADES", razão pela qual sou favorável à instalação nas agencias bancárias a n´vel nacional de guarda volume, inclusive nos Postos avançados de atendimento, pois, já fui vítima por diversas vezes desses "GUARDINHAS" e a última foi a quinze dias passados no BANCO ITAÚ S/A instalado na Secretaria Municipal de Transporte de São Paulo, no bairro de Pinheiros, onde não tem guarda volume, quando fui obrigado a deixar meus pertences em um banco fora do posto bancário, para pagar uma guia de cópias reprograficas, razão porque, entendo que a desembargadora não agiu corretamente, pois, não sabe a que constragimento a população é submetida pelas "OTORIDADES DE SEGURANÇA BANCÁRIA".
23/02/2007 10:05Émerson Fernandes (Advogado Autônomo - Civil)Para uma opinião realmente segura seria importa...
Para uma opinião realmente segura seria importante a análise do vídeo de segurança do banco, que, a primeira vista, deveria ser suficientemente claro para dirimir a dúvida em relação a atitude do cliente. Entretanto, para decisões tão discrepantes, me parece que o vídeo não deve ter sido suficientemente explorado na lide.
23/02/2007 01:13João da Silva (Bacharel)Com o perdão do choro dos paladinos da "indústr...
Com o perdão do choro dos paladinos da "indústria do dano moral", perfeita a decisão da nobre desembargadora. Primeiro, porque a conduta do cidadão, considerada "ex ante" foi realmente suspeita. É óbvio que não se pode tê-la, com a simplicidade franciscana que se pretende, como injusta, salvo se analisada "ex-post". Segundo, e aqui reside no meu entender o principal argumento, porque JAMAIS o banco (BESC) poderia responder por ato exclusivo de terceiro, ainda mais se esse terceiro é uma autoridade pública. Ora, se o gerente do BESC, desconfiado de iminente prática criminosa (verdadeiro, estado d enecessidade putativo), socorre-se a quem de direito (Polícia) e essa Autoridade constituída, em seu juízo de discricionariedade, entende ser aconselhável revistá-la (ou, se fossse o caso, apenas por exemplo, poderia o verbo ser: prendê-la, torturá-la, matá-la, etc...), não há como o Banco responder por tal ato, por óbvio, pois qual é a culpa do gerente em acreditar na lei e na capacidade da Autoridade constituída tomar a ação correta no caso concreto?
22/02/2007 20:46Paulo (Outros - Civil)Tenho certeza que se fosse com a desembargadora...
Tenho certeza que se fosse com a desembargadora, com o marido ou com um filho dela, ela não pensaria dessa forma. Certamente ela nunca teve seu corpo revistado por estranhos armados (nem sempre confiáveis, ainda que agentes do Estado), em público, sob a pecha de 'SUSPEITA!' Ademais, muito estranho seria se um bandido ficasse 30 minutos na porta de um banco esperando para assaltá-lo. Esses TJs...!!! Vai ser reformada por alguém justo lá em Brasília, pode contar com isso!
22/02/2007 18:37toca (Professor)A Doutora Desembargadora deve achar, como 99% d...
A Doutora Desembargadora deve achar, como 99% da população desinformada deste país, que todos são suspeitos até prova em contrário. Não desconheço a violência que grassa em todo país e o medo que assola os empregados de bancos. Mas daí a achar que um ato truculento de revistar um cidadão pelo simples fato deste estar aguardando a abertura do Banco há mais de 30 minutos e portar uma mochila não é constrangedor é no mínimo absurdo. O argumento está muito parecido com o da Polícia inglesa no caso do assassinato do brasileiro Jean Charles. Que Deus proteja o cidadão injustiçado e faça com que ele, em desespero por mais uma atrocidade contra si cometida (uma decisão injusta desta só pode ser tida como uma atrocidade) não enverede pelo mau caminho e não queira fazer justiça com as próprias mãos. Um conselho para a Dra. Desembargadora: atente para o que normatiza a Constituição Federal e decida de forma a preservar a dignidade da pessoa humana. Quem sofre um desrespeito como o que o cidadão autor da ação sofreu merece, no mínimo, uma resposta do judiciário ao seu clamor.
22/02/2007 17:49Manente (Advogado Autônomo)Digo constrangida
Digo constrangida
22/02/2007 17:49Manente (Advogado Autônomo)Quanta bondade da nobre desembargadora. Aposto...
Quanta bondade da nobre desembargadora. Aposto que ela nunca foi constangida desta forma, ou quem sabe, talvez não frequente as agências bancárias.

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