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10 fevereiro 2007
Golpe da carteirinha
Mais um homem que se passa por advogado é preso
Em uma semana duas pessoas foram presas se passando por advogados. Nesta quinta-feira (8/2), Flávio Benedito Pereira de Camargo foi preso quando tentava entrar no Centro de Detenção Provisória de São José dos Campos (SP), fingindo ser advogado.
Camargo, de 44 anos, solicitou um encontro com um preso e apresentou uma carteira falsa da OAB. Os agentes penitenciários desconfiaram e descobriram que Camargo não tinha registro na OAB. Ao conferir a autenticidade do documento, perceberam que a carteira era falsa.
O falso advogado ainda carregava outros documentos falsificados, como diplomas e uma carteira funcional do Tribunal de Justiça de São Paulo. Camargo tem passagens anteriores pela prisão por estelionato, furto e uso de documento falso.
Caso de Goiás
Na terça-feira (6/2), Lourival Soares Silva foi preso em Goiânia, por tentar se passar por um advogado durante audiência de divórcio consensual. A prisão foi decretada pelo juiz Osvaldo Rezende Silva, do 1º Juizado Especial Criminal de Goiânia.
Depois de constatada a falsidade ideológica, o juiz suspendeu a audiência e determinou a lavratura do termo de ocorrência. Uma cópia do documento foi encaminhada à OAB de Goiás e do Distrito Federal. Silva foi conduzido ao 19º Distrito Policial. Uma pesquisa constatou que há nove processos tramitando no juizado nos quais Lourival figura como advogado.
O fato ocorreu pela manhã, logo após o início da audiência. Depois de verificada a presença do juiz e do promotor, bem como das partes, foi solicitada ao falso advogado a comprovação de sua inscrição na OAB. Silva disse que havia esquecido sua carteira em casa. O escrivão entrou em contato com a OAB do Distrito Federal e foi informado da inexistência da inscrição usada por Silva.
O escrivão constatou também que Silva falsificava a assinatura da advogada Esther Pimenta Vieira Fernandes, utilizando sua inscrição, porque sabia que ela só atuava em Rio Verde (GO) e, portanto, o risco de descobrir que sua inscrição estava sendo utilizada de forma criminosa em Goiânia era pequeno.
Revista Consultor Jurídico, 10 de fevereiro de 2007
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