Notícias
10 fevereiro 2007
Cofins sem fim
Empresas e fisco agem à espera de decisão do STF sofre Cofins
Com a demora do Supremo Tribunal Federal em definir a constitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo da Cofins, novas liminares vão surgindo com o propósito de evitar eventual pagamento a maior da contribuição. Agora foi a vez da empresa Casa Santa Rosa, de Aracaju, conseguir na Justiça o direito de depositar em juízo o valor referente à Cofins.
O pedido foi aceito pelo juiz federal, Ricardo César Mandarino Barretto, da 1ª Vara da Justiça Federal de Sergipe, que a exemplo dos demais juízes de primeira instância vêm concedendo as liminares.
A questão está em julgamento no Supremo. Seis ministros votaram pela exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins. Apenas o ministro Eros Grau votou pela manutenção do imposto na base de cálculo. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Agora, os contribuintes aguardam o prosseguimento do julgamento para saber se pagam mais ou menos.
Profissionais liberais
Outra questão relativa à Cofins, pendente de julgamento no Supremo, também tem deixado inquietos os contribuintes e o fisco. Trata-se do pagamento de Cofins por sociedades de profissionais liberais. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional iniciou um mapeamento destas empresas, entre as quais estão so escritórios de advocacia, que obtiveram decisões liberando-as do pagamento da contribuição.
A estratégia da Fazenda é entrar no Supremo Tribunal Federal com ações cautelares para que os efeitos dessas decisões sejam suspensos até uma definição final do plenário da corte sobre o recolhimento da contribuição pelas sociedades de profissionais liberais. A informação, publicada pelo jornal Valor Economico, foi confirmada pela assessoria de imprensa da Procuradoria.
A empresa foi representada pela advogada Juliana Campos de Carvalho Cruz, do escritório Carvalho Cruz Advocacia.
Leia a decisão
Processo:2006.85.00.005193-2
Autuado em 29/11/2006
AUTOR: CASA SANTA ROSA LTDA
ADVOGADO: JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ E JORGE FLÁVIO SANTANA CRUZ
RÉU: UNIÃO FEDERAL(FAZENDA NACIONAL)
1ª VARA FEDERAL — Juiz Titular
Objetos: 03.11.01 — Suspensão da Exigibilidade - Crédito Tributário - Tributário; 03.11.11 — Compensação — Crédito Tributário — Tributário
DECISÃO
"Ante o exposto, DEFIRO o pedido de antecipação de tutela, devendo a Requerente depositar em favor deste juízo as parcelas vincendas de PIS/COFINS, na agência da Caixa Econômica Federal na Justiça Federal, atendendo às exigências da Lei 9.703/98 e da Súmula 112 do STJ.
Cite-se a Fazenda Nacional para, querendo, oferecer resposta.
Ademais, determino que a Fazenda abstenha-se de inscrever a demandante na Dívida Ativa da União referente aos créditos cujos valores estejam depositados judicialmente.
Caso as peças contestatórias tragam alegação de preliminares (art. 301 CPC), ou promova a juntada de documentos, intime-se o(a) Autor(a) para apresentar réplica (artigo 327 CPC), tudo nos termos do art. 162, § 4º do CPC.
Intimem-se."
Ricardo César Mandarino Barretto
Juiz Federal — 1ª Vara/SE
Gláucia Milício é repórter da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 10 de fevereiro de 2007
Arquivo
Leia também: Textos relacionados
- 29/01/2007 Empresa se livra de pagar Cofins em cima de ICMS
- 19/12/2006 Empresa pode depositar Cofins sobre ICMS em juízo
- 05/12/2006 Empresa obtém liminar para suspender cobrança de Cofins
- 28/11/2006 Empresa paulista pede suspensão do pagamento de Cofins
- 05/11/2006 A melhor reforma tributária é não fazer nada por 10 anos
- 01/11/2006 Empresa pode recolher PIS e Cofins com alíquota antiga
- 20/09/2006 Isenção da Cofins para liberais deve ser analisada pelo STJ
Comentários
Comentários de leitores: 0 comentários
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 18/02/2007.