Notícias
9 dezembro 2007
Desenvolvimento barrado
DF e Paraná tentam sair de cadastro de inadimplentes
Os governos do Distrito Federal e do Paraná pediram ao Supremo Tribunal Federal que retire o nome deles do Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias (Cauc), do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). A inscrição os impede de obterem transferências voluntárias da União e de contratarem empréstimos externos.
O governo do DF alega que está impedido de obter a garantia da Secretaria do Tesouro Nacional para um empréstimo de US$ 176,7 milhões negociado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para o Programa Brasília Integrada. De acordo com o governo, o dinheiro será utilizado para obras e prestação de serviços no setor de transporte público coletivo.
Já o governo do Paraná alega que sua indevida inscrição no Cauc põe em risco as finanças públicas, os investimentos em infra-estrutura, saneamento, habitação, transporte coletivo e o desenvolvimento de programas sociais. Afirma que isso o impede de receber recursos de contratos de empréstimos, tanto do BID quanto da Caixa Econômica Federal, ambos para o Programa Nacional de Apoio à Modernização da Gestão e do Planejamento dos estados e do DF (Pnage).
Na ação, o DF confirma o pagamento de débitos por parte de uma série de órgãos de sua administração e contesta o lançamento de débitos desconhecidos, em manifesta violação ao processo legal. O Paraná contesta o argumento do Tesouro Nacional de que teria descumprido imposição constitucional de aplicar no mínimo de 12% de sua receita líquida em ações e serviços públicos de saúde, conforme estabelecido no artigo 77 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).
Pelos dados do Tesouro relativos a 2006, as aplicações, pelo governo do Paraná, teriam alcançado somente 11,55% de sua receita líquida. O governo paranaense alega que, naquele ano, as aplicações alcançaram 12,41%. Tais dados, afirma, constam no Relatório de Contas e Parecer Prévio do governador do estado, que precede a aprovação das contas pelo Tribunal de Contas estadual.
AC 1.900 e 1.901
Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2007
Arquivo
Leia também: Textos relacionados
- 02/12/2007 Estados são excluídos dos cadastros de inadimplentes
- 27/11/2007 Pará pede ao Supremo suspensão de inscrição no Siafi
- 14/09/2007 Ex-prefeito pede para STF excluir seu nome do Cadin
- 11/09/2007 Município não consegue suspender inscrição no Cadin
- 04/09/2007 União é proibida de impedir Piauí de receber recursos
Comentários
Comentários de leitores: 0 comentários
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 17/12/2007.