Punir abandono afetivo não aproxima pais e filhos

7/01/2009 21:03silvagv (Outro)Nobre magistrado??? É engraçado. Falou-se no...
Nobre magistrado??? É engraçado. Falou-se no texto sobre a obrigação da ampliação, pelo pai, que difilmente tem a guarda dos filhos, da educação, levando afeto, brincar no parque, essa coisa romântica. Esquecem que o pai também tem seus direitos e suas carências, querem receber um presente no dia deles, um abraço verdadeiro do filho, assim como certamente ele faz com a mãe, pois nossas leis as isentam do mais difícil de se fazer: colocar dinheiro em casa. E ainda o obrigam a pagar indenização. Pois bem, pais, mostrem que vocês são dignos, que, diferentemente de juízes que dão essas sentenças, vocês honram suas calças e a dignidade de serem homens e pais. Pague, dê a ela o dinheiro que ela quer, mas nunca dê a ela aquilo que nenhum juiz nunca vai obrigá-lo a proporcionar a ela: o reconhecimento, o amor e o carinho, que ela não teve por você. Até que legisladores e juízes modifiquem a lei que privilegia a mulher: ela sempre fica com a guarda do filho e ainda recebe pensão para cuidar deles. E aos pais, conforme já tive oportunidade de ver, cabem os fins de semana, feriados e sempre a iniciativa de ir até o filho. Eles nunca imaginam que o pai também é gente, tem sentimento e, para ser pai de verdade e dar aos filhos carinho e afeição, precisam receber deles isso também. Amor é troca, e nenhum papel cheio de baboseiras vai dizer o contrário. Paga a pensão e dê um gelo nessa filha. Quando chegar a hora, cobre dela o que a lei lhe dá de direito: ser atendido, com dignidade, pelos filhos, inclusive pecuniariamente, quando não puder trabalhar e, se principalmente, se for doente. Seria abandono de incapaz. Faça com que ela curse uma boa faculdade com o seu dinheiro, depois não tenha vergonha de cobrar. Vá à luta!
7/12/2007 19:56Neli (Procurador do Município)Francamente! Os brasileiros de minha faixa etá...
Francamente! Os brasileiros de minha faixa etária eram tratados pelos pais com beliscões,varas de marmelo,chineladas e pontapés,a juventude de hoje é tão paparicada. E,somos gente! E,outra coisa: os homens/mulheres deveriam parar de fazer filhos,como são irresponsáveis,se não sabem criá-los pq colocá-los no mundo?
7/12/2007 16:25Radar (Bacharel)O fecho do artigo resume com maestria tudo quan...
O fecho do artigo resume com maestria tudo quando se podera sobre o tema: "O dinheiro não é a resposta para tudo." Exigir dinheiro para compensar afeto numa seara tão peculiar como a do direito de família, apenas favorece o enriquecimento sem causa, e em nada colabora para a solução dos graves conflitos que envolvem uma relação familiar sem amor. Não cria laços, mas apenas cristaliza os nós. Imagino dois pais num bar, discutindo sobre o assunto. Um diz: estou sendo obrigado a pagar 200 salários mínimos àquele rapaz que sequer considero como filho, pois o juiz diz que essa falta de amor deverá ser compensada em dinheiro. O outro responde: Já eu, batia constantemente no meu filho. Fui destituído do pátrio poder, e assim não vou ter que pagar nada.
7/12/2007 12:41Luis Felipe Dalmedico Silveira (Advogado Assalariado)Discordo, em parte, dos nobres colegas. De fat...
Discordo, em parte, dos nobres colegas. De fato, não há que se obrigar um pai, ou uma mãe, a gostar de seu filho. No entanto, obriga-se, e isto consta de lei e dos próprios principios que norteam o direito de familia moderno, a colaboração para o desenvolvimento da personalidade, para o amadurecimento psiquico e mental da prole. Tais atributos passam muito mais pelo afeto do que pelo suporte material. Daí a razão pela qual ser possível a indenização pelo abandono afetivo. Tal medida não compele os pais a amarem seus filhos. Apenas impõe que estes lhe dirigam a educação e a criação (art. 1634, I, CC), que é ônus compreendido no binomio poder-dever inerente ao poder familiar! Se não faze-lo, que se compensem os filhos pelo abandono afetivo. Atenção ao termo: compensação, e não reparação. Não se recompõe o afeto perdido, mas apenas se compensa a falta de cuidado e atenção dos pais com relação aos filhos. Concluir pelo contrário nada mais é que revisitar os antigos dogmas que amparavam a "impossibilidade de indenização por danos morais", entendimento este que se ressente de arcaísmos. Afinal, ao que parece, a justificativa é sempre a mesma: assim como seriam, naquele tempo, irreparaveis os danos à personalidade, também o seria aquele decorrente do abandono afetivo. O fundamento é ultrapassado, porque, justamente, é uma compensação (e não reparação) o que se objetiva.
7/12/2007 10:05Bob Esponja (Funcionário público)A questão é simples: os filhos que se sentem "a...
A questão é simples: os filhos que se sentem "abandonados" - apenas afetivamente, pois materialmente estão cobertos - querem dá uma "bronca" nos pais e ainda ganhar algum, principalmente ganhar algum. Besteira querer que a lei obrigue alguem gosta de filho, é só desculpa para dá uma graninha para o filhinho "abandonado". Se teu pai não gosta de vc, é uma pena, mas agora querer estorqui-lo por isso é outros quinhentos.
7/12/2007 08:44ERocha (Publicitário)Concordo Roland, caso um filho abandone os pais...
Concordo Roland, caso um filho abandone os pais, como fica o caso? Ou o único que tem obrigação são os pais?
6/12/2007 20:43Roland Freisler (Advogado Autônomo)Limites na educação dos filhos "Somos as prim...
Limites na educação dos filhos "Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca. Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito. À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, na medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que poucos os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim. Quer dizer: os papéis se inverteram, e agora são os pais quem tem que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para ser os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles. Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca. Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade. É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito." Dizem que este texto é de Monica Monasterio (Madrid-Espanha) Se o for, ótimo. Se não, parabéns a quem o redigiu. JOAMAR GOMES V IEIRA NUNES Juiz de Direito Vara de Execuções Penais e da Infância e Juventude - Patos de Minas
6/12/2007 20:39Roland Freisler (Advogado Autônomo)Um absurdo. E quando os filhos abandonam afetiv...
Um absurdo. E quando os filhos abandonam afetivamente os pais? Os filhos não sabem mais de que jeito "arrancar" dinheiro dos pais. Agora estão partindo para essa imoralidade, naturalmente contra pai rico. Contra pai pobre não perdem tempo.

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