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29 agosto 2007
Greve da defesa
Advogados públicos paralisam trabalho por 48 horas
Os procuradores federais, advogados da União, procuradores da Fazenda Nacional, procuradores do Banco Central e defensores públicos da União vão fazer greve de 48 horas nesta quinta e sexta-feiras (29 e 30/8). Os advogados públicos protestam por remuneração salarial e mais estrutura nas carreias.
Os profissionais pedem o cumprimento imediato de um acordo firmado entre a Advocacia-geral da União e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ano de 2006. No acordo, está determinada a simetria remuneratória gradual entre as funções essenciais à Justiça, por exemplo, os juízes.
A Associação Nacional dos Advogados da União afirma que não se trata de uma greve, mas de uma paralisação de 24 horas. Só um indicativo de que se as reivindicações não forem cumpridas, vão, de fato parar de trabalhar.
As advogados públicos reclamam também melhorias das condições estruturais de trabalho nas unidades da AGU e da Defensoria Pública da União. Pedem a criação de carreira técnica de apoio de nível superior e a instituição da nova Lei Orgânica da Advocacia-Geral da União e da Defensoria Pública da União.
Segundo os manifestantes, a Lei 11.386/06, ao instituir o subsídio das carreiras jurídicas da União, não observou o acordo firmado entre a AGU e o Lula. Diante disso, as entidades encaminharam ao Ministério do Planejamento, no início deste ano, documento cobrando o cumprimento do acordo firmado.
Em maio deste ano, ainda de acordo com os advogados, foi apresentada, como decisão do governo, proposta de repasse de honorários advocatícios como forma de solução para o problema. A proposta contou com a adesão da categoria, na medida em que destinava recursos também para a reestruturação da instituição.
No entanto, após mais de três meses de debates voltados para o aprimoramento da proposta, as entidades foram comunicadas, na última segunda-feira (27/08), que a proposta foi rejeitada.
Notícia alterada às 11h37, de 29/8, para correção de informação.
Revista Consultor Jurídico, 29 de agosto de 2007
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Comentários de leitores: 24 comentários
Eu sabia que a criação desse tal subsídio iria ...
Dr. Jaccques, o seu discurso tenta veementement...
Caro jacques, Não disse que o salário não era ...
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