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23 agosto 2007
Notícias da Justiça
Veja o noticiário jurídico dos jornais desta quinta-feira
Reportagem do Valor Econômico informa que cerca de 52% dos escritórios de advocacia brasileiros adotam formalmente um plano de marketing para crescer diante de um mercado cada vez mais competitivo e 36% deles avaliam os resultados de suas ações de marketing. Os dados são preliminares e fazem parte de um estudo de marketing jurídico na América Latina patrocinado pela Legal Marketing Association. Mais de 50 escritórios brasileiros participam da pesquisa.
Caso da Eletrobrás
O Superior Tribunal de Justiça contabilizou, na quarta-feira (22/8), mais um voto na disputa bilionária do empréstimo compulsório da Eletrobrás. O ministro João Otávio de Noronha proferiu o terceiro voto no julgamento do "leading case", reequilibrando o placar em favor das empresas, seguindo na maior parte a posição da relatora, a ministra Eliana Calmon. Com o pronunciamento, ficou isolada a posição pronunciada pelo ministro Luiz Fux, segundo a qual o custo da briga para a Eletrobrás, estimada em R$ 3,5 bilhões, seria reduzido a quase zero. A informação é do Valor.
Pneus remoldados
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público promove, na manhã desta quinta-feira (23/8), audiência pública sobre a possibilidade de demissão em massa de trabalhadores do setor de fabricação de pneus remoldados. De acordo com o jornal DCI, o presidente da comissão, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), lembra que esse setor passa por uma grave crise, principalmente em razão do impasse jurídico sobre a importação de matéria-prima (carcaças) para a produção desses pneus.
Férias de juízes
De acordo com o Jornal do Commercio, a proposição (PLS 374/07), do senador Eduardo Suplicy (PT/SP), que altera a redação do artigo 66 da Lei Orgânica da Magistratura, reduzindo o período de férias dos magistrados dos atuais 60 dias anuais para 30 dias, está sendo objeto de contestação por parte de entidades jurídicas.
No último dia 16, a Anamatra e a Ajufe protocolaram nota técnica, na qual manifestam sua posição acerca da alteração proposta. A OAB-RJ, porém, aplude o projeto e considera privilégio indevido o magistrado ter 60 dias de férias e os demais trabalhadores terem 30.
Fixação de honorários
O vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, senador Valter Pereira (PMDB-MS), apresentou ao Congresso projeto de lei alterando dispositivos do Código de Processo Civil para aperfeiçoar os critérios de fixação de honorários advocatícios. Pelo projeto, quando o vencido for a Fazenda, os honorários deverão ser fixados em favor do advogado do vencedor entre os percentuais de 5 e 10% do valor da condenação, o que substitui a antiga fórmula de fixação por arbitramento de valor certo pelo juiz. A informação é do Jornal do Commercio.
Dinheiro público
De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse que o mensalão era abastecido por dinheiro público e privado, na sessão em que o STF iniciou o julgamento que decidirá a abertura ou não de ação penal contra 40 denunciados. O STF fará ao menos três sessões para decidir sobre a abertura de processo.
À espera da Justiça
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o governo espera que o STF tome uma decisão sobre a denúncia do mensalão "sem paixões". Indagada sobre o que esperava do resultado do julgamento, respondeu: "O governo espera que se faça justiça, sem paixões". Dilma, que tem bom relacionamento com o ex-ministro José Dirceu, tem adotado publicamente atitude de cautela quanto à decisão do STF, seguindo orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informa a Folha.
Funcionalismo público
A Folha informa, ainda, que o governador Aécio Neves (PSDB) encaminhou projeto de lei complementar à Assembléia de Minas Gerais pelo qual cria a Unidade de Gestão Previdenciária Integrada e pede a estabilidade no Estado de 98 mil servidores não-concursados. Esses servidores não-concursados foram contratados pelo Estado entre 1990 e 2006. São quase todos da área da educação, sendo que cerca de 25% já estão em condições de se aposentar, mas não podem porque não sabem se pertencem ao Ipsemg (a previdência do Estado mineiro) ou ao INSS (a Previdência geral).
Revista Consultor Jurídico, 23 de agosto de 2007
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