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17 agosto 2007
Saída coletiva
Desembargador demite jornalista e esvazia direção da Esmafe-5
O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (Nordeste), desembargador José Baptista de Almeida Filho, conseguiu esvaziar a direção da Escola da Magistratura Federal em Recife. O diretor e o vice-diretor da Esmafe-5, desembargadores Francisco Cavalcanti e Lázaro Guimarães, renunciaram ao cargo depois da demissão do assessor de imprensa Jaques Cerqueira.
A renúncia aconteceu, na noite de quarta-feira (15/8), durante reunião do Plenário do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. De acordo com os desembargadores, desde que foi criada a Esmafe-5, há seis anos, nenhum assessor havia sido exonerado pelo presidente do tribunal. Motivo: até então a nomeação e a exoneração eram de competência do diretor da escola.
Os dois ficaram cinco meses na direção da Esmafe. O mandato era de dois anos. Francisco Cavalcanti diz que seu afastamento tem caráter irrevogável por não concordar com a demissão do jornalista. Ele conta que sequer foi consultado pelo presidente do TRF-5 sobre a exoneração do servidor, que atuou na Comunicação Social do tribunal por mais de dez anos.
Com a renúncia, os principais projetos da Esmafe-5 estão suspensos, inclusive o que levava palestras de desembargadores federais às faculdades, para estimular o debate acadêmico sobre tema polêmicos e atuais. Dez das dezesseis faculdades de Direito existentes na Região Metropolitana do Recife e em Caruaru já haviam manifestado interesse em participar do projeto “A Escola na Faculdade”.
Não foram apenas os diretores da escola que se manifestaram contra a demissão do jornalista s. A coordenadora da comunicação social do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Rosa Miranda, lamentou a demissão e a considerou um retrocesso. Para ela, o trabalho do assessor do TRF-5 era um exemplo para o país.
Jaques Cerqueira, o assessor, diz estar saindo do TRF-5 de cabeça erguida “por ter certeza de ter desenvolvido um bom trabalho”. E lamentou a renúncia do desembargador Francisco Cavalcanti da direção da Esmafe. “Fico sensibilizado com essa elevada demonstração de solidariedade, mas sei que a Escola perde um grande dirigente, que estava implantando uma série de projetos inovadores que iriam dar à Esmafe a dimensão nacional que ela merece”, disse.
Revista Consultor Jurídico, 17 de agosto de 2007
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Comentários
Comentários de leitores: 4 comentários
Esse é o Poder Judiciário que temos! Será isso...
A resistência ao ato dessa exoneração 'ad-nutum...
Paulo, com licença: puxa vida!
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