Notícias
14 agosto 2007
Em prol dos consumidores
Justiça Federal manda Anac esclarecer direitos de passageiros
O juiz federal substituto Douglas Camarinha Gonzales, da 6ª Vara Federal Cível de São Paulo, determinou que a Anac elabore, em 15 dias, minuta de resolução que disponha sobre assistência material aos passageiros em razão da crise no setor aéreo.
Após elaborar a minuta, caberá a Anac convocar processo de consulta e audiências públicas para que, dentro de um prazo de 90 dias, seja editada e comece a fiscalização da norma. A resolução deve seguir diretrizes das Convenções Internacionais de Aviação e do Código Brasileiro de Aeronáutica.
A decisão obriga também que a Anac e a Infraero elaborem proposta conjunta para assegurar o direito à informação aos usuários dos aeroportos sobre atrasos, cancelamentos, remarcações e outras alterações relativas aos vôos programados.
A liminar foi concedida, na segunda-feira (13/8), em Ação Civil Pública movida pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Procuradoria de Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) e Procuradoria do Estado.
A decisão acolheu a manifestação do Ministério Público Federal que reiterava a necessidade de uma decisão liminar e insistia no dever da Anac de atuar em prol dos consumidores de modo a facilitar o cumprimento de seus direitos. Por enquanto, só a Anac foi intimada.
Entre as propostas de reparação sugeridas pelos autores e pelo MPF estão: alimentação, comunicação telefônica, transporte, hospedagem e devolução do valor do bilhete, além de reparação de danos morais e materiais causados aos passageiros pelos atrasos, além das providências referentes ao direito à informação dos passageiros, que competirá solidariamente à Anac, Infraero e às companhias.
Como ressaltou o procurador da República Alexandre Gavronski no parecer em que pediu a liminar, “sem uma clara especificação dos direitos dos consumidores do serviço aéreo a assistência material, bem como sem a possibilidade de imposição de alguma sanção pelo respectivo descumprimento, a natural vulnerabilidade do consumidor diante da crise têm tornado letra morta os respectivos direitos e faz proliferar as lesões a eles pelos aeroportos brasileiros, levando os consumidores a situações de indignação, revolta, humilhação e constrangimentos de toda ordem".
O procurador espera que a Anac “não permaneça de braços cruzados e que cumpra a decisão, sem dela recorrer e no menor tempo possível, visto que é papel da Agência regular a matéria, resguardando os direitos dos usuários-consumidores”, afirmou Gavronski.
Revista Consultor Jurídico, 14 de agosto de 2007
Arquivo
Leia também: Textos relacionados
- 14/08/2007 Ajufesp diz que juízes não serão úteis em aeroportos
- 13/08/2007 OAB-PE quer Juizado Especial no aeroporto de Recife
- 09/08/2007 Denise Abreu processará ex-presidente da Infraero
- 07/08/2007 OAB pede que MPF apure acusações contra Denise Abreu
- 06/08/2007 OAB nacional vai à Justiça contra diretores da Anac
- 31/07/2007 Diretor da Anac só pode ser demitido mediante processo
- 30/07/2007 MPF questiona decisão que manteve Congonhas aberto
- 30/07/2007 Juiz nega fechamento do Aeroporto de Congonhas
- 28/07/2007 Cinco diretores da Infraero estão com mandato vencido
- 27/07/2007 Partido questiona nomeação de diretoria da Anac
- 27/07/2007 Advogado tenta evitar interdição de prédio em SP
- 25/07/2007 Fadesp quer proibir companhias aéreas em Congonhas
- 25/07/2007 Tuma quer limitar o uso de escutas telefônicas pelo MP
- 25/07/2007 Advogado defende fim da Anac e do Ministério da Defesa
- 24/07/2007 Anac proíbe venda de passagens em Congonhas
- 24/07/2007 Justiça receberá relatório da Infraero nesta terça-feira
- 23/07/2007 Juiz dá prazo para Infraero informar sobre Congonhas
- 21/07/2007 MPT quer melhor solução de trabalho para controladores
Comentários
Comentários de leitores: 0 comentários
A seção de comentários deste texto foi encerrada em 22/08/2007.