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14 agosto 2007
Detenção em flat
Dono da boate Bahamas é preso durante madrugada em São Paulo
O empresário Oscar Maroni foi preso, na madrugada desta terça-feira (14/8), em um flat da zona sul de São Paulo. Ele vai permanecer detido enquanto responde a crimes de favorecimento e exploração de prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas. As informações são do Portal G1.
Os policiais chegaram ao flat à meia-noite. Eles foram direto para o 21º andar, onde Maroni estava hospedado. Da recepção, o delegado que investiga o caso ligou para o apartamento do empresário e pediu que ele descesse. Sem saber que outros policiais estavam no corredor, Maroni tentou fugir pela saída de emergência, mas acabou preso no local.
Durante a prisão, Oscar Maroni permaneceu calado. Segundo o delegado, o empresário só quebrou o silêncio em um momento para reclamar que a prisão era injusta.
Do hotel ele foi levado para o 96º Distrito Policial, do Brooklin, na zona sul. O empresário ficou no local por três horas. Como é formado em psicologia, foi transferido para o 13º Distrito Policial, da Casa Verde, na Zona Norte, onde ficam os presos com curso superior. Ele deve ficar lá até o fim do julgamento.
Oscar Maroni foi denunciado pelo Ministério Público Estadual e teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Edison Aparecido Brandão, da 5ª Vara Criminal no dia seis de agosto.
O empresário, dono da casa noturna Bahamas, é investigado desde 2004. Sua vida começou a ficar complicada depois da tragédia com o avião da TAM, na região do Aeroporto de Congonhas, dia 17 de julho. O Oscar’s Hotel, que ele construiu, está muito próximo da rota dos aviões. A Prefeitura viu irregularidades na obra e mandou fechar o estabelecimento.
Maroni chegou a provocar o prefeito pessoalmente e a protestar contra o fechamento. Em uma de suas entrevistas, segundo a Subprefeitura da Vila Mariana, ele teria admitido a prática de prostituição em seu estabelecimento. Na semana seguinte, a Prefeitura cassou a licença da boate de Maroni e colocou blocos de concreto na porta. Mas a Justiça autorizou, posteriormente, o funcionamento.
Revista Consultor Jurídico, 14 de agosto de 2007
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