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8 agosto 2007

Máfia dos sanguessugas

Sanguessugas: MPF denuncia mais cinco ex-deputados federais

O Ministério Público Federal em Mato Grosso denunciou mais cinco ex-deputados federais e dois ex-assessores parlamentares por associação à máfia dos sanguessugas. Eles são acusados de se associar com a organização investigada por se apropriar de recursos de emendas parlamentares direcionadas à área de saúde, destinadas a compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares.

De acordo com as denúncias, os ex-deputados federais Paulo Fernando Feijó Torres (PSDB-RJ), Armando Alves Júnior (PR-AP), Edilberto de Moraes Júnior (PR-AC), Gilberto Nascimento da Silva (PMDB-SP) e Ricarte de Freitas (PTB-MT) atuaram na ramificação política da organização.

Na condição de deputados federais, cabia a eles a elaboração das emendas orçamentárias que destinavam recursos aos municípios e às entidades envolvidas no esquema. As investigações apontaram que os ex-deputados recebiam de 10% a 15% do valor da emenda apresentada como propina das empresas integrantes da organização criminosa.

Os ex-assessores parlamentares Vander Cesário Rosa (ligado a Edilberto de Moraes Júnior) e Antônio Teixeira Souza (que trabalhou para Gilberto Nascimento da Silva) também foram denunciados pelo Ministério Público Federal.

Denúncias

— Paulo Fernando Feijó Torres foi denunciado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

— Ricarte de Freitas e Armando Alves Júnior foram denunciados por formação de quadrilha, corrupção passiva e fraude em licitação.

— Edilberto Afonso de Moraes Júnior, Gilberto Nascimento da Silva, Vander Cesário Rosa e Antônio Teixeira de Souza foram denunciados por formação de quadrilha e corrupção passiva.

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2007

Comentários

Comentários de leitores: 2 comentários

8/08/2007 22:45 Marcelo Lima (Professor Universitário)
Armando não se alegre. Dentro de alguns dias p...
Armando não se alegre. Dentro de alguns dias poderá haver a determinação da extinção do processo, porque o MPF fez alguma investigação direta, porque apareceu alguma carta anônima, ou qualquer outro motivo que seja considerado um atentado aos direitos individuais...
8/08/2007 14:51 Armando do Prado (Professor)
Para não esquecer: VIVA A PF! VIVA O MPF!
Para não esquecer: VIVA A PF! VIVA O MPF!

A seção de comentários deste texto foi encerrada em 16/08/2007.