Defesa no exterior

AGU quer barrar contratação de escritórios para defender governo

“A contratação de escritórios de advocacia para representar a União fere a Constituição Federal.” A afirmação é do advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, ao tratar de um anteprojeto de lei que está dando o que falar entre os diplomatas. Tudo começou porque a Advocacia-Geral da União quer ter uma Procuradoria Internacional para atuar em processos de interesse do governo no exterior, inclusive na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O caso já foi até levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. A interpretação é a de que o Itamaraty fica impedido de contratar especialistas no exterior para defender os interesses do Brasil. Assim, perde força e a AGU ganha mais espaço no governo.

Com a criação da Procuradoria Internacional, o Itamaraty continuará coordenando os processos. Porém, não haverá mais a necessidade de contratação de escritórios para defender o governo no exterior. A defesa judicial será direta por integrantes da Advocacia-Geral da União. E é justamente esse ponto da proposta que está causando polêmicas.

A AGU deve começar a se preparar para cumprir a missão e, aos poucos, substituir as contratações de advogados particulares por parte do Itamaraty. O advogado-geral da União alega, que a contratação de escritórios de advocacia em foros estrangeiros é possível excepcionalmente, se não houver outra saída. E isso, argumenta ele, já ocorreu e trouxe altas despesas a União, por exemplo, na tentativa de trazer de volta ao país o dinheiro desviado na construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Maria Fernanda Erdelyi é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

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7/08/2007 22:24Habib Tamer Badião (Professor Universitário)Ao estudar direito optei em ter liberdade de de...
Ao estudar direito optei em ter liberdade de defender aqueles que me convenciam do exercicio do bom direito e recusei praticar defesa de bandidos. O Governo é caloteiro e truculento razões para nunca merecer minha defesa. Só colega maluca presta serviço para um governo mal pagador e desorganizado.
7/08/2007 12:06jcb (Advogado Associado a Escritório)A AGU como órgão é totalmente incompetentes par...
A AGU como órgão é totalmente incompetentes para defender interesses do Brasil. Como governo é órgão burcrático. Se os interesses nacionais ( diga-se repatriação de dinheiro desviado) fosse entregues a escritórios privads a possbilidade de recuperação seria maior. A AGU quer evitar que seus compatriotas de governo e aliados tenham de devolver o que desviaram para o exterior. Governo no Brasil em regra é burocrata e por burocrata que é, é imcompetente, ineficaz e nefasto na defesa do interesse publico. O CHEFE DE AGU, de origem petista, precisa explicar melhor a sua posição. Julio
7/08/2007 11:07Marlon A.T. Araújo (Advogado Autônomo)Espero que todos os comentários até aqui tenham...
Espero que todos os comentários até aqui tenham sido por pessoas que realmente conhecem a AGU, do que eu tenho sérias dúvidas, dada a impropriedade de alguns deles, senão de todos. O controle do país nos cabe, mas não podemos andar por aí proferindo bobagens sobre coisas que não entendemos. As súmulas da AGU têm um único objetivo: harmonizar a atuação judicial e extrajudicial do órgão e de outros órgãos da Administração com a jurisprudência dominante dos Tribunais, que se não me falha a memória é a instância onde civilizadamente hão de se resolver os conflitos de interesses entre quaisquer que sejam os sujeitos. As súmulas contribuem para a celeridade processual e prestam homenagem à corrente jurisprudencial dominante. Além disso, esquecem-se ou desconhecem os comentadores anteriores a mim, o quanto a AGU já economizou aos cofres que tanto se esmeram em defender. Há um sem-número de batalhas judiciais vencidas pela AGU e que restituíram ao erário público vultosas quantias. Então, não andem por aí a falar bobagens sobre temas que não dominam. A um comentário pífio e rídiculo deve-se preferir o cauteloso silêncio.