Herdeiros de Brecheret brigam pela obra do artista

2/05/2007 09:11thaislinhares (Outros)Com a licença dos colegas de posts, gostaria de...
Com a licença dos colegas de posts, gostaria de recomendar a leitura deste post colocado pelo artista Hiro em seu (excelente) blog: http://blog.hiro.art.br/2007/05/01/aprendendo-com-alex-ross/ E também a leitura dos seguintes: www.montalvomachado.com.br http://www.monicafuchs.com.br Abraços, Thais Linhares www.adler-books.com.br/thais
1/05/2007 19:09thaislinhares (Outros)Ninguém vive de fama, nem admiração enche barri...
Ninguém vive de fama, nem admiração enche barriga. Todo artista tem direito a participar do lucros auferidos a partir de sua arte, e de deixar sua obra, e exploração sobre a mesma para seus herdeiros. Essa "exploração " não é um privilégio, é um direito de fato, e se há interesse na obra, há de se pagar para dela usufruir. Esse "privilégio" tampouco é eterno, pois caduca quando a obra cai em domínio público. Sou artista, trabalho primeiro por compulsão, depois... por dinheiro!!! Afinal, não é possível se dedicar de fato a nada (nem a arte) sem poder pagar as contas. Produtores, marchands, editores... auferem lucros com a artes dos criadores. Por que todos acham que todos tem direito a lucrar, mas que o artista deve viver de brisa? Sacrificando a vida, o conforto e a família em "favor"da arte? Conheço artistas que agem assim... por absoluta falta de auto-estima. Um deles, um talento da deçada de 70, capista de Gil, Gal e Caetano, justamente por não saber administrar seu patrimônio autoral, acabou alcoolatra, vivendo às custas da esposa. Morre sem ter garantido sequer sua subsistência, e nada deixará para seu filho. A primeira lição que qualquer faculdade ou curso de artes deveria ensinar aos alunos deveria ser DIREITOS AUTORAIS, e elaboração de contratos. Os artistas citados pelo sr. Marciéri, não cobravam pouco porque "amavam"a arte. Pois se a amassem de fato,seriam os primeiros a compreender seu valor (artístico, cultiral e mercadológico). eles de deixavam explorar por pura ignorância de seus reais direitos e dinâmica do mercado. Com certeza seus trabalhos encheram os bolsos de vários "agenciadores". Por favor, nunca, mas nunca confundam, amor à arte com baixa-auto estima do artista. Picasso, Dali e Rodin viveram de suas artes, e bem. Camile Claudel é o exemplo do extremo oposto. Não soube administrar seus talento, acabou louca, miserável, internada em um asilo. Tempos difíceis sempre serãoo do artista ignorante de seus direitos. Thais Linhares - editora/ilustradora/escritora
1/05/2007 09:16Neli (Procurador do Município)Acho que os herdeiros não têm razão,uma vez que...
Acho que os herdeiros não têm razão,uma vez que quanto mais expostas as Obras,mais conhecido fica o Artista.Uma pena!
30/04/2007 16:19Carlos José Marciéri (Advogado Autárquico)No programa 'S. Paulo de Todos os Tempos' da Rá...
No programa 'S. Paulo de Todos os Tempos' da Rádio Eldorado, o apresentador Geraldo entrevistou vários discípulos do Brecheret, mostrando para nós que os artistas trabalhavam primeiro pensando em deixar suas obras imortalizadas e depois pensavam no dinheiro, sempre módicos, à época. E os governantes de outrora, v.g., Ademar de Barros, Laudo Natel, eram grandes conhecedores das artes em geral e procuravam prestigiar a todos - o artista contratado e o homenageado com a estátua, a pintura, o busto, etc. Hoje se vê briga dos herdeiros, governantes que nada conhecem ou quando contratam é com valores astronômicos e os trabalhos são tão insignificantes quanto os contratantes - vide a réplica à deriva da Caravela de Colombo.Tempos difíceis estes...até quando?

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