Jornalista é condenado por querer tirar índio de bandeira do time

22/04/2007 12:33pereira (Outros)Lanzini Pereira - A novela ainda não terminou. ...
Lanzini Pereira - A novela ainda não terminou. Resta-me uma apelação. Gostaria de dizer a todos os amigos que o "ex-Nedson Pereira", agora se chama Katielly. Quem ler o processo vai perceber facilmente que nunca tive a intenção de ofender os índios, mas, tão somente, defender a proposta de mudança do símbolo do time chapecoense. A iniciativa do processo pode ter partido de um Promotor preconceituoso que não vai como minha cara, porque sou transexual. E como a sentença foi expedida por uma Juíza, é possível que essa mulher também tenha preconceito contra nós, os gays. De qualquer forma, é um absurdo neste país, cercear a liberdade de expressão, quando a ultima trincheira capaz de destruir políticos, juizes, procuradores e desembargadores corruptos, ainda é a imprensa. Saibam que sou gay, com orgulho, e como jornalista, não posso pagar os 50 mil, nem 5 mil, nem 500 reais. Essa multa está no nível dos salários desses ilustres representantes do Ministério Público Federal, que ganham salários que lhes permitem imaginar grandes somas como represália judicial. São delírios de grandeza de uma justiça chique, que habita em palácios e mansões. Não consegui, na tramitação do processo convencer a Justiça Federal que o que está acontecendo aqui é um caso flagrante de preconceito contra os gays. Que se originou em um processo de calúnia na área criminal, do qual fui absolvida. Mas, em sua sanha desvairada, alimentados pelo ódio contra homossexuais, algum personagem da promotoria federal, que eu não conheço, aproveitou-se da oportunidade para continuar me perseguindo, o que me faz pensar na necessidade de uma campanha nacional contra esse tipo de gente. Já estive quatro vezes no Ratinho, já fui duas vezes candidata a deputada estadual. Eu construí a estátua do Ronaldinho Gaúcho que foi queimada em Chapecó. OU seja, até hoje, só sou vítima e não agressora. Tenho inclusive projetado uma escultura do famoso índio guerreiro chamado “Condá”, que só não foi executado por falta de recursos e interesse das autoridades. Ora, ao invés de me condenar por um comentário especulativo, momentâneo e apaixonado, onde é possível que a imagem do índio tenha sido arranhada, peço aos promotores federais que “me arrumem” 50 mil reais para que eu possa construir um monumento ao índio, que sempre foi minha intenção. E parem de me perseguir. Obrigada a todos que me ouviram. Katielly (ex-Nedson A. L. Pereira) .
22/04/2007 10:16amorim tupy (Engenheiro)Caros amigos. O jornalista tem todo direito de...
Caros amigos. O jornalista tem todo direito de pedir que mude o simbolo do time e coloquem uma figura que mais o represente ( represente ele = o jornalista) Uma galinha ou um porco e ou um veado Sou indio mas não sou galinha ,nem porco e muito menos veado.
20/04/2007 17:28Armando do Prado (Professor)Não meu caro Band, vivemos o início de tempos q...
Não meu caro Band, vivemos o início de tempos que os honestos podem dizer que são honestos sem passar por idiotas!
20/04/2007 13:22Band (Médico)vivemos os últimos dias da liberdade de pensame...
vivemos os últimos dias da liberdade de pensamento e de expresão!
20/04/2007 11:25ACUSO (Advogado Autônomo - Dano Moral)Não só alguns jornalistas, mas também a maioria...
Não só alguns jornalistas, mas também a maioria esmagadora da população sulista nutre um grande preconceito contra os indios (nativos da mesma região)e contra os nordestinos que para à região, migraram! É a face derrotista; arrogante e negativa da maioria dos paranaenses ; dos catarinenses e dos gauchos ! Nota zero para essa maioria !
20/04/2007 11:22Armando do Prado (Professor)Medida saneadora e necessária. Incrível que ain...
Medida saneadora e necessária. Incrível que ainda tenhamos gente (?!) pensando e verbalizando dessa maneira. Ao senhor Roland: um pouco de respeito aos verdadeiros donos dessa terra, não lhe diminuiria.
20/04/2007 10:13Marco (Estudante de Direito)O título da chamada do Consultor Jurídico: “Jor...
O título da chamada do Consultor Jurídico: “Jornalista é condenado por querer tirar índio de bandeira do time”. Contém, ou não a mesma matriz preconceituosa, que motivou o texto do jornalista. Afinal, este não foi condenado por querer "tirar" o índio da bandeira, e sim por que em seu texto teceu uma série de "conceitos" claramente racistas e discriminatórios. Mais o mais grave, é que tais "escorregões" são uma excelente oportunidade para os racistas de plantão verbalizarem seus demônios "pseudocientíficos" de superioridade branca-eurocentrica... Agora veja a pérola emitida pelo “advogado”:
20/04/2007 09:38Jaderbal (Advogado Autônomo)Dr. Roland, Se o que V. Sa. perpetrou não en...
Dr. Roland, Se o que V. Sa. perpetrou não encaixar exatamente no tipo penal previsto no art. 20 da LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989, eu não entendo mais nada de direito. Veja V. Sa: "Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa. § 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: Pena reclusão de dois a cinco anos e multa."
20/04/2007 00:23Roland Freisler (Advogado Autônomo)Um absurdo uma condenação dessa. O jornalista n...
Um absurdo uma condenação dessa. O jornalista não falou mais q uma verdade.Se derem os 50 mil na mãos dos índios, estes irião torrá-los em cachaça.

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