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7 abril 2007
À favor
Juíza dá liberdade a ex-agente da CIA acusado de terrorismo
Uma juíza dos Estados Unidos ordenou a liberdade mediante fiança do anticastrista Luis Posada Carriles, ex-agente da CIA, acusado por Cuba e Venezuela de atos terroristas, e determinou que ele permaneça em Miami até que seja levado a julgamento. “Estamos felizes porque a juíza Kathleen Cardone falou a favor de nosso cliente”, disse à agência Efe Felipe Millán, advogado do cubano, em El Paso, no Texas.
Apesar da decisão judicial, Posada Carriles continuará detido e será entregue às autoridades da Imigração pela ordem de deportação emitida por sua suposta entrada ilegal nos EUA.
Após a divulgação da decisão, a Procuradoria Federal solicitou a Cardone que mantenha o anticastrita detido pelo menos até o dia 13 de abril, para que o Governo determine se vai ou não recorrer da decisão.
“Os EUA precisam de tempo para considerar o adequado das condições (de liberdade) e se recorre da ordem deste tribunal”, disseram promotores em um documento apresentado à corte.
A defesa do cubano imediatamente respondeu pedindo que não outorgue ao Governo um prazo maior que o da próxima segunda-feira para que recorra da sentença perante o tribunal de Apelações de Nova Orleans na Louisiana, disse Millán. As informações são da agência Efe.
Os advogados de Posada Carriles afirmam que a urgência em obter sua libertação se deve à frágil saúde do acusado.
A decisão judicial sobre Cardone fixou uma fiança de US$ 250 mil, além de US$ 100 mil adicionais que garantem que o cubano, com nacionalidade venezuelana, volte ao tribunal para enfrentar o julgamento no dia 11 de maio, por suposta fraude e por mentir em sua solicitação de cidadania.
De acordo com a decisão, Posada Carriles deverá residir na casa de sua mulher em Miami 24 horas por dia, e só poderá sair para consultas médicas e para encontros com seu advogado sob prévia autorização do funcionário responsável pelo caso.
Também terá que usar um dispositivo eletrônico para que seus movimentos sejam supervisionados, e não poderá manter contato com nenhuma das pessoas envolvidas em seu caso.
Cardone emitiu a ordem depois de entender que Carriles não oferece risco de fuga nem é um perigo para a comunidade, como tinha afirmado o Governo dos EUA. "O tribunal acredita que a natureza e as circunstâncias do delito pesam a favor do acusado. Ele é acusado de sete crimes relacionados a falsas declarações, e não de delitos de violência ou de outros que diretamente comprometam a segurança da comunidade", explicou a juíza no documento.
Revista Consultor Jurídico, 7 de abril de 2007
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A decisão da juíza estadounidense inclui-se na ...
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