Editora é condenada por erros de português em livro

9/06/2007 16:21Neli (Procurador do Município)Ana: graças a deus apareceu mais uma pessoa par...
Ana: graças a deus apareceu mais uma pessoa para falar dos absurdos erros na obra de Paulo Coelho...qualquer criança com razoável conhecimento na matéria jamais erraria o que consta nos livros de PC...
9/06/2007 16:14Neli (Procurador do Município)Dias atrás,conversando com uma estagiária,desco...
Dias atrás,conversando com uma estagiária,descobrimos que em seu livro de Direito Civil há um erro crasso do próprio direito civil,depois o aluno em um exame erra e não pode ser chamado de apedeuta...Aqui atribuo falha ao próprio autor que deveria sempre fazer revisão minuciosa em sua obra.
11/04/2007 18:16Bira (Industrial)Impensável...lembro de certo livro de matemátic...
Impensável...lembro de certo livro de matemática aonde o autor afirmava que as retas paralelas se encontravam no infinito...sic
5/04/2007 10:29Ana Só (Outros)Entendo que um livro com um ÚNICO erro de portu...
Entendo que um livro com um ÚNICO erro de português é um livro COM DEFEITO. A extensão do dano é muito maior do que se supõe: as pessoas aprendem a escrever errado! E aí, algumas curiosidades: 1. Na Bienal do Livro em que foi lançado o Monte Cinco, de Paulo Coelho, eu estava também autografando (não importa aqui o que seja) e saí do meu stand para conhecer enfim o autor pessoalmente. Para isso, tive de aquirir o livro. Quando abri, caí de costas. Não vou entrar no mérito da obra em si, mas só dos erros que continha. Em cada página havia mais de 20 erros de todos os tipos! Eu via aquela fila de pessoas, eram mais de 600, e Paulo Coelho atendendo a todas com o maior sorriso. Chegou a minha vez, falei para ele que o livro estava REPLETO de erros e que ele deveria suspender a fila e fazer alguma coisa. Ele sorriu, muito delicado, e disse "que iria ver". E continuou autografando!!! Até hoje o livro está nas livrarias, tal como foi (apressadamente) editado, para dar tempo de entrar na Bienal e faturar. Comentários? Acho que nem precisa. 2. As editoras, ultimamente, quase não contratam mais revisores. Também o revisor que conhece bem português é uma raça em franca extinção. As editoras utilizam o próprio pessoal de escritório para revisar... e o resultado é catastrófico. Se todos os livros que contêm erros fossem tirados das livrarias, restariam uns 30% à venda, quando muito. 3. A nossa Constituição Federal, pelo que me lembro, tem uns 3 ou 4 erros (pontuação etc). Certa vez, comentei com o fato com dr. Alexandre de Moraes, na então Secretaria de Justiça em SP, e ele me disse que, para consertar esses mínimos erros seria preciso como que... proceder a uma nova Constituição, pois nada nela pode ser modificado. Até hoje não me conformo com isso... mas é um fato. 4. Para Caroline (jornlista): não é o caso de enriquecimento ilícito, e nem é o caso de enriquecimento sem causa (o termo correto), pois existe uma causa. Um livro não deve ter erros de português. Aliás, se todos que comprassem um livro com erros o devolvessem, essa situação já teria melhorado. 5. Muitos erros são importados, no momento da tradução. Inclusive coisas como uma vírgula antes do "e", que em inglês é regra e em português é errado (e com razão). Ou "que refere-se a", pode parecer mais chique mas é errado, pois o "que" atrai o se, então é: "que se refere a". 6. Muitas editoras (principalmente as grandes) têm um contato precário com o autor e não submetem a ele o livro depois de digitado ou "revisado". O autor põe as mãos na cabeça quando vê o livro pronto e com defeitos, isso para o autor que escreveu corretamente sua obra. 7. Minha experiência como tradutora também me mostrou que o livro, depois de "revisado", contém mais erros do que os originais que eu enviei à editora, mas também nesse caso as editoras quase nunca contatam o tradutor, e não põem revisor e tradutor em contato. O tradutor só tem acesso ao seu trabalho depois que o livro está pronto, e aí não há mais o que fazer. O erro fica como se fosse do tradutor. Isso é muito frequente. 8. Felizmente, com os livros que escrevi não tive problemas, pois o contato com as editoras foi muito bom. Estou lançando um livro pela Russel Editores, em Campinas, "Assédio Moral - Um Manual de Sobrevivência". Se houver algum erro, não poderei culpar a Russell, pois eles são ótimos nesse sentido, deixam que o autor participe do livro até o final, inclusive capa, e aceitam o que o autor tem a dizer. Inclusive orientam o autor com uma paciência e uma disposição que até hoje eu não vi igual. Se tiver algum erro (e isso não é impossível) de distração, terá sido mais "mea culpa". O livro sai no fim de abril. Um livro deve ser revisado no mínimo 5 vezes, ainda assim sujeito a distrações. Não é uma redação... é um trabalho muito maior. O nosso idioma merece mais carinho do que vem tendo agora. A professora tem razão.
4/04/2007 12:56maria luísa (Advogado Autônomo)1. O professor está repleto de razão. 2. A ind...
1. O professor está repleto de razão. 2. A indenização é irrisória, levando-se em conta o dano que pode causar a sua imagem. 3. Nossa língua,infelizmente, não é levada a sério, não é respeitada. Maria Luísa
3/04/2007 22:54Leopoldo Luz (Advogado Autônomo - Civil)Sr. Carone: o professor é autor do livro! O dan...
Sr. Carone: o professor é autor do livro! O dano material decorre da perda de faturamento e o moral, da lesão à imagem.
3/04/2007 20:58Guilherme G. Pícolo (Advogado Autônomo - Civil)Retirar o livro do mercado é legítimo para resg...
Retirar o livro do mercado é legítimo para resguardar o interesse público. Quanto à indenização ao tal professor, para mim não passa de enriquecimento ilícito legitimado. Qual é o dano? O professor não é capaz de refutar o livro se considera inadequado? Quanto é o seu salário? Por essas e outras, o Brasil vai seguindo o exemplo dos EUA nas indenizações desproporcionais. Tanto que já tem muito espertalhão vivendo de indenizações dos JECS a pretexto de consumidor lesado moralmente pelas coisas mais banais do mundo. Banalizaram o dano moral. Cuidado ao olhar torto com alguém do outro lado da rua...
3/04/2007 17:23Embira (Advogado Autônomo - Civil)Curioso, no governo FHC o Ministério da Educaçã...
Curioso, no governo FHC o Ministério da Educação mandou editar a coleção “Letras do Brasil”, que pretendia buscar em 400 anos de produção literária os nomes mais representativos das letras do país. Eram textos integrais, com adendo crítico e pequena biografia do autor. A Editora escolhida foi a Edelbra, também gaúcha, de Erechim. Os livros eram destinados a apoio didático para o 1º e 2º graus e vestibular. Depois de distribuídos pelo governo, constatou-se que continham muitos erros de português. Acho que não foram recolhidos, mas, descartados pelas escolas, porque ainda são encontráveis nos sebos da cidade de São Paulo.

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