OAB cobra de Lula solução para caos do sistema aéreo

4/04/2007 08:59Band (Médico)Douglas Você não sabe nem minimamente como f...
Douglas Você não sabe nem minimamente como funcionam as forças armadas. E pior, não sabe nem o nosso ordenamento jurídico! Como pode funcionar um ministério que o ministro não sabe de nada, não é dado bola pelo Presidente, e que a única função é barrar as demandas dos militares em todas as questões de remuneração, modernização e gastos com equipamentos e treinamentos. Na era FHC até mesmo um ministro da defesa tinha um escritório especializado em defender traficantes de drogas, o que custou a queda do ministro da Aeronáutica da época. O país que corta a mais de duas décadas anualmente os orçamentos e vencimentos dos militares não podia recolher outro resultado. Um presidente que negocia e desnegocia com sargentos desautorizando seus ministros da defesa e ministros militares não tem capacidade de saber o que é certo, errado e qual a linha de autoridade a seguir. Presidentes não são eleitos para desestabilizar o país fazendo estultices e premiando, como lembra MARIA HELENA GONSALES FERRO de que os mesmo tiveram parte de culpa no acidente, e não foram as vítimas do mesmo ao deixarem o jato em rota de colisão! O transponder APENAS serviria para corrigir a cagada que o controle de Manaus fez. Presidente não negociam o descumprimento das leis e a criação de vantagens pecuniárias para uns sem reconhecer o trabalho dos outros. Mais arriscado e estressante são os trabalhos dos nossos oficiais e sargentos do armamento, da artilharia, que podem voar pelos ares a qualquer hora. E para eles o nosso ministro da defesa e o nosso presidente não dão a mínima bola! Apenas presidentes anedódicos fazem as vezes de ministros da defesa completamente desnecessário para o país e inepto total para qualquer função além de receber o contracheque!
3/04/2007 20:28Helena Fausta (Bacharel - Civil)Se a OAB manda, acho bom o Lula obedecer...
Se a OAB manda, acho bom o Lula obedecer...
3/04/2007 20:27Helena Fausta (Bacharel - Civil)Sem contar ainda, que todas as pessoas que morr...
Sem contar ainda, que todas as pessoas que morreram no voo da Gol, é culpa dos controladores.. Esse Brasil ta ficando sério demais...
3/04/2007 11:14Dr. Douglas (Advogado Autônomo - Trabalhista) A suposta greve dos Praças da Força Aérea B...
A suposta greve dos Praças da Força Aérea Brasileira trouxe para as rodas de discussão em todo país este assunto: O que está acontecendo com as Forças Armadas? Devido à gravidade do assunto, que já causou direta ou indiretamente vários atrasos nos vôos da nação. Esses Praças conseguiram chamar a atenção da grande mídia para os problemas que enfrentam em seu dia-a-dia. Não bastassem os equipamentos obsoletos, a falta de investimento em qualificação profissional e os baixos salários, ainda têm que enfrentar “superiores”, que, na maioria das vezes, não possuem um conhecimento prático do trabalho executado. O ambiente castrense por si só já é um terreno fértil para o surgimento do assédio moral, agora, somemos isso com um trabalho estressante. Onde superiores insensíveis os consideram como máquinas, trabalhando por horas além do máximo trabalhado pelos civis e, por isto, não recebendo nada em troca. Vale lembrar que os civis que desempenham as mesmas funções ganham bem mais por seu trabalho, ou seja, são mais valorizados. O descontentamento desses profissionais até que demorou pra vir à tona. Não veio antes justamente por serem militares. O fato ocorrido no último final de semana não foi um motim, mas sim, um pedido de respeito. O Comando quer punições, o Ministério Público Militar diz que crimes foram cometidos, o Ministro Celso de Melo diz que princípios foram desrespeitados. Na verdade, o descaso e o desrespeito foram os responsáveis pelo caos que se instala. Descaso e desrespeito que parte do próprio Comando Militar – não só a pessoa, como também a lei. Qual Praça mais antigo que não lembra do aumento de 28%, que foi aprovado para todos através de uma Medida Provisória do Governo FHC, mas que foi modificada por um Portaria Ministerial dando aumentos diferenciados para cada posto e graduação e até diminuição de vencimentos para os Soldados. O que me dizem da GCET. O que o Comando teria a dizer, também, sobre o Concurso Público de Especialização de Soldados, onde milhares de jovens foram enganados pela Força Aérea Brasileira com uma falsa promessa de carreira, que nunca se concretizou. Qual o motivo de manterem concursos internos em claro desrespeito à regra do concurso público, haja vista, este não ter nenhuma relação com o Serviço Militar Obrigatório. É o momento das Forças Armadas, finalmente, se curvarem aos mandamentos constitucionais. Pois é dela que emana a vontade do Povo. Portanto, os oficiais não devem continuar com o pensamento de “Superiores”.
3/04/2007 10:14Band (Médico)Se sargentos não precisam acatar as ordens dos ...
Se sargentos não precisam acatar as ordens dos oficiais, do Ministro da Aeronáutica, do Ministro da Defesa, do Presidente da República, por que generais devem respeitar a autoridade máxima do país que promove a anarquia e a indisciplina prevaricando e não deixando cumprir as leis? Ou o respeito as autoridade é cultivada, ou a ninguém é necessário respeitar!
3/04/2007 09:57Hwidger Lourenço (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)Caro Embira. Aparentemente, a crise se agrava...
Caro Embira. Aparentemente, a crise se agrava, diante da fraqueza do presidente (com "p" minúsculo mesmo....) Transcrevo, como recebi, nota do Clube de Aeronáutica. Chequei e a nota está disponível no site do Clube. Serve como contraponto à nota da sempre pelega da "Carta Capital" Apagão Aéreo Nota do Clube de Aeronáutica IMPUNIDADE – “APAGÃO” INSTITUCIONAL. O Clube de Aeronáutica vem a público para denunciar o ostensivo e arbitrário descumprimento, pelo Governo Federal, da Constituição do País e de outros diplomas legais, e exigir que sejam adotadas imediatas providências corretivas, dentro de 72 horas. Entre estas, a imediata reconsideração da decisão de “desmilitarizar” o controle do tráfego aéreo e a restituição ao Comando da Aeronáutica da autoridade para administrar o problema militar surgido, com o envolvimento de seus subordinados. A não se concretizarem tais providências, o Clube de Aeronáutica, como associação de âmbito nacional e de acordo com suas competências estatutárias, dará entrada, no Supremo Tribunal Federal, a uma ação direta de inconstitucionalidade e denúncia de crime de responsabilidade contra a pessoa do Presidente da República, Sr. Luiz Ignácio Lula da Silva. Constituição Federal de 1988 Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. Mais uma vez, o Governo Central demonstra fraqueza (ou cumplicidade) em suas posições, ao apoiar a baderna e a desordem, e ignorar a Lei. Ao impedir a punição dos controladores de vôo, militares amotinados, o Presidente da República descumpriu, deliberadamente, a Constituição, sendo passível de ter incorrido em “crime de responsabilidade” Art. 85, da CF de 1988 e Art. 4º da Lei nº. 1.079, de 1950 São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal (...) Pena: Perda do cargo e inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública (Art. 2º da Lei nº. 1.079 de 1950). O manifesto de insubordinação lançado pelos controladores de vôo militares é uma preciosidade de cinismo, até porque seu ridículo jejum não durou mais do que algumas horas. Tal absurdo ato se constituiu no clímax de um processo de uso da figura dos militares como “inocentes úteis” para o alcance dos objetivos políticos de uma minoria de arruaceiros. Ao se declararem amotinados, os militares afrontaram os seguintes diplomas legais, entre outros: Código Penal Militar – Dec.-Lei nº. 1.001 de 1969 Art. 163. Recusar obedecer a ordem do superior sobre assunto ou matéria de serviço, ou relativamente a dever imposto em lei, regulamento ou instrução. (Em tempo de guerra – Pena de morte). Art. 195. Abandonar, sem ordem superior, o posto ou lugar de serviço que lhe tenha sido designado, ou o serviço que lhe cumpria, antes de terminá-lo. (Em tempo de guerra – Pena de morte). Art. 196. Deixar o militar de desempenhar a missão que lhe foi confiada. Art. 301. Desobedecer a ordem legal de autoridade militar. Art. 319. Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra expressa disposição de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Estatuto dos militares – Lei nº. 6.880 de 1980 Art. 14. A hierarquia e a disciplina são a base institucional das Forças Armadas. (...) Art. 31. Os deveres militares emanam de um conjunto de vínculos racionais, bem como morais, que ligam o militar à Pátria e ao seu serviço, e compreendem, essencialmente: ............................................... IV - a disciplina e o respeito à hierarquia; ............................................... Art. 32. Todo cidadão, após ingressar em uma das Forças Armadas mediante incorporação, matrícula ou nomeação, prestará compromisso de honra, no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres militares e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los. Abre-se, assim, mais uma vez, um perigoso precedente, com os militares amotinados, nesse episódio. A atitude frágil e parcial que o governo adotou – desde os primeiros momentos dessa crise na Aviação brasileira, iniciada por uma greve dissimulada (operação padrão) – em posição dúbia, mas tendente ao apoio explicito aos grevistas, deu-lhes força e estímulo para prosseguirem no seu movimento. Os Comandantes Militares foram, com isso, desautorizados e enfraquecidos. Esses lamentáveis acontecimentos, nos quais o interesse da sociedade foi, sempre, deixado para o último lugar, tiveram origens diversas: Primeiramente, pelo desespero dos controladores envolvidos na responsabilidade pela morte de 154 pessoas, os quais, orientados por seus advogados, procuraram transferir sua culpa para eventuais deficiências do sistema, que eventualmente existiram, por falta de apoio financeiro do governo federal, mas que nunca impediram seu funcionamento satisfatório. Em segundo lugar, pelo interesse político do grupo estratégico do governo, que buscaria garantir o seu continuísmo no poder, por quaisquer meios, e que, por isso, trabalharia para enfraquecer os militares, retirando do seu controle, toda atividade que lhes possa conferir um pouco de força. A se confirmarem, portanto, as notícias de flagrante insubordinação militar praticada pelos controladores de vôo, o Povo Brasileiro não poderá mais continuar a silenciar-se e terá de se pronunciar, coletivamente, para exigir do Presidente da República as devidas providências legais, custe o que custar. Nota: Dependendo das providências corretivas a serem praticadas pelo Governo Federal, o Clube de Aeronáutica exorta a todos os oficiais da Aeronáutica e das demais Forças Singulares, ativos e inativos, da mesma forma que a todos os civis que se preocupem com a integridade das suas Forças Armadas e da sua Pátria, ameaçadas por instâncias do próprio Governo Federal, para se reunirem em Assembléia Permanente, em vigília cívica, nas instalações do Clube de Aeronáutica, na Praça. Marechal. Âncora, nº. 15 – Centro – Rio de Janeiro. O apoio a este movimento poderá ser manifestado por meio do endereço eletrônico presidente@caer.org.br ou pelo telefone 2220-8741, das 9 às 17 horas, de terça a sexta-feira. Rio de Janeiro – 31 de março de 2007. Ten.-Brig.-do-Ar Ivan Frota Presidente do Clube de Aeronáutica
3/04/2007 08:40Embira (Advogado Autônomo - Civil)Hwidger, obrigado pelo esclarecimento. Gostaria...
Hwidger, obrigado pelo esclarecimento. Gostaria de dizer, agora, ao professor Prado, que a entrevista transcrita restaura a verdade histórica. Ao contrário do que diz o Estadão, Jango não incitou os sargentos a desrespeitarem a hierarquia – já havia, na ocasião, uma insurreição geral dos militares contra Jango. Nas vésperas da revolução de abril/64, compareci a uma palestra no Centro do Professorado Paulista, na Avenida Liberdade. A palestra tinha o intuito de mobilizar a população contra o golpe que sabíamos iminente. Os palestrantes eram: Almino Afonso, Paulo de Tarso e, pasmem, Leonel Brizola e José Serra. A polícia marítima, munida de enormes cassetetes de madeira, prensou a platéia contra a parede do centro. José Serra subiu no teto de uma Kombi e, com um megafone na mão, começou a discursar. Não havia clima para palestra e, sim, um ambiente de repressão descontrolada. Nunca fui filiado a nenhum partido político, mas, gostava de comparecer a palestras e cursos de formação política. Nesses dias que antecederam ao golpe, passei no Comitê Municipal do PCB, no parque D. Pedro. Ali funcionava, também, um escritório de advocacia, não sei se de Luciano Lepera ou Rio Branco Paranhos. O local era bem movimentado, mas, naquele dia só havia dois funcionários ouvindo rádio. Um orador inflamado, com certeza um sargento, fazia um discurso contra o golpe iminente. Os funcionários da casa disseram-me, mais ou menos, isto: se manda garoto, que o bicho vai pegar. Os jornalistas que hoje comparam a atitude de Lula com a de Jango em 64 denotam uma incrível falta de informação. Quando dizem que Lula, apaziguando a rebelião dos controladores de vôo, causou a ruptura da hierarquia militar, idem. No governo JK houve duas rebeliões na FAB: em 19/02/56 em Jacareacanga, Pará, e em 03/12/59, em Aragarças, Goiás. JK negociou com os amotinados, anistiou a todos, serenou os ânimos e continuou tranqüilamente a governar. Na época, como o PT não estava no poder, é claro que a mídia não disse que houve quebra da hierarquia militar.
2/04/2007 23:09Hwidger Lourenço (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)Caríssimo Embira, Bom, claro que a imprensa ex...
Caríssimo Embira, Bom, claro que a imprensa explora, afinal, é necessário vender jornais, anuncios, etc. Nesse ponto concordo com você. Mas não dá para dizer que o problema não está ocorrendo, e já há bastante tempo, sem que o governo mostre qualquer ação no sentido de solucioná-lo. Espera-se o pior, para dai criarem-se "gabinetes de crise". Não é melhor evitar que problemas ocorram? Os sinais de tempestade nesse setor estão à tempos no ar, e mais uma vez o governo quedou-se inerte. Vem daí minha indignação, caro Embira. Por que esperar que o pior aconteça? Como permitir que 200 militares coloquem uma nação de joelhos, fato que inclusive, ao menos indiretamente, causou a morte de um cidadão? Quanto a participação sempre pequena do "professor", bem, tem gente que acredita piamente que qualquer pessoa que se oponha ao ideário que ele professa através do "Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano" é imediatamente taxado de "Fascista"....É uma honra ser taxado de fascista por gente como este senhor...... Lembra-me os embates com alguns tolos colegas cooptados pela União da Juventude Socialista....Quanto a revolução que "vocês" supostamente fizeram, professor, quanto foi cobrado depois do Povo Brasileiro por isso, através de "pensões" e "indenizações"? Perguntinha: Seus colegas de revolução são esses que agora metem a mão no jarro, e perdem (ao menos oficialmente) cargos de Ministro de Estado por isso? Que idealizaram o mensalão? Que tentaram criar um Conselho e Jornalismo para amordaçar a imprensa (enquanto defendo o direito à "livre manifestação. No mínimo risível...)? Que abafam investigações e CPIs? Que aparelharam o Estado, gerando crises como a vivida esta semana? Que se põe de joelhos diante de perfeitos idiotas como Chaves e Evo? Começo a imaginar o porque da atual situação......Todos queriam, na verdade, é "uma boa colocação", como diziam Alvarenga e Ranchinho, numa cômica marchinha sobre Prestes.....
2/04/2007 23:07Armando do Prado (Professor)02/04/2007 13:58h “QUEM MANDA NA AERONÁUTICA É...
02/04/2007 13:58h “QUEM MANDA NA AERONÁUTICA É O PRESIDENTE DA REPÚBLICA” O diretor-adjuto da revista Carta Capital e roteirista do filme “quando, como e por que se depõe o presidente – sobre o golpe de 64”, Mauricio Dias, lembrou em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta segunda-feira, dia 02, que, segundo a Constituição, o Presidente da República é o chefe supremo das Forças Armadas (clique aqui para ouvir). Dias disse que o poder civil se sobrepôs ao poder militar quando o Presidente Lula mandou revogar a decisão do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, de prender os controladores de vôo que movilizaram uma greve. “[Lula] mandou revogar essa decisão com a autoridade de chefe do comandante da aeronáutica”, disse Mauricio Dias. Mauricio Dias disse que a comparação feita pelos jornais entre episódio e a quebra da hierarquia militar no automóvel Clube, em 1964, que precedeu a queda do então presidente João Goulart "é uma forçação de barra absoluta” . “É uma tentativa de atiçar lenha na fogueira”, disse Dias. O diretor-adjunto da Carta Capital lembrou que no governo Lula, “pela primeira vez, o nome do ministro da Defesa não foi anunciado simultaneamente aos nomes dos comandantes militares”. O presidente Lula confirmou primeiro o nome do ministro Waldir Pires na Defesa e só depois anunciou os novos comandantes militares. O presidente Lula tirou o controle de tráfego aéreo do comando militar e o entregou para o poder civil. Leia a íntegra da entrevista com o jornalista Maurício Dias, da Carta Capital. Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com o jornalista Mauricio Dias, diretor-adjunto da revista Carta Capital, e roteirista do filme “quando, como e por que se depõe o presidente – sobre o golpe de 64”, dirigido por Silvio Tendler. Mauricio, tudo bem? Mauricio Dias – Tudo bem, Paulo? Paulo Henrique Amorim – Mauricio, nós estávamos conversando hoje, e por isso achamos que seria uma boa idéia fazer essa entrevista, sobre os equívocos que estão sendo cometidos pela imprensa ao fazer ligações entre a situação hoje dos controladores de vôo e aquele caos que precedeu a queda do Presidente João Goulart. Qual é a sua posição sobre isso? Mauricio Dias – Olha, primeiro, Paulo, evidentemente que, mais do que o registro que está sendo feito, a tentativa de aproximar um episódio do outro é uma “forçação de barra” absoluta na tentativa de atiçar lenha da fogueira. O que a gente tinha que pensar é que o fato de os controladores de vôo, a grande maioria militares... e o mundo se move por pressão, como eles nunca puderam se manifestar, é preciso ver a situação dessa categoria. É claro que a greve foi uma coisa danosa e intempestiva e o Presidente, então, agiu com a qualidade de comandante supremo das Forças Armadas. As pessoas não podem esquecer isso, ele é o chefe das Forças Armadas. E ele... o comandante militar, o comandante da Aeronáutica, toma uma decisão de reagir, mandando prender os controladores, e ele mandou revogar essa decisão com a autoridade de chefe do comandante da Aeronáutica. Então, estão falando de quebra de hierarquia... Há nos jornais, inclusive, uma lembrança da homenagem que os sargentos, em 1964, fizeram ao Presidente João Goulart. Ninguém se lembra... Paulo Henrique Amorim – Você se refere aos sargentos ou aos marinheiros? Mauricio Dias – Não, são os sargentos. No Clube do Automóvel... Paulo Henrique Amorim – Automóvel Clube, Automóvel Clube. Mauricio Dias – Automóvel Clube, exatamente. Automóvel Clube, lá na rua do Passeio, na Lapa. Paulo Henrique Amorim – Isso. Mauricio Dias – Então, fizeram uma homenagem ao Presidente da República. Sargentos, fizeram uma homenagem ao comandante supremo das Forças Armadas. É claro que havia um contexto de grande agitação política naquele momento. Mas não se pode esquecer que simultaneamente naquele momento, os generais estavam conspirando contra o Presidente da República. Quem estava errado? Os sargentos ou os generais? Então, as pessoas, evidentemente, estão fazendo uma interpretação absolutamente equivocada. O Presidente tomou uma decisão e tomou uma decisão também simultânea: vai tirar do controle militar, tirar do comando militar, o serviço de controle de vôo e entregar ao poder civil. Acho que nessas, me parece que em toda essa movimentação há, não uma rebeldia, não uma tentativa de resistência, não vejo assim. Mas, evidentemente, há um mal estar entre os militares quando o poder civil se impõe e isso foi feito pelo Presidente Lula. Paulo Henrique Amorim – Que é exatamente a versão que dá um articulista do jornal Clarín, da Argentina, hoje, que nenhum jornal brasileiro deu. Foi uma vitória do poder civil sobre o poder militar. Mauricio Dias – Exatamente. Não acho, quer dizer, não percebo nenhuma, embora os jornais da imprensa fiquem cavoucando esse caminho, abrindo esse caminho, eu não vejo. Além de tudo, há uma incrível coincidência: a presença do Ministro Waldir Pires no comando disso. É o superior hierárquico imediato aos comandantes militares. Ele está, pela primeira vez, fazendo existir de fato o Ministério da Defesa, que era um Ministério anêmico. Mesmo com o vice-presidente José Alencar, ele se reservava apenas a participar, fazer a misancene do poder, o ritual do poder. Tomar o controle mesmo e definir, haja vista nessa última troca de comandantes, o Presidente Lula anunciou primeiro o nome do Ministro Waldir Pires, como Ministro da Defesa. Em seguida o Ministro Waldir Pires – poucos devem ter prestado atenção nisso – anunciou o nome dos comandantes militares. Estabeleceu aí uma hierarquia clara. Pela primeira vez isso ocorreu, pela primeira vez o nome do Ministro da Defesa não foi anunciado simultaneamente aos nomes dos comandantes militares. Paulo Henrique Amorim – Quer dizer que quem manda no comandante da Aeronáutica é o Presidente da República? Mauricio Dias – E numa segunda instância até. Porque você tem primeiro, pela cadeia hierárquica, o Ministro da Defesa. E depois o Presidente, que é comandante supremo das Forças Armadas, segundo estabelece a Constituição. Paulo Henrique Amorim – Está certo. Mauricio, obrigado. Mauricio Dias – Muito obrigado. Um abraço, Paulo. Em tempo: Das atribuições do Presidente da República, Art 84 da Constituição, XIII – “Exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, promover seus oficiais generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos”.
2/04/2007 22:14Armando do Prado (Professor)Andou bem o presidente Lula ao evitar a solução...
Andou bem o presidente Lula ao evitar a solução boçal dos fascistas: prisão. Ganhar 2 mil reais com nível de tensão monstruoso e debaixo de ordens de oficiais medíocres é demais. A constituição garante a livre manifestação, assim como o direito à vida e a dignidade da pessoa humana (que plenasmo!). Os insatisfeitos que façam uma revolução e convoquem uma constituinte. Nós fizemos isso nos anos 60 e 70. E é bom para a Terra de Vera Cruz. Aliás, se não agrada à elite predadora, deve, por exclusão, ser bom para o povo.
2/04/2007 20:02Embira (Advogado Autônomo - Civil)Hwidger, não sei se fui bem claro, mas vou proc...
Hwidger, não sei se fui bem claro, mas vou procurar ser. Não disse que a imprensa é culpada pela crise dos aeroportos, mas, sem dúvida ela tira todo proveito da crise: político e comercial. Dá suas agulhadas no governo, já que elite não gosta de PT, você bem sabe disso, ao mesmo tempo em que incrementa a venda de jornais e revistas e os índices de audiência da TV. Na CPI do mensalão, os sites políticos ficavam até congestionados. O UOL nunca havia recebido tantas “clicadas” antes. Há outras categorias que se beneficiam com a crise e com as CPIs, vou ser claro: até advogados acabam faturando mais, defendendo os depoentes na CPI e no subseqüente processo judicial. Os políticos aumentam sua popularidade ao aparecerem mais na mídia, o que lhes facilita a reeleição. Veja bem, então: não falei que a mídia é culpada pela crise dos aeroportos, mas, reafirmo que ela tira proveito dessa crise.
2/04/2007 15:20Hwidger Lourenço (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)Caro Luis, Bom, exerci minha cidadania ao NÃO ...
Caro Luis, Bom, exerci minha cidadania ao NÃO VOTAR nesse governo incompetente. Mas considerar a imprensa culpada é um pouco demais, não acha? Quanto às minhas idéias, os impostos que pago já não são suficiente para que o governo faça esse trabalhos? Se economizarem no mensalão, dá até para investir um pouco mais no setor, não? Mas vamos lá: Para começo de conversa, o (des) governo ptista jamais deveria ter permitido que militares agissem da forma que agiram, sem responder com a IMEDIATA prisão dos amotinados. Qual a resposta dada por esse governo fraco: "Façam o que quiserem: 200 militares revoltados dobram os joelhos de todo um país". Depois, cabe ao seu governo explicar por que dos mais de 500 milhoes previstos para esse ano em investimentos na área, só 6 milhões foram liberados. Em um ponto os controladores tem razão: existem outras deficiências, o que ficou mais que provado em diversos acidentes: na queda da aeronave da GOL, no acidente que matou o Deputado Martinez aqui no Paraná....Falta cobertura-radar e de comunicações. O pior é que ampliar tal estrutura não custa rios de dinheiro. Basta vontade (e capacidade) para fazê-lo. Aliás, o acidente da GOL serviu para confirmar a opinião de muita gente que mesmo o SIVAM tem graves defifiências. Não acreditava quando amigos que residem na região da amazônia afirmava que abaixo de 300 metros por lá é zona cega ao radar. Mas o acidente da Gol demonstrou que mesmo à mais de 30.000´ o cobertura é precária, e que mesmo um Cindacta não consegue acionar outro para evitar um acidente.... Agora, jogar a culpa na imprensa é demais, não?....bem tipico do des(governo PTista..... Quem sabe quando o governo enfim conseguir amordaçar a impresna, todos os problemas se resolvam em um passe de mágica, como na Venezuela, em Cuba, na Bolívia.....
2/04/2007 15:20luis (Outros)Embira, o caminho por vc sugerido também entend...
Embira, o caminho por vc sugerido também entendo que seja o mais adequado (desmilitarização). Toda crise é fruto de um processo e não ocorre "de repente", como já comentei antes. Só nos resta, sem absolver ninguém (neste este Governo nem os anteriores), paciência e compreensão. Ter chiliques nos aeroportos, quebrando tudo, agredindo pessoas, e culpando as autoridades e funcionários do aeroporto, em nada vai contribuir para a solução do impasse. Tais atitudes não são legítimas, podendo até configurar o crime de exercício arbitrário das p'róprias razões. Não é por aí.
2/04/2007 14:43Embira (Advogado Autônomo - Civil)Luis, gostei de sua idéia de colher sugestões p...
Luis, gostei de sua idéia de colher sugestões para a solução da crise aérea. Selecionei, no Aurélio, alguns dos significados da palavra crise: “Manifestação violenta e repentina de ruptura de equilíbrio”; “Fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos, das idéias; “Situação grave em que os acontecimentos da vida social, rompendo padrões tradicionais, perturbam a organização de alguns ou de todos os grupos integrados na sociedade”. A crise é, portanto, basicamente, uma ruptura de equilíbrio, um rompimento com os padrões tradicionais. Por isso gera incerteza e ansiedade. Por isso tem, também, o grande mérito de induzir a mudanças, a melhorias do sistema. Uma delas deverá ser a desmilitarização do controle de vôo. Em poucos países esse controle é feito por militares. Com a desmilitarização, poderemos firmar convênios com organizações internacionais que dão assessoria e colaboração nessa área. Outra mudança importante poderá ser a privatização dos aeroportos. No Brasil têm sido construídos e mantidos muitos aeroportos por motivos políticos e não técnicos. Com a privatização ocorrerá o que já vimos com relação às ferrovias – a parte deficitária será desativada, porque nem as companhias aéreas, nem o contribuinte, irá querer mantê-la. Vou parar o rol de sugestões por aqui, mesmo porque faço parte daquele grupo de eleitores do Lula que sequer anda de avião. Estou falando, apenas, o que ouvi dizer. Vá em frente em sua pesquisa e boa sorte.
2/04/2007 14:04luis (Outros)Hwidger, acho que vc já achou os culpados, não...
Hwidger, acho que vc já achou os culpados, não é? De qualquer forma, qual é a sua sugestão? Por favor, utilize sua cidadania e ajude este governo incompetente com suas idéias! Obs: só para constar, quem reelegeu o atual Presidente, em sua maioria absoluta, não anda de avião.
2/04/2007 12:35Hwidger Lourenço (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)Ops...incompetente, não imcompetente....
Ops...incompetente, não imcompetente....
2/04/2007 12:35Hwidger Lourenço (Advogado Sócio de Escritório - Eleitoral)É, a culpa é da imprensa......verdade, como não...
É, a culpa é da imprensa......verdade, como não percebemos isso. É a imprensa que represa verbas da dotação orçamentária para o setor....É a imprensa que solta cachorro na pista para ter notícias....a culpa é da imprensa...ela é que faz chover e fecha a pista de um aeroporto cujas reformas estão sendo denunciadas das mais diversas formas....Não, a culpa é da imprensa, e não de um governo incompetente por natureza, infestado de apadrinhados que não tem a capacidade para solucionar os problemas que se apresentam, o de prevení-los....Verdade, a culpa é da imprensa que reelegeu Lula, que luta com todas as forças para barrar CPIs, mas que fez sua carreira política pedindo CPI para tudo e todos.....Verdade, a culpa é da imprensa se os amotinados não foram imediatamente presos, como convém à disciplina militar. Realmente, a culpa é da imprensa que noticia os problemas, e não de um governo fraco e imcompetente....
2/04/2007 10:54luis (Outros)Caro Embira, ótimo seus comentários a respeito...
Caro Embira, ótimo seus comentários a respeito da imprensa. Agora até insetos na pista são motivos para parar o pouso e decolagens, segundo a imprensa. De qualquer forma, nem vc nem o advogado Alexandre deram sugestões de solução imediata. Se o problema é tão grande, quanto a mídia proclama, gostaria de saber por que tão poucas sugestões neste site frequentado por centenas, senão milhares, de brasileiros? Realmente, a questão não é somente politica, não cabendo atribuir culpa exclusiva a este governo pelo que está acontecendo. De qualquer maneira, acho que ser Ministro da Defesa é trabalhar num dos cargos mais difíceis, não só no Brasil, como em qualquer outro país, dado a natureza de seus "subordinados". Continuamos (todos os brasileiros e as autoridades) aguardando sugestões de natureza técnica, jurídica e política, capaz de cessar, instantaneamente, a crise estabelecida.
2/04/2007 10:41Alexandre Cadeu Bernardes (Advogado Sócio de Escritório)A questão em si já não é mais meramente polític...
A questão em si já não é mais meramente política; Pois a complexidade da causa, - além de ultrapassar os limites de segurança do vôo -, agora já começa a descambar para a insubordinação de militares (ou será que os controladores assim deixaram de ser de uma hora para outra?), que passa pela contra-ordem de ministros civís às ordens de comando da aeronautica e vai bater na própria segurança do Estado Brasileiro (desgovernado neste momento). A questão é séria e precisa ser resolvida com energia e sabedoria (o que falta a muito de nossos políticos, inclusive ao Senhor Presidente da República), não se podendo permitir que a soberania nacional fique a mercê de sindicatos de categorias, que sequer a Constituição Nacional permitiria se cogitar (Ora, greve de funcionalismo público essencial?). Pois bem, que Deus nos socorra e que a OAB não se desanime, pois, o legislativo e o executivo estão caminhando juntos para a vala comum do "acordão do apagão" e o judiciário, por sua Corte maior tem nos dado provas de julgamentos exclusivamente políticos, o que fragiliza a democracia e a própria sociedade (ansiosa de justiça.
2/04/2007 08:54Embira (Advogado Autônomo - Civil)Luis, como você insiste na apresentação de suge...
Luis, como você insiste na apresentação de sugestões, aí vai uma: criação de uma força tarefa, composta de membros da chamada sociedade civil (o estrato mais elevado dela, é claro, pois não está em questão a superlotação dos ônibus da periferia), com poderes para fazer a abertura da “caixa preta” do transporte aéreo. Durante os trabalhos dessa força tarefa, seriam retirados os holofotes da mídia de todos os aeroportos. Esse pessoal está fazendo, até, edições extraordinárias para anunciar que um cachorro invadiu a pista de Congonhas e prejudicou algumas decolagens, ou que um pouso foi suspenso porque uma pomba foi atropelada na pista. Como disse certa vez Boris Ieltsin em Washington, respondendo a uma pergunta de jornalista sobre a crise na Rússia: em meu país, não há caos, não há desastre, não há crise. O grande desastre do mundo são vocês, jornalistas.

Comentários encerrados em 9/04/2007

A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.