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21 setembro 2006

Rua Mascote

Professor da USP não matou procuradora, decide Justiça

Por Fernando Porfírio

Alcides Tomasetti Júnior, professor de Direito Civil da USP, não responderá pela morte da procuradora do Estado Denise Piovani. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão que considerou que a procuradora cometeu suicídio.

A decisão, por votação unânime, foi tomada nesta quinta-feira (21/9) pela 6ª Câmara Criminal do TJ paulista. Tomasetti foi acusado de homicídio duplamente qualificado. A morte da procuradora ficou conhecida como o caso da Rua Mascote.

No dia 9 de dezembro de 1996, Denise foi encontrada morta com um tiro no rosto no apartamento do casal, no Campo Belo, zona Sul de São Paulo. As investigações foram conturbadas e o caso chegou a ser arquivado a pedido do Ministério Público.

Insatisfeita com o arquivamento, a Justiça, por força do artigo 28 do Código de Processo Penal, remeteu o inquérito ao Procurador-Geral de Justiça. Na época, o chefe do Ministério Público decidiu indicar novo promotor para denunciar o professor.

Em fevereiro de 2000, o promotor Roberto Tardelli, do 1º Tribunal do Júri da capital, apresentou denúncia contra Tomasetti por homicídio duplamente qualificado — de surpresa e por motivo torpe. De acordo com a denúncia, Tomasetti teria matado a procuradora, com quem morou por 10 anos. O professor procurou a Polícia em seguida e contou que ela tinha se matado.

O juiz Luís Fernando Camargo de Barros Vidal, do 1º Tribunal do Júri, impronunciou o réu, ou seja, decidiu não manda-lo a júri popular por entender que não houve crime de homicídio, como apontava a denúncia, e sim suicídio. O Ministério Público concordou.

A assistência de acusação entrou com recurso no TJ paulista, sem sucesso. A turma formada pelos desembargadores Marco Antonio (relator), Ericson Maranho (revisor) e Gavião de Almeida (3º juiz) rejeitaram o recurso. Dois desembargadores, que originalmente participariam do julgamento, se deram como impedidos: Pedro Gagliardi e Ricardo Tucunduva.

Processo: 413.276.3/6-00

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Fernando Porfírio é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de setembro de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 8 comentários

22/09/2006 08:05 Atento (Outros)
Nos do :mundo juridico: jah sabiamos. Tudo nao ...
Nos do :mundo juridico: jah sabiamos. Tudo nao passou de uma grande confusao. E, no final, a culpa eh do morto, que suicidou-se e ainda por cima, colocou duvidas sobre eventual autoria - nao comprovada, ufa ! - do Prof da Universidade. Eta mundo velho.
22/09/2006 01:47 Embira (Advogado Autônomo - Civil)
Não podemos opinar sobre um crime ou suicídio q...
Não podemos opinar sobre um crime ou suicídio que não presenciamos. De qualquer forma, é sempre bom ser bem relacionado e ter amigos influentes. Esse caso tem algo a ver com tantos outros que não foram bem investigados porque envolviam pessoas bem relacionadas com a Justiça. Só o fato de não ir a júri popular já foi uma tremenda colher de chá.
22/09/2006 01:33 tyba (Advogado Autônomo - Empresarial)
Luismar, Já que você tocou no assunto, vou d...
Luismar, Já que você tocou no assunto, vou dar minha opinião. Para mim, o coronel se matou com o tiro na barriga. Ele pode ter aproveitado o único minuto de vida após o disparo para se livrar da arma. Jogou-a pela janela ou no vaso e deu descarga. Quer saber de uma? Acho que os pais de Suzane também se suicidaram. Cada qual deu porretadas no outro, alternadamente, até o último suspiro.

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