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21 setembro 2006

Imprensa na eleição

Jornais dão todo espaço para falar mal de Lula

Por Maurício Cardoso

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva é o principal assunto na cobertura da eleição principal feita pelos cinco jornais de circulação nacional. De acordo com levantamento feito pelo site Observatório Brasileiro de Mídia entre 28 de agosto e 15 de setembro quase metade (41%) do material dedicado à eleição de presidente é ocupado a falar do candidato.

Outros 31% são ocupados pelo noticiário sobre o presidente Lula. O candidato-presidente só não tem mais motivos para aplaudir a imprensa porque tanto num caso como no outro 52% do espaço reservado a ele é ocupado com noticias consideradas negativas para seus interesses.

O Observatório faz levantamentos semanais do noticiário sobre os quatro principais candidatos à presidência (Lula, Alckmin, Helois Helena e Cristovam Buarque) mais o presidente da República, nos jornais O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e Correio Braziliense. Além do levantamento quantitativo é feito também uma avaliação qualitativa do noticiário com um inventário de notícias negativas, positivas ou neutras para cada candidato.

O candidato tucano Geraldo Alckmin, que aparece em terceiro lugar ocupando 20% do espaço analisado, tem um tratamento bem mais equilibrado por parte dos jornalistas, com 39% de notícias a favor e 38% contra.

Os dois outros candidatos avaliados – Heloísa Helena e Cristovam Buarque – merecem bem menos atenção mas são tratados com muito mais boa vontade pela imprensa. HH mereceu 6% das notícias da campanha presidencial. Mais da metade (53%) das notícias que saíram eram a favor dela.

No caso de Cristovam, a medição só passou a ser feita a partir da segunda semana (9/9) e por isso ele ficou com apenas 2% do noticiário total. Mas o percentual de notícias positivas (43%) supera em muito o de negativas (25%).

Veja os números


Candidato

Espaço no noticiário

Noticias positivas

Notícias negativas

Lula

40,6%

28,4%

52,1%

Alckmin

20,5%

39,1%

38,4%

HH

5,9%

53,3%

19,5%

Cristovam

2,1%

42,8%

25,0%

Presidente

30,8%

24,2%

51,9%



Maurício Cardoso é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de setembro de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 80 comentários

10/10/2006 11:23 Haroldo (Professor Universitário)
Impressionante como há quem forceja alterar a e...
Impressionante como há quem forceja alterar a evidência que ressai da tabela acima - golpe da mídia, golpe da direita pra garantir o Gerente Alcafmi, digo, Geraldo Alckimin. Ai, ai... gostaria de dormir e acordar em vinte anos, quando a mídia não poderá contaminar os livros de história e comentários como o de um rapaz que só ofende e ironiza sejam apenas uma referência para uma pesquisa sobre o conservadorismo de 2006.
30/09/2006 08:36 advogado curioso (Advogado Autônomo)
que saudades da época que existia a INQUISIÇÃO,...
que saudades da época que existia a INQUISIÇÃO, só para fazer contra o boçal do Lula e sua quadrilha, alias todos companheiros e por sinal foram exumados (mortos já estavam) do governo atual e ainda alguns continuam no cargo, com o Lula beijando a mão em público (Jader Babalho) essa turma do Ali Baba (Lula) e os 400 ladrões(Dirceu, Genoino, irmão do Genoino ( o da cueca que não tem penis (pinto) tem no lugar Dolar,Delubio, etc. etc. etc)
25/09/2006 14:31 Richard Smith (Consultor)
Porque você não visita o site da Opus Dei (www....
Porque você não visita o site da Opus Dei (www.opusdei.org.br) e dá uma "sapeada"? p.s. Eu não pertenço nem jamais pertenci ao Opus Dei, embora também não tenha nada contra. Trata-se de uma revolucionária (por incrível que pareça) que propugna que qualquer pessoa pode se tornar santa. De modo parecido com a também revolucionária abordagem de Santa Teresinha do Menino Jesus com a sua doutrina das "almas pequenas" (que a consagrou, recentemente como "Doutora da Igreja") Prega a Opus Dei a santificação de qualquer pessoa, no seu dia-a-dia, através da santificação dos seus deveres do cotidiano, principalmente o trabalho, feito da forma mais perfeita possível e oferecido cotidianamente à Deus. Seria isso algum radicalismo opressor de natureza burguesa? Constituiriam eles uma sociedade secreta que anula a vontade dos coitados que lá caem? Não creio. Nas pessoas do Opus Dei que conheci, vi muitas virtudes (embroa também uma certa soberba em alguns). Outro abraço.

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