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20 setembro 2006

Dossiê PT-sanguessugas

Juiz não acolhe pedido de prisão de Freud Godoy

O juiz Marcos Alves Tavares, da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, negou o pedido de prisão do ex-assessor da Presidência, Freud Godoy. Freud é suspeito de envolvimento com a compra do dossiê que comprometeria José Serra com a Máfia dos Sanguessugas.

De acordo com o juiz, a prisão pedida pelo Ministério Público Federal só se justificaria se fosse imprescindível à investigação. Ele levou em conta para rejeitar o pedido que o acusado tem residência fixa e se apresentou espontaneamente à Polícia Federal.

Segundo o despacho, o pedido de prisão de Freud será reavaliado se, em algum momento, ficar demonstrada a necessidade de acareação entre ele e os demais envolvidos. Mas essa hipótese ficou remota porque nesta terça-feira (19/9) o juiz mandou soltar o empresário Paulo Roberto Trevisan, tio do dono da Planam, Luiz Antônio Vedoin. Paulo foi preso como intermediário da venda do dossiê ao PT. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

O juiz mandou soltar também os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos, presos em São Paulo com R$ 1,7 milhão, dinheiro que serviria para a compra do dossiê anti-Serra, conforme mostram diálogos telefônicos interceptados pela Polícia Federal. Só Luiz Antônio Vedoin continua preso por ter violado o acordo de delação premiada e ocultado provas essenciais. O juiz rejeitou também o pedido de prisão de Darcy Vedoin, pai e sócio de Luiz Antônio.

Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 28 comentários

21/09/2006 12:34 Caos (Consultor)
chama-se borra botas quem não se arrisca. ou es...
chama-se borra botas quem não se arrisca. ou estou errado?
21/09/2006 10:51 Bira (Industrial)
Live, Freud poderá articular e "montar" provas ...
Live, Freud poderá articular e "montar" provas de uma possivel inocência. Recolhido preventivamente e incomunicavel, facilitaria a investigação contra provas plantadas. Paciência, perde o Pais.
20/09/2006 21:21 Comentarista (Outros)
E o "jus esperniandi" da "oposição" continua...
E o "jus esperniandi" da "oposição" continua...

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