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4 setembro 2006
Fim da moleza
Governo diz que Suzane foi transferida para evitar privilégios
A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo divulgou na tarde desta segunda-feira (4/9) uma nota de esclarecimento sobre a transferência de Suzane Von Richthofen para a Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto. Condenada por planejar e participar da morte de seus pais, Manfred e Marísia, em outubro de 2002, Suzane foi transferida, na noite de sábado, do Centro de Ressocialização de Rio Claro para Ribeirão Preto.
De acordo com a nota, a transferência da jovem “foi motivada pelo envolvimento da Diretora de Segurança do Centro de Ressocialização de Rio Claro com a presidiária”. Segundo a nota, a diretora permitia que Suzane usasse o computador, privilégio não concedido às outras presas, o que teria irritado outras detentas e motivado a transferência, por motivos de segurança.
A Secretaria negou que Suzane tivesse se machucado no trabalho que fazia no presídio e afirmou não haver qualquer reclamação da presa. Logo que voltou para a cadeia, em 22 de julho, Suzane começou a trabalhar fabricando prendedores de roupa. Depois, ela passou a ajudar no setor administrativo e a fazer caixinhas de papelão.
Ainda segundo a nota oficial, a Secretaria “determinou o afastamento da Diretora de Segurança e Disciplina, bem como instauração de procedimento administrativo disciplinar, para apurar o grau de envolvimento e a responsabilidade da funcionária”. A informação é do Portal do Estadão.
Suzane foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão, mesma sentença dada ao então namorado dela, Daniel Cravinhos. Eles foram condenados pelo assassinato dos pais dela, Marísia e Manfred Von Richthofen, em outubro de 2002. O irmão de Daniel, Christian, participou do crime e foi condenado a 38 anos e 6 meses de prisão. Os irmãos Cravinhos cumprem pena em São Paulo.
O ex-tutor e advogado de Suzane, Denivaldo Barni, disse que vai cobrar explicações da Secretaria de Administração Penitenciária sobre a transferência de sua cliente. “Fiquei sabendo através da imprensa, no fim de semana. Ninguém me comunicou nada e gostaria de saber o fundamento dessa transferência. Em Rio Claro, Suzane já estava em um presídio, com outras detentas condenadas, inclusive, a regime fechado” disse o ex-tutor à Agência Globo.
Revista Consultor Jurídico, 4 de setembro de 2006
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