Alguns juízes padecem da síndrome do poder e do mando

1/08/2007 10:31Anjospereira (Advogado Sócio de Escritório)Ao invés de exercer "autoridade" sobre o advoga...
Ao invés de exercer "autoridade" sobre o advogado, que nao existe, porque nao tentamos mudar nossa cultura processualista, através de novos paradigmas processuais, cujos modelos já existem, bem como com o péssimo hábito de nós brasileiros, em resolver problemas na esfera judiciária, que infelizmente hoje é utlizado até mesmo para protelar pagamento de dívidas, em razão da morosidade. Sem dúvida nenhuma, que os acometidos pela síndrome da juizite aguda ficariam curados...
30/11/2006 09:41Leonardo Fontes (Estudante de Direito)O problema desta "meia dúzia" de juízes incauto...
O problema desta "meia dúzia" de juízes incautos correlaciona-se com a ética profissional, a qual possui raízes de educação familiar. Meras críticas não irá mudar a mente deles. Portanto, a imperiosa função do CNJ na fiscalização profissional e, principalmente, ética dos juízes faz-se impreterível para atenuar esse tipo de problema.
30/11/2006 09:39Leonardo Fontes (Estudante de Direito)O problema desta "meia dúzia" de juízes incauto...
O problema desta "meia dúzia" de juízes incautos correlaciona-se com a ética profissional, a qual possui raízes de educação familiar. Meras críticas não irá mudar a mente deles. Portanto, a imperiosa função do CNJ na fiscalização profissional e, principalmente, ética dos juízes faz-se impreterível para atenuar esse tipo de problema.
29/11/2006 14:24M. Lima (Consultor)É intrigante a forma como as pessoas se atrelam...
É intrigante a forma como as pessoas se atrelam umas às outras devidos seus sentimentos pessoais. O pior de tudo é que uns criticam os outros. Mas, pergunto, não é mais simples colocar cada um em seu devido lugar ?? ... Pois bem, vamos lá: O Juiz tem participação efêmera, às vezes insignificante. Na sociedade, ele não manda em nada além do processo, e como disse, às vezes sua mera decisão é reformada, caindo por terra toda a sua equivocada participação decisória. Ele, o juiz, deve seguir criteriosamente as normas que lhe são impostas pela sociedade através de seu parlamento, aliás é a sociedade a qual paga custas, taxas e impostos a verdadeira parte que dá o suporte necessário ao juiz para este atuar ... Já o advogado, ora o advogado, nada mais é do que aquele "técnico/mensageiro" de luxo que leva ao judiciário o interesse do seu cliente, ou seja, aquele que paga honorários, custas, taxas e impostos, todos estes para suportar seu procurador e o sistema como um todo. Veja bem, ele, o advogado, nada mais é do que o representante/procurador do interessado no processo, então, se tem alguém aí que foi mesmo desrespeitado, este não foi o advogado, mas sim, o Cidadão que está no polo processual, e é a este que todos devem respeitar, isto é, juiz, promotor e advogado devem todos respeitar a sociedade, e agir direito, pois então, tomem vergonha já ...
29/11/2006 13:37Mário Gonçalves Soares Júnior (Advogado Sócio de Escritório)O Autor do artigo é redigido por Ex-Ministro do...
O Autor do artigo é redigido por Ex-Ministro do STF e atual Advogado, citando indiretamente experiência próprias e boa doutrina, ao final exaltando a existência Classe da Advogacia e o seu exercício profissional. Entretanto, na época, quando Julgador ficarão INÚMERAS DÚVIDAS acerca da sua atuação como Julgador, como, por exemplo: a) Será que quando do exercício jurisdicional na mais elevada Corte do País, ou nos Tribunais Regionais e se for o caso, no Juízo Singular, atendia com freqüência os advogados e até mesmo as partes, com presteza e compreensão? b) Será que sempre respeitou as prerrogativas do advogado? c) Será que NUNCA foi acometido do “complexo” de Deus, não admitindo críticas no exercício de suas funções, como a realização de uma audiência conturbada? d) Será que comparece PESSOALMENTE nos Cartórios Judiciais, ao invés deixar essa função para estagiários, sem valer-se do seu prestígio profissional para o bom andamento de seus processos. Observa-se, em alguns Julgadores o “ar de superioridade” em relação à Advocacia, esquecendo da Lei nº 8.906/1994 no seu Art. 6º, quando menciona que: “NÃO HÁ HIERÁRQUIA NEM SUBORDINAÇÃO entre advogados, Magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos. Outrossim, a maioria dos magistrados NÃO LEMBRAM que concluíram o mesmo Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, pré-requisito indispensável para o ingresso na carreira da Magistratura, porém quando instituídos no cargo tão almejado esquecem de todos os Princípios aprendidos e Juramentos realizados, o que é lastimável. Todavia, o esforço intelectual para alcançar o cargo da Magistratura, que, inegavelmente consome muito tempo, saúde e dinheiro, também, NÃO é MOTIVO para a “síndrome da juizite”, porquanto ainda somos os mesmos Bacharéis e presume-se que tivemos os mesmos ensinamentos, sendo irrelevante a Universidade ou a Faculdade cursada, NÃO podendo valer-se das dificuldades no exercício da função, mas principalmente para atingir tal cargo, como fundamento para inaceitar críticas e acreditar ser um supra-sumo. Acredito que é preciso que os Julgadores sejam tomados pela HUMILDADE e HUMANIDADE, principal, vacina capaz de combater a “síndrome da juizite”, respeitando o Advogado no exercício de suas funções e prerrogativas e, que artigos como este sejam redigidos por Magistrado em pleno exercício jurisdicional. Desta forma, torna-se fácil fazer considerações e enaltecer a Advogacia, quando a ela se retorna com advogado militante calcado num passado de extenso e bem sucedido currículo profissional nos Tribunais Superiores, sendo a única forma de continuar a exercer a prestação jurisdicional no Poder Judiciário quando se chega a aposentadoria. Por fim, é lamentável que o artigo redigido por um Ex-Ministro e atual Advogado, chegue de forma intempestiva aos leitores e profissionais afins da área, pois NÃO se poderá atribuir imparcialidade na sua argumentação, sendo somente uma boa fonte de doutrina e registro do seu respeito para com a Classe da Advocacia. "É preciso que um autor receba com igual modéstia os elogios e as críticas que se fazem de suas obras." - La Bruyère (1645-1696)
29/11/2006 09:26Lu2007 (Advogado Autônomo)O engraçado é que este mesmo juiz , que trata m...
O engraçado é que este mesmo juiz , que trata mal o advogado , quando se aposenta, corre lá pra OAB pra pegar a carteirinha, né?
29/11/2006 09:22Lu2007 (Advogado Autônomo)Eu acho estranhíssimo ficar ligando pra casa do...
Eu acho estranhíssimo ficar ligando pra casa dos juízes para perguntar se vai julgar logo uma ação ou não. Primeiro que o domicílio é lugar de descanso e não local para ser importunado por questões de trabalho, salvo casos excepcionais, obviamente, e de urgência. Eu, por exemplo, não tenho nem telefone e nem intimidade para ficar ligando pra casa de qualquer juiz. Porque o Sr. Correa tem? Porque ele foi ministro e conhece os colegas. Então eu pergunto: Está certo isso? Isso é priviléfio que ele gostaria de ter tido por ter sido ministro lá. Eu concordo com o Ministro Barbosa que a abordagem foi inoportuna. Concordo, no entanto, que o advogado tem que ser mais respeitado. MAs eu tenho uma enorme dó destes juízes que se comportam mal, arrogantes e que pensam que são grande coisa. Este comportamento tem que ser analisado sob a ótica da psicanálise. Qualquer um sabe que tais comportamentos vêm daqueles juízes ( ou pessoas em geral) que têm um enorme complexo de inferioridade, que se sentem inferiorizados, inseguros e que usam desta arrogância para camuflar esta insegurança. São uns pobres coitados. Se não fosse pelo fato de atrapalharem o trabalho dos advogados, eu diria que são dignos de pena e que precisam, na verdade, é fazer uma boa terapia para tentar verificar o motivo deles se acharem tão porcarias para terem que se auto-afirmar tratando os advogados mal. Eu penso que estes juízes , os que tratam mal os advogados e que são arrogantes, na verdade eles têm medo dos advogados, dos advogados demonstrarem maior conhecimento do que eles..são inseguros.. e a arrogância é a melhor maneira de se verificar quanto inseguro e complexido é um ser humano. São dignos de dó. Estes juízes deviam pensar que por trás do advogado que lhes procura, existe uma parte que tem um problema para ser resolvido. Quanto ao Dr. Correa, teria mais valor este artigo se ele tivesse sido escrito quando ele ainda era ministro. Agora , bem agora acho que é tade demais!!! Perde o crédito!!!
29/11/2006 01:08Neli (Procurador do Município)Ah,não sabia que era o Ministro aposentado do S...
Ah,não sabia que era o Ministro aposentado do STF(quando redigi meus comentários não me atentei para tanto),agora dou uma mudada,mas com as mesmas palavras:respeito os juízes!Mesmo aqueles que por ventura atuam contra as minhas teses. Mais: se ocorreu conforme foi publicada a notícia,com todo respeito,Ministro,o senhor está equivocado,mesmo tendo procuração nos autos.Não cabe ao advogado telefonar para a casa do juiz e indagar quando entrará na pauta de julgamento a ação.Penso que um juiz deveria ter o seu sossego preservado!Se eu fosse juiza e alguém telefonasse aqui para casa,seria super mal criada,pois a casa é o local onde não devemos ser perturbado com assuntos de trabalho,aliás,não fico satisfeita em receber telefonemas afetos ao trabalho em minha casa... Se o processo estava há muito tempo em suas mãos e ele não coloca em pauta,caberia,penso eu,uma representação. Imagino,se ocorreu aquilo(o articulista teria telefonado para a casa do Ministro),houve um tratamento desigual:o procurador federal não tem acesso à casa do ministro e o ex-ministro tem? Respeito os juízes,principalmente os de primeiro grau,que tem uma carga enorme de trabalho,não tem assessores,e seria um absurdo todos os advogados conhecidos(ou não),telefonar para a casa e indagar: caríssimo Dr Zé quando vai sentenciar na minha ação??? Francamente! mais: o ex-Ministro deveria usar todo seu poder e fazer algo em prol da advocacia,principalmente,do Direito! 1-Estão quebrando princípios sagrados como: presunção da inocência e todos se calam. Como exemplo cito o oferecimento da denúncia,pelo MP,em entrevista coletiva! Com isso ,o MP está fazendo um prejulgamento do acusado,quando for à Júri,haverá um conhecimento prévio da matéria pelos jurados ,então qual é a isenção que os jurados terão nesse julgamento. Quebra-se o sagrado princípio da presunção da inocência expondo oss acusados diuturnamente na Mídia. As Ordálias estariam de volta? 2- somente desembargadores(um concurso nacional),deveriam ter acesso aos Tribunais Superiores (um absurdo um jurista/advogado/político que nunca julgou na vida,ter a posição suprema na magistratura!; 3-escrever artigos contra as inúmeras propagandas dos governos federal e estadual; 4-acabar com os cargos em comissão! Só mediante concurso de provas e títulos. 5-etc! ET:não conheço nenhum juiz,embora seja advogada antiga e muito menos desembargador!
29/11/2006 01:04Alexandre Marques (Advogado Associado a Escritório)Nada como um dia após o outro...não é? Senhor a...
Nada como um dia após o outro...não é? Senhor advogado, ex-ministro? Porém, creio que o nobre (atual) colega, está há demasiado tempo afastado do exercício da advocacia, daí, achar que o advogado hoje, consegue exercer seu múnus público acompanhando o andamento de processos pelos "sites" dos Tribunais, vez que a informatização ainda não está completa, ao contrário ainda encontra-se no início. Consultar-se com as secretarias das Varas de primeiro grau e com os respectivos Juízes, ainda é necessário, se bem que cada vez mais difícil. Basta uma visita rápida aos fóruns para verificar filas infindáveis e desrespeito patente aos advogados, quer seja por serventuários, quer seja por juízes e demais "autoridades". Assim, quando Vossa Excelência, estiver mais aclimatado e atualizado ao exercício da advocacia, gostaria de ler novamente sua opinião à respeito da prática da advocacia. Forçoso, entretanto, reconhecer louvável a necessidade ao respeito ao advogado por aqueles que detém a prerrogativa de representar o Estado no exercício árduo e nobre da judicatura!
29/11/2006 00:18Expectador (Outro)Concordo com o teor do artigo do advogado Maurí...
Concordo com o teor do artigo do advogado Maurício Corrêa. Só não concordo com o momento que Sua Senhoria escolheu para escrevê-lo e encaminhá-lo à publicação, isto é, na seqüência imediata de sério desentendimento travado com o Min. Joaquim Barbosa, a quem, evidentemente, dirigiu o escrito. Ficaria mais elegante e não feriria a ética profissional ter redigido o artigo enquanto o articulista ainda ocupava uma cadeira no STF. O artigo, parece-me, perdeu muito de seu valor pelo oportunismo do autor.
28/11/2006 22:10Sérgio Niemeyer (Advogado Autônomo)É reconfortante ler as letras de tolerância, mo...
É reconfortante ler as letras de tolerância, moderação e conciliação do Desembargador Ferraz de Arruda. Algures já tive a oportunidade de manifestar-me sobre outro escrito de sua lavra trazido à publicidade neste fórum. Uma voz assim, contemporizadora, desempenha um papel crucial a evitar desvios de rumo e a fomentar uma consciência analítica em favor da busca de soluções tão exeqüíveis quanto politicamente possíveis, trazendo para o centro de diagnóstico tanto os democratas-liberais mais radicais (jacobinos, como ele mesmo designou, termo que, creio eu, foi empregado no sentido próprio, considerando a origem da palavra e os fatos que contribuíram para sua formação, e não em sentido pejorativo), quanto os conservadores. O objetivo é render ensanchas para a concretização da máxima “in medio stat virtus”. Seria muito bom se todos ouvissem essa voz e caminhassem na direção da convergência. Mas receio que isto não seja desígnio possível de ser alcançado. (a) Sérgio Niemeyer Advogado - Professor de Direito - Palestrante - Parecerista sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
28/11/2006 21:41Ferraz de Arruda (Juiz Estadual de 2ª. Instância)Marx tem razão, assim como Freud. Mas não as tê...
Marx tem razão, assim como Freud. Mas não as têm mais. Maurício Corrêa foi um grande juiz do STF e também seu presidente. Pena que nesse artigo generalizou, o que não podia ser generalizado. Isso pelo simples motivo de que a condição humana é ditada pelas suas circunstâncias, inclusive a formação que cada um tem desde a infância.O que se nota nos cometários dos ilustres advogados que convivem nesta lista, é um pensamento unilateral e, sobretudo, jacobino. Na medida em que essa espécie de maniqueìsmo cresce a legitimidade do sistema entra em colapso, como de fato já está acontecendo. Penso que deveríamos localizar e individualizar as mazelas dessas instâncias jurídicas. Quantos não são os vícios, os desastres cometidos por advogados e promotores de justiça? É esta a grande questão. Dr. Maurício ponha-se acima dessa questão com o Ministro, como o senhor se pôs em relação aos ataques ao POder Judiciário. Acho que nós deveríamos nos unir para que o nível de educação e respeito próprio voltasse a ser novamente a tônica entre as classes jurídicas, sob pena de o futuro chegar muito rápido.
28/11/2006 19:31Zito (Consultor)Eles deviam ganhar por sentença dada e exemplar...
Eles deviam ganhar por sentença dada e exemplar sem direito a recurso. Assim não ficariam falando que a sociedade gosta do judiciário. Para mim deveria ter um senador, dois deputados federais e no estado um representante por cidade.
28/11/2006 18:58Armando do Prado (Professor)Moléstia infantil. Quousque tandem?
Moléstia infantil. Quousque tandem?
28/11/2006 18:57João Bosco Ferrara (Outros)Quando se fala em juizite eu não posso discorda...
Quando se fala em juizite eu não posso discordar. A esmagadora maioria dos juízes que conheço padecem dessa moléstia tão prejudicial para a circulação da justiça. Mas quando o diagnóstico emana de uma advogado da estirpe do articulista as coisas devem ser analisadas com uma acuidade singular. É que o Dr. Maurício Corrêa antes de ser Ministro do Supremo Tribunal era advogado, profissão que tornou a exercer depois de se aposentar como Ministro. E o curioso é que enquanto exercia a judicatura nutria entendimentos completamente diversos daqueles que defendia quando era advogado. Agora, ao que parece, mudou de novo. Ou seja, o articulista confirma o vaticínio de Karl Marx quando dizia não ser a consciência do homem responsável por sua circunstância, mas sim a circunstância responsável por sua consciência. Numa palavra, o filósofo alemão afirmava que os homens sofrem de mimetismo sistêmico ou do mal de estelião, mudando suas características conforme o ambiente que freqüenta. Relativamente ao episódio recente, que o envolveu com o atual Ministro Joaquim Barbosa, penso que o nobre advogado Maurício Corrêa não fez nada além do que todos nós fazemos diariamente: pedir audiência com um Ministro ou Desembargador para, com amparo no princípio da oralidade (comumente designado pelo epíteto banalizador e pejorativo “embargos auriculares), para obter dele maior agilidade no processamento de certos feitos. Não há nada demais nisso, embora o Ministro Joaquim Barbosa, egresso do Ministério Público Federal e ao que parece nunca atuou como advogado (pelo menos não há essa informação no site do STF), subverteu a razão lógica que deveria presidir a interpretação do ato praticado pelo Dr. Maurício Corrêa, quando este telefonou para a casa daquele para pedir-lhe maior celeridade num determinado processo. Ora, qualquer um de nós, mesmo sem jamais ter sido ministro, bastando que conhecêssemos o juiz e dispuséssemos do seu telefone particular, agiríamos do mesmo modo. Impende distinguir duas coisas, que não se confundem: uma, é pedir voto, isto é, que o julgamento seja favorável à causa patrocinada por nós; outra, completamente diferente, é pedir que a causa seja apreciada e julgada logo, com rapidez, a favor ou contra, não importa, pois vai da consciência e do entendimento do magistrado, mas que seja célere. A tentativa de desmoralização do articulista, empreendida pelo Ministro, repugna o exercício da advocacia, por isso merece exprobrada.
28/11/2006 18:14Neli (Procurador do Município)Penso que enquanto o douto articulista usa seu ...
Penso que enquanto o douto articulista usa seu poder para atacar juízes,deveria usar seu poder contra as Ordálias modernas e outras situações! Digo mais: sou advogada há 25 anos e sempre fui respeitada por todos os juízes por onde militei.Nos tribunais superiores não! Sou uma Maria Ninguém e não conheço nenhum desembargador(e se conhecesse poderia ser juiza ,hoje),e nem sei onde fica o Tribunal de Justiça(mando estagiário protocolar)...Mas digo! Sempre fui respeitada pelos juízes. I O douto ariculista invés de atacar juízes(essa história de juizes não creio,pq deve ter muito politiquite,empite,presidentite,etc),deveria,friso-me usar seu poder contra as Ordálias modernas! Estão quebrando princípios sagrados como: presunção da inocência e a OAB se cala. Como exemplo cito o oferecimento da denúncia,pelo MP,perante entrevista coletiva! Com isso ,o MP está fazendo um prejulgamento do acusado,quando for à Júri,haverá um conhecimento prévio da matéria pelos jurados então qual é a isenção que os jurados terão nesse julgamento. Quebra-se o sagrado princípio da presunção da inocência expondo oss acusados diuturnamente na Mídia. As Ordálias estariam de volta? Hoje em dia,parece-me que foi repristinado o tempo das Ordálias! O MP e policiais civis ,à míngua de provas contra o acusado(ou não),vão para a Mídia que noticia e o público,conforme o ênfase dos locutores,fazem o prévio julgamento,transformando-se o Poder Judiciário(já que as Ordálias do Século XXI não atuam só nos crimes sujeitos à Júri),num mero coadjuvante... As notícias são importantes,mas o Estado de Direito sendo quebrado diuturnamente por denúncias via entrevista coletiva não pode perdurar. Urge-se restabelecer a ordem no Estado de Direito deixando ao Poder Judiciário,no "due process of law" fazer o julgamento e não o povo pelas notícias veiculadas na Mídia. II Mais: deveria haver concurso público de provas e títulos para tribunais superiores,nele podendo ingressar desembargadores,membros do ministério Público; um absurdo políticos serem indicados para tribunais ,inclusive o de Contas.Ele,político,entra em situação mais vantajosa do que os Zé manés,as marias ninguém,etc...Um absurdo quem nunca julgou nada na vida: ser alçado à Condição de Ministro de Tribunal Superior(STF/STJ)... III Mais: deveria ser proibido propagandas governamentais...um absurdo os governos gastarem tanto dinheiro do contribuinte para as péssimas propagandas...a propaganda deveria ensinar o povo e não esses elogios aos governantes à nossa custa. IV Mais,finalmente: deveria diminuir a anuidade da OAB. V Deveria acabar com cargos em Comissão(um acinte! Para trabalhar no Serviço Público,em qualquer dos Poderes tão-só mediante concurso de provas e títulos; mais: diminuir o Número (ou extinguir) de senadores: nos EUA 2 senadores por estado...aqui 3! diminuir o número de deputados federais: nos EUA 423 aqui 513... São sugestões que deixo ao culto articulista. Os juízes? Ah por eles nutro o maior respeito,talvez por isso que sempre fui respeitada.
28/11/2006 17:39Jose Antonio Schitini (Advogado Autônomo - Civil)O processo algemou o direito com grilhões nos b...
O processo algemou o direito com grilhões nos braços, nas pernas e no pescoço. Depois o colocou numa caixa de ferro fechada por todos os lados e apenas deixou um buraco para entrar luz e um pouco de ar. Mesmo assim o direito ainda não morreu. Está hibernando. Talvez venha um salvador e o ressuscite como Lázaro. O advogado Mauricio Corrêa nos acomete com uma feliz surpresa. Talvez seja o fim de ano. Agora a tal Juizite crônica não é culpa dos Juízes. É produto do ambiente onde eles militam. Não mudando a ambiência essa doença vai proliferar. Como o ambiente é hermético as vítimas serão eles mesmos. O advogado tem couro espesso como o rinoceronte, e mesmo abatido não serve para alimentação uma vez que sua carne tem veneno. Ele foi inoculado com veneno de cobra e não morreu. Apenas como diz o artigo desenvolveu a língua viperina sua mais letal arma. A grande realidade é que já está na hora de se tomar medidas revolucionárias quanto ao sistema legal no País. Dar supremacia ao Direito e colocar o processo no seu devido e insignificante lugar. Exemplo: Na atual sistemática, uma pessoa está com o Direito do seu lado, mas perde o prazo de defesa. Para reverter a situação as dificuldades serão tantas e tão desgastantes que talvez não valha a pena começar a jornada. Fez-se Justiça. Claro que não. O exemplo é singelo e existe outros que os profissionais têm no seu acervo, inclusive aquele do Juiz dar sentença extinguindo execução de sentença, a contra-corrente de qualquer lógica. No mesmo processo fica duas sentenças uma ganhando a causa e outra extinguindo o feito. Acende e apaga a luz. Uma coisa é evidente. Com o atual sistema de estrutura, hierarquias, entrâncias, instâncias, colegiados e turmas especiais, etc, pode acontecer de tudo menos a justiça prestada celeremente. O judiciário vira vitrine de hierarquia e rituais, até com chefe de protocolo. Onde o povo olha e nada entende. Qualquer mudança é bem vinda, inclusive juizados leigos especializados, um front avançado obrigatório onde as causas são colocadas a custos módicos o de forma gratuita para a população resolver seus micro-problemas. Daí, teremos engenheiros peritos resolvendo os casos de construções, mecânicos, informática. Economistas, administradores e matemáticos, resolvendo os casos bancários, de juros correções, SFHs. Especialistas resolvendo casos que envolvem grandes negócios, ações, finanças. Enfim, haverá o Juiz leigo especializado e regionalizado que entenda da questão e a cabeça de seu povo. Até um mecânico competente de esquina pode julgar casos de defeitos em veículos. Após passar pelo juizado leigo especializado, todos os casos filtrados, caso não se defronte a solução, daí sim, irá para o Poder Judiciário oficial resolver. E, isso após escoimar o processo de todos os passos de amarração, com um Código Processual de menos de centena de folhas e com o a supremacia do Direito intocado e florescendo. Pode ser uma idiotice, mas é um belo sonho.
28/11/2006 17:19olhovivo (Outros)O pior não é a juizite. Esta poderia até ser to...
O pior não é a juizite. Esta poderia até ser tolerada se o poder de julgar fosse exercido também com essa coragem (aparente). Basta notar os casos em que os acusados são escrachados na mídia. São raros os juízes, até de instâncias superiores, que têm coragem de conceder-lhes direitos, às vezes até elementares. A juizite se borra diante do linchamento da mídia. Com relação à recusa de alguns (vários) juízes em receber advogados, mas que frequentemente recebem os membros do MP, fato que revela, por si só, falta de parcialidade, sugiro à OAB a introdução de dispositivo de lei que torne suspeito de parcialidade o magistrado (com "m" minúsculo) que assim se comporta.
28/11/2006 16:53Vanderley Muniz - Criminal (Advogado Autônomo)O que tem acontecido com freqüência - aí não se...
O que tem acontecido com freqüência - aí não sei se eu é que fiquei velho ou se a Magistratura é que juvenializou - é o encontro com Juizes (a maioria do sexo feminino - sem alusão a qualquer discriminização) cada vez mais jovens. Antes, ha alguns anos, a sociedade imaginava juízes(as) sisudos de cabelos brancos....hoje encontramos "meninas" e "meninos" por tráz das vestes talares. É comum, no limiar da juventude, aquela gostosa sensação de poder...de soberania... Haveria que existir idade mínima para a judicatúra com, pelo menos, 10 anos de exercício profissional ligado ao ramo do direito para, só então, calcar o cargo tão importante na vida forense. Esses jovens, não menosprezando suas capacidades técnicas, mormente vindo de famílias abastadas, é que decidirão o futuro da vida de muitas pessoas e nem sempre o fazem com o "calejamento" necessário para tal. Um simples despacho em pedido de liberdade provisória de cliente preso, estando eu em trajes sociais sem o terno e gravata, entretanto, foi o suficiente para ser advertido, em sala de audiência repleta - Promotor, Advogados, Réus, Testemunhas, Escrevente - veementemente por uma dessas "meninas", não sabia ela que eu era(sou) acostumado a despachar no gabinete do Juiz titular da 3a. Vara Criminal da Comarca de Campinas o Excelentíssimo Sr. Dr. Nelson Augusto Bernado de Souza, pessoa de um equilíbrio fantástico, de sapiência jurídica arribada, cordial e urbano com as partes....etc. Há que saudades!!!! Pensam que fiquei em silêncio...ao contrário quase fui preso por desacato (ou prendia por abuso de autoridade).
28/11/2006 16:27Armando do Prado (Professor)“ Primeira coisa a fazer: matar todos os advoga...
“ Primeira coisa a fazer: matar todos os advogados” (Ricardo IV - William Shakespeare)

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