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24 novembro 2006

Crime no Pará

Advogado mata promotor de justiça e diz que era perseguido

O advogado João Bosco Pereira Guimarães assassinou com um tiro o promotor de justiça do município paraense de Marapanin, cidade localizada a 150 km de Belém. O presidente da OAB do Pará, Ophir Cavalcante Júnior, enviou para o local a presidente da Subseção de Castanhal, Flávia Christina Maranhão.

João Bosco disse que matou o promotor porque vinha sofrendo perseguições em todos os processos em que atuava. O crime ocorreu nesta sexta-feira (22/11).

O presidente da OAB do Pará garantiu que a seccional vai adotar todas as medidas disciplinares para apurar o caso. “A Ordem dos Advogados do Brasil não concorda com qualquer tipo de violência e lamenta o ocorrido que não traduz a postura dos advogados paraenses. O fato constitui-se uma exceção que deve ser apurada e punida com rigor”, afirmou Cavalcante.

Revista Consultor Jurídico, 24 de novembro de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 32 comentários

28/11/2006 13:57 Richard Smith (Consultor)
p.s. O post abaixo destina-se aos intoxicados...
p.s. O post abaixo destina-se aos intoxicados culturais que veem a pena de morte como coisa absurda, anti-cristã e "medieval", além de uma INJUSTA e DESUMANA punição, desconforme aos valores "humanísticos" (quá, quá, quá!) de nossa Civilização". p.s.2 A primeira frase dos parágrafos sexto e oitavo tem cunho interrogativo, tendo faltado apenas o sinal gráfico de interrogação (coisas do teclado). Obrigado.
28/11/2006 13:48 Richard Smith (Consultor)
Não, não, meu caro Dr. Artur, não falo da "...
Não, não, meu caro Dr. Artur, não falo da "pena de morte" exercida pelos marcolas e pelo advogado paraense ao seu bel talante, falo da Pena de Morte exercida pela Sociedade, através do Estado, com justiça e justeza, como retribuição a certa classe de crimes que horroriza a todos nós. Também para esta, uma consulta popular apresentaria resultados desconcertantes, em que pese a cultura relativista e a ditadura do "politicamente correto". Não estamos em uma suposta democracia representativa? Como ficar insensível pois ao "clamor das ruas" de um povo bestializado com a atual situação de desgoverno, de desproteção e de achincalhe das instituições promovido por alguns poucos? O senhor como promotor não deve desconher a famosa e infame "lei-do-cão" vigente nos presídios e no meio da marginalidade. Nesta, existem certas classes de "infração" às regras (delação, desrespeito à mulher/companheira de um outro condenado, estupro de criança, idosa ou incapaz, etc.) que motivam condenação à morte, com IMEDIATA execução, inclusive por "procuração". Se os marginais optaram pela adoção de um código de "conduta" tão rigoroso, deve ser por estrito realismo e necessidade, o amigo não acha? E nós outros, podemos ser "mais realistas do que o rei". Podemos considerar todos os marginais como iguais entre sí? E como tratar as situações, coisas e pessoas desiguais? Podemos considerar o sr. marcola um "reeducando". Devemos investir na sua "ressocialização", premiando-o com benesses e concessões, justamente a fim de que ele, sensibilizado, busque avidamente "aproveitar mais essa chance"? Ou devemos vestir camisetas brancas, darmo-nos os braços e, valentemente, irmos "abraçar" o parque do Ibirapuera ou a Lagoa Rodrigo de Freitas em busca da "paz"?! Meu pai sempre dizia: "o que limita o marginal são a oportunidade e os meios". De fato, se o camarada invadir a sua casa durante uma ausencia prolongada sua, ele não vai olhar os seus três televisores e dizer: "Oh, eles tem crianças! Vou levar só a de plasma e a de 29 polegadas e deixar a de 15 para eles verem a novela!" Isso absolutamente não existe. Se ele entrou pela janela e não conseguiu abrir a porta, ela vai levar o que passar por aquela. Se conseguir abrir a porta, vai levar o uqe passar por esta e, se por um azar (seu) ele conseguir afanar aquele caminhão que está parado lá na esquina, ele vai roubar a cama do casal, a geladeira e até a pia e a privada! Simples assim. Eu complemento dizendo: "O marginal age com estrita observância do princípio do 'custo x benefício'". "Se custa mais, faço menos". No nosso País nunca a vida humana valeu (ou "custou") tão pouco. Mata-se por qualquer absurdo motivo. Isto está certo? Não existe mesmo remédio nenhum para esta situação? Hum, não creio! Os sábios dizem: "não adianta querer lutar contra a realidade". Pena de Morte sim, como é conhecida e temida pelos marginais, para determinada classe de delitos. Sem dúvida alguma! Um abraço.
27/11/2006 17:31 Artur (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)
Caro Richard: a pena de morte já existe, e em a...
Caro Richard: a pena de morte já existe, e em alguns casos até se admite tortura prévia. A resslava é que esta só se aplica aos cidadão comuns, trabalhadores, que deixam a família com o coração esmagado e na miséria.

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