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21 novembro 2006
Campanha quente
D’Urso promete processar quem o acusa de autopromoção
O presidente licenciado da seccional paulista da OAB e candidato à reeleição, Luís Flávio Borges D’Urso, negou que esteja gastando R$ 650 mil por mês para se autopromover. A informação, publicada na revista IstoÉ da semana passada, segundo D’Urso faz parte de uma campanha de difamação promovida pela oposição que o enfrenta na eleição do próximo dia 30.
D’Urso afirmou também que, ao contrário do que diz a oposição, não tem nenhum projeto de regulamentação do trabalho paralegal. Falando à Consultor Jurídico, queixou-se de estar sendo vítima de uma campanha de ataques pessoais, que incluem a acusação de desvio de dinheiro da entidade para promoção pessoal. “Essas acusações têm um cunho ofensivo, calunioso, que estou levando ao Judiciário”.
Ele desmente também a informação que estaria sendo propalada pela oposição de que teria uma equipe de 15 assessores de imprensa. Segundo ele, quem tinha diretor de Marketing na OAB era o seu antecessor Carlos Miguel Aidar, que agora apóia a candidatura de oposição de Rui Celso Fragoso.
Com relação aos paralegais ele admitiu que recebeu um estudo de um professor da USP sobre a possibilidade de se regulamentar a atividade de bacharéis que não conseguiram aprovação no Exame de Ordem para que pudessem desempenhar funções auxiliares da advocacia. “Recebi o estudo e o encaminhei para analise do diretor-tesoureiro, que concluiu que a competência para analisar a matéria era do Conselho Federal. Por dever de ofício, enviei o estudo ao Conselho Federal”, diz D’Urso. Daí a dizer que está patrocinando os paralegais vai uma grande diferença, diz o candidato.
Segundo ele, a oposição aproveitou-se da correspondência que enviou à OAB nacional, para arquitetar uma mentira. “Quem está moralizando o Exame de Ordem e reprovando de 80% a 90% dos que prestam o Exame não vai abrir uma brecha dessas”, defende-se. “É um absurdo e é ilegal”.
D’Urso lembra que na eleição anterior, a oposição também espalhou a informação que ele iria acabar com o exame da ordem e de que ele tinha abandonado a esposa e não pagava pensão para os filhos. “São mentiras deslavadas mas que causam um grande dano. Lamentalvelmente este grupo não desiste de mentir”, disse.
Maurício Cardoso é diretor de redação da revista Consultor Jurídico
Revista Consultor Jurídico, 21 de novembro de 2006
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