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13 novembro 2006
Operação 14 Bis
TJ aceita denúncia e manda prender delegado André Di Rissio
O delegado André Di Rissio foi preso, novamente, nesta sexta-feira (10/11). A ordem foi dada pela juíza Élia Kinosita Bulman, da 25ª Vara Criminal Central de São Paulo, que recebeu a denúncia contra o delegado e acatou o pedido de prisão feito por Ministério Público estadual.
Di Rissio é acusado de corrupção passiva e advocacia administrativa (patrocinar interesse privado junto à administração pública valendo-se da qualidade de funcionário).
Na mesma decisão, a Justiça encaminhou para o Juizado Especial Criminal a denúncia contra outro acusado no mesmo caso, o delegado Fábio Pinheiro Lopes. Ele é acusado de sonegação. Para o juízo da 25ª Vara Criminal, como o crime de prevaricação é de baixo potencial ofensivo, a competência para julgar é do Jecrim.
Di Rissio se apresentou no presídio da Polícia Civil, na zona norte de São Paulo, depois que soube da decisão da Justiça. Esta é a terceira vez que o delegado é preso desde a operação 14 Bis, desencadeada em junho pela Polícia Federal.
Na última vez, o delegado ficou preso apenas mais de 10 horas. Ele deixou o presídio por decisão da Justiça Federal no dia 3. Antes disso, permaneceu internado por 14 dias no hospital Oswaldo Cruz, depois de ser preso e denunciado pela segunda vez.
Ex-presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Di Rissio foi preso preventivamente em junho, durante a Operação 14 Bis, da Polícia Federal. Ele é suspeito, junto com outras 15 pessoas, de participar de um esquema de liberação ilegal de mercadorias na alfândega do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
Em 11 de outubro, o delegado foi beneficiado por uma decisão do STF. O ministro Marco Aurélio determinou a expedição de alvará de soltura para André Di Rissio, atendendo pedido de Habeas Corpus ajuizado pela defesa.
Di Rissio e o delegado Wilson Roberto Ordones — que atuava no aeroporto — respondem ainda por posse ilegal de armas de fogo não registradas.
Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2006
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Comentários
Comentários de leitores: 4 comentários
Prezados Senhores (as): Saudações! ...
Fiquem tranquilos, já viram criminoso de colari...
Está nítido que o jovem delegado se transformou...
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