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10 novembro 2006
Personae non gratae
OAB-SP consolida lista com nomes de inimigos da advocacia
A lista de inimigos da advocacia, que gerou grande revolta na comunidade jurídica, foi consolidada na sexta-feira (10/11) pela Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB paulista. São 211 nomes que aparecem na lista (neste número, estão incluídos os reincidentes).
Na famigerada lista, aparecem os nomes de 54 juízes, 21 delegados de polícia, 17 promotores, 3 procuradores da República e 11 policiais militares, 6 escrivães. Aparece uma Câmara de Vereadores completa, a de Mogi Guaçu, e integrantes avulsos das Câmaras de São Paulo, Mogi Mirim, Campinas e Rancharia. Segundo a OAB paulista, caso essas pessoas peçam a inscrição na Ordem para exercer a advocacia, terão o pedido negado.
Para a presidente em exercício da seccional paulista, Márcia Regina Machado Melaré, a polêmica sobre o cadastro daqueles que não são bem-vindos na Ordem foi causada pelo título dado pela Consultor Jurídico — “lista de inimigos”, e não pela lista em si. “É um processo legal, disposto em lei, garantido pelo Estatuto da Ordem dos Advogados, conferindo esse direito ao advogado, que preserva o direito do cidadão na busca da ampla defesa. Para a advocacia, o impacto da divulgação consolidada dos nomes foi positivo, porque os advogados ansiavam por essa prestação de contas de seu órgão de classe.”
Depois que a ConJur divulgou a lista, no dia 3 de novembro, diversas entidades de classe já se manifestaram contra o cadastro, entre elas a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação dos Juízes Federais e a Associação Nacional dos Procuradores da República.
De acordo com a presidente da OAB, Márcia Melaré, todos aqueles inscritos na lista tiveram a oportunidade de se defender, mas muitos preferiram abrir mão desse direito. “Não é um processo de exceção como foi dito. Há observância ao direito de defesa”, explicou a presidente. Para ela, o objetivo do cadastro não é promover uma condenação pública, mas reconhecer que determinada pessoa violou as valiosas prerrogativas dos advogados.
“Por exemplo, se você está numa audiência e o juiz de uma forma arbitrária, ilegal, não dá a palavra ao advogado para produzir a defesa do seu cliente, isso é uma violação às prerrogativas do advogado e um cerceamento do direito de defesa do próprio cidadão. Quando esses fatos ocorrem, eles são reportados à OAB, que, por meio da Comissão de Direitos e Prerrogativas, analisa o caso.”
Veja se seu nome está na lista de inimigos da OAB:
- Abner de Oliveira, vereador da Câmara Municipal de Mogi Mirim
- Aciones Diniz, juiz de Direito da 1ª Vara Cível de Limeira
- Adalberto Guerreiro, funcionário do Cartório da 1ª Vara Cível de Catanduva
- Adalgisa Lins Dornellas Glerian, juíza substituta da 1ª Vara do Trabalho de São Vicente (à época)
- Adilson Aparecido Rodrigues Cruz, juiz de Direito da Vara Única de Agudos
- Adilson Francisco de Assis, policial militar da 1ª CIA do 1º BPMRV
- Adriane Bandeira, juíza substituta da 2ª Vara Cível de Bebedouro
- Airton Douglas Honório, delegado de Polícia titular da DIG e São José do Rio Preto
- Airton Vieira, juiz de Direito da 28ª Vara Criminal da Capital
- Alan Bazalha Lopes, delegado e diretor da Cadeia Pública de Franca
- Alcides Marcondes da Veiga Filho, perito judicial de Osasco
- Aldaiza Sposati, vereador da Câmara Municipal de São Paulo
- Aldemir Ribeiro Caldas, diretor do Núcleo de Segurança e Disciplina do Centro de Detenção Provisória de Guarulhos II (à época)
- Alessandro Moretti, delegado da Polícia Federal de Araraquara
- Alessandro Moretti, delegado da Polícia Federal de Araraquara, reincidente
- Ana Maria Fligerio Molinari, promotora de Justiça de Praia Grande
- Andréia Paola Nicolau Serpa, juíza da 2ª Vara do Trabalho de Cotia
- Antonio Domingos Padovan, sargento da 4ª CIA do 10º BPM de Piracicaba
- Antonio Sérgio de Almeida, perito judicial de Osasco
- Ariberto Aires Ferreira Lima, secretário municipal da Administração de Itapeva
- Arildo Pires Costa, escrivão diretor do 2º Ofício Criminal da Comarca de Sorocaba (à época)
- Arthur de Paula Gonçalves, juiz de Direito da 4ª Vara Cível de Bauru
- Atis de Araújo Oliveira, juiz de Direito da Comarca de Teodoro Sampaio
- Atis de Araújo Oliveira, juiz de Direito da Comarca de Teodoro Sampaio (à época), reincidente
- Atis de Araújo Oliveira, juiz de Direito da Vara Única de Teodoro Sampaio, reincidente
- Aurea Sueli dos Santos, diretora da 31ª Vara Cível da Capital (à época)
- Auro Lucas, comandante da 4ª CIA do 18º BPM de São Paulo
- Carlos Alberto Rodrigues da Silva, escrivão de Polícia da 7ª Delegacia Seccional
- Carlos Eduardo Borges Fantacini, juiz de Direito da 1ª Vara do Anexo Fiscal de Atibaia
Revista Consultor Jurídico, 10 de novembro de 2006
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