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9 novembro 2006

Mal de autoridade

Juíza que bateu boca com vizinhas responde processo disciplinar

Por Adriana Aguiar

A juíza Adriana Costa, da 1ª Vara da Comarca de Francisco Morato, vai responder processo administrativo por usar de seu cargo com o intuito de resolver problemas pessoais.

Segundo os autos, a juíza se desentendeu com vizinhas que estacionaram em frente de sua garagem. Prevalecendo da condição de juíza, ela ordenou que um policial encaminhasse as vizinhas para a delegacia. A decisão, unânime, é do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Segundo o relator, desembargador Gilberto Passos de Freitas, não pode ser admitido que uma juíza se aproveite do cargo para resolver questões pessoais.

O desembargador disse que a conduta da juíza é condenável por usar palavras de baixo calão “que não condiz com a postura de juiz.” Para o desembargador Laerte Nordi, um bate boca, uma troca de ofensas até podem ser admitidos mas o excesso está quando a juiza diz para o policial levar as duas vizinhas presas. “A autoridade do juiz se esgota no processo. Fora disso ele é um cidadão comum,” diz.

O desembargador Walter Guilherme parafraseou Aristóteles ao dizer que “a demagogia é a corrupção da democracia” para dizer que “a prepotência é a corrupção da autoridade. É o nosso mal,” acrescenta.

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Adriana Aguiar é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 9 de novembro de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 13 comentários

11/11/2006 18:27 José Henrique (Funcionário público)
Alelúia!! Que boa notícia o órgão corregedor es...
Alelúia!! Que boa notícia o órgão corregedor estar preocupado com a Justiça e não com o juiz!!
10/11/2006 19:38 Michael Crichton (Médico)
Se esse é um entre tantos casos, remeta os caso...
Se esse é um entre tantos casos, remeta os casos eventualmente acontecidos ao conjur, que os publicará. Simples.
10/11/2006 09:45 Wagner Salsa (Advogado Sócio de Escritório)
Pela similaridade na forma de agir, essa juiza ...
Pela similaridade na forma de agir, essa juiza deve ter estudado com o ilustre secretário de justiça de São Paulo, Saulo de Castro.

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