Presidente da UIA questiona julgamento de Saddam

7/11/2006 23:34Sérgio (Contabilista)Tem toda a razão o presidente da União Internac...
Tem toda a razão o presidente da União Internacional de Advogados, Paulo Lins e Silva. Há que se respeitar o devido processo legal, mesmo porque o julgamento de Saddam é uma gigantesca farsa, pode-se dizer uma vendetta dos EEUU, que manipula o governo títere iraquiano, em razão de a criatura haver se desgarrado do criador, pois não podemos nos esquecer que foram os EEUU que armaram o hoje considerado tirano. Sob pena de se tornar a maior farsa jurídica da história, o processo deveria ser conduzido por um Tribunal Internacional, onde fosse assegurado ao réu a oportunidade de defesa através de advogados de sua confiança e onde fosse assegurada a segurança de sua defesa.
7/11/2006 16:44Milton Córdova (Advogado Autônomo)Sei que temas dessa natureza são extremamentes ...
Sei que temas dessa natureza são extremamentes delicados, de forma que, de modo geral, todos, alguns e ninguém têm razão em suas argumentações, contra ou a favor. Provavelmente, nem eu mesmo. A minha argumentação será em sentido contrário do Dr. Paulo Lins e Silva, por várias razões. A uma, porque todos sabem que Saddam Hussem é um dos mais cruéis criminosos que já pisou a face da terra. Tenho a impressão que nesse ponto, todos concordam. A duas, não consigo vislumbrar, para o caso, e aplicada as próprias leis iraquianas, qualquer decisão diferente da que foi tomada - pena de morte. A três, o réu Saddam Hussein está tendo uma sobrevida enorme, pois durante todo esse tempo se valeu de subtefurgios para tumultuar as sessões, de forma intencional, visando a procrastinação do julgamento; A quatro, por conta do perfil do sanguinário, qualquer que fosse o Tribunal, este seria acusado de "inconstitucional", de "dominado pelos EUA", de "ilegítimo", e assim por diante. Ainda que fosse composto por anjos e querubins, diriam que é um "tribunal de exceção". A cinco, não me pareceu, em nenhum momento, que o tribunal tenha agido de má-fé; ao contrário,o que se viu foi um criminoso arrogante, desequilibrado, irascível, irônico - e que se considera o próprio Deus - ofendendo juizes, demonstrando toda a sua índole crudelíssima; A seis, quanto mais tempo se prolongar o julgamento e/ou execução de Saddam, mais vidas irão perecer. Por acaso uma vida vale a de dezenas, centenas ou milhares de vidas? A sete, não há como comparar o julgamento de Saddam Husseim, por tudo o que ele fez no Iraque, com o de um criminoso comum; é de sabença geral que aquele julgamento é algo excepcional, e nenhuma pessoa, por menor que seja o seu bom senso, iria pretender que se agisse de forma diversa como a que está sendo encetada; A oito, embora possa parecer uma ilação, não será surpresa se os advogados foram mortos a mando do próprio Saddam Husseim, justamente para protelar ao máximo o julgamento, transformar-se em "pobre vítima" e de quebra, provocar esse tipo de celeuma internacional. Isso é bem o estilo dele; A nove, penso que o tribunal foi e tem sido MUITO tolerante com Saddam Husseim. A dez, já passa da hora do povo iraquiano retomar e reconstruir as suas vidas. SEM SADDAM HUSSEIM.
7/11/2006 01:04Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)Creio que o sr. Paulo Lins e Silva prestaria me...
Creio que o sr. Paulo Lins e Silva prestaria melhor serviço à comunidade causídica se se preocupasse efetivamente com as mazelas do Judiciário Brasileiro; a propósito jamais me deslumbrei com supostas qualidades do novel defensor do carnífice Sadam, até porque, neste contexto,não se pode olvidadr da existência de inúmeros colegas que prestam relevantes serviços à Pátria, e nem por isso são alvos de inusitadas "adulações"! Por fim, cuidem do Brasil, eis que é mais preminente.
6/11/2006 19:45Dijalma Lacerda (Advogado Sócio de Escritório - Civil)Dijalma Lacerda - Presidente da OAB/Campinas/SP...
Dijalma Lacerda - Presidente da OAB/Campinas/SP. Paulo Lins e Silva,eu já disse anteriormente, é acima de tudo um humanista ! Viram como eu não me enganei ??!! Concordo como Paulo em gênero, número e grau, tudo isto sem entrar no mérito da questão. O respeito ao sagrado Direito de defesa é matéria do jus gentium, preceente a todo qualquer outro Direito, isto é, primeiro a defesa, depois o resto. Do jeito que Saddam está sendo julgado, isto é, com Advogados mortos um atrás do outro, o "processo" pode ser tudo, menos processo no sentido jurídico do termo. E não é porque é o Saddam não, isto valeria para qualquer um. Até mesmos os mais abjetos crimes da história, como por exemplo os crimes de guerra dos homens de Hitler permitiram a ampla defesa. A primeira coisa que deveria ser feita é tirar o caso de Bagdá e levá-lo para um Tribunal neutro, em outro país, e aí sim facultar ao Saddam o direito de escolher Advogados de sua confiança, até porque lá, em Bagdá, ninguém quererá advogar, já que será morte certa. Se o Paulo quiser, pode contar comigo nessa luta. Abraça-o, Dijalma Lacerda
6/11/2006 17:53Sérgio Niemeyer (Advogado Autônomo)O Dr. Paulo Lins e Silva demonstra a que veio. ...
O Dr. Paulo Lins e Silva demonstra a que veio. A advocacia brasileira não podia estar mais bem representada do que com esse advogado de alto coturno. Sufrago o seu entendimento e empresto meu apoio. Se se há de defender os direitos humanos, então que seja para todos, independentemente do delito que haja cometido. Do contrário, abre-se precedente extraordinariamente perigoso para a instalação de tribunais de exceção pelo mundo afora. (a) Sérgio Niemeyer Advogado - Professor de Direito - Palestrante - Parecerista sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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