Imprensa e Justiça Eleitoral viram palmatória da eleição

7/11/2006 22:07Sérgio (Contabilista)Na verdade a grande derrotada nesta eleição foi...
Na verdade a grande derrotada nesta eleição foi o oligopólio das mídias, pois meia dúzia de famílias manipulam a informação, derrubando e elegendo governos. O que salvou Lula foi a internet, onde os debates puderam ser francos e abertos. Porque a grande mídia não explorou o hipotético conteúdo do famigerado dossiê? E porque alguém se disporia a pagar a fabulosa importância de mais de 1,75 milhão de reais, para conseguir algo já disponível inclusive na própria internet? Enfim, o que se criticou foi o comportamento flagrantemente favorável ao candidato de oposição, como se jamais houvesse havido corrupção no país e o ovo da serpente teria sido gerado por Lula. Alguém da grande mídia se lembrou de divulgar a sentença da desembargadora Selene de Brasília, determinando seja julgada a ação popular tendente a reparar o imenso prejuízo causado ao país pela privatização da Vale do Rio Doce, pelo ridículo valor de 3,3 bilhões de reais, sendo que seu patrimônio hoje já é estimado em 100 bilhões de reais. Milagre do gerenciamento privado? Quanto às privatizações, o próprio governo Lula deve um esclarecimento ao povo brasileiro do porque não haver determinado uma auditoria nestas privatizações, que, com honrosas excessões, somente trouxe prejuízos ao país. Basta ler o livro "O Brasil Privatizado", do saudoso Aloysio Biondi, para saber o que foi feito com o patrimônio público brasileiro. Não que empresas de certas áreas não devessem ou pudesssem ser privatizadas, o que se questiona foi o processo em si. Porque não se fez como na Inglaterra, onde Margareth Tatcher efetivamente democratizou a participação acionária, com a venda de ações à população britânica, enquanto aqui se privilegiou grandes grupos, substituindo-se muitas vezes o monopólio estatal pelo privado? Enfim, a grande mídia se omitiu em travar um debate minimamente sério com os seus leitores, resultando em fragorosa derrota e descrédito, em função do descompromisso com a verdade.
5/11/2006 13:02Richard Smith (Consultor) ATENÇÃO! PARA LEITURA E, SOBRETUDO, REFLEXÃ...
ATENÇÃO! PARA LEITURA E, SOBRETUDO, REFLEXÃO, DOS QUERIDOS LEITORES E COMENTADORES DESTE ESPAÇO: O MARQUETEIRO DE LULA 1 - quando ele é apenas óbvio Reportagem de Fernando Rodrigues, na Folha deste domingo, traz a interpretação de João Santana, o marqueteiro de Lula, para o sucesso eleitoral de Lula. Nunca o lugar-comum ambicionou antes, com tanta ligeireza, o lugar de uma teoria política. Santana diz um monte de obviedades, que estamos cansados de saber. A maior de todas: Lula é visto, a um só tempo, como o corajoso do povão que chegou lá e como uma vítima das elites. O problema dessas construções mentais está no fato de que a sua validade parece universal e infinita. Leiam: “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sua reeleição ao fato de ter virado, no imaginário do eleitorado mais pobre, uma figura dupla: um "fortão" igualmente humilde que virou poderoso e ao mesmo tempo uma vítima, um ‘fraquinho’ sob ataque das elites. Essa é uma das explicações usadas pelo publicitário João Cerqueira de Santana Filho para o sucesso da empreitada que acompanhou de perto nos últimos meses. O marqueteiro de Lula desenvolveu uma análise própria sobre o caso de amor do eleitorado com o presidente: a teoria do ‘fortão’ e do ‘fraquinho’ -ele usa termos mais eloqüentes, mas criou esses enquanto falava à Folha ‘para ficar mais publicável’. Lula alternaria esses dois papéis no imaginário do brasileiro das classes mais pobres. Depois que se elegeu presidente em 2002, o petista passou a ser uma projeção de sucesso para as camadas C e D da população. ‘É um deles. Chegou lá’, diz Santana. Nesse momento, a personagem é o ‘fortão’, que ‘rompeu todas as barreiras sociais e conseguiu o impossível, tornando-se um poderoso’. Já quando Lula é atacado, ‘o povão pensa que é um ato das elites para derrubar o homem do povo que está lá’.” O MARQUETEIRO DE LULA 2 - quando ele é também PERIGOSO! Se Santana é chato quando é óbvio, consegue ser bastante esclarecedor quando expõe detalhes do seu trabalho. Na entrevista a Fernando Rodrigues, ele deixa claro, sem usar tais palavras, que uma campanha política pode AÇULAR O PRECONCEITO e EXPLORAR A IGNORÂNCIA de causa. Ele dá a tudo isso um outro nome: “emoção”. Vejam o que ele diz: FOLHA - Como foi definida a abordagem a respeito do tema das privatizações? JOÃO SANTANA - Esse é um tema riquíssimo, que foi muito bem pensado. Nós tínhamos alinhado alguns dos temas de intensa fragilidade e de imensa comoção política. Estava em primeiro lugar a privatização. Não usamos no primeiro turno porque não houve necessidade. FOLHA - A forma como o assunto foi usado não se prestou a deseducar o eleitor? Propagou-se a noção de que a privatização em si é algo ruim... SANTANA - Foi deseducativo de acordo com determinado ideário. Para o "consenso de Washington", sim. No Brasil, para alguns setores, revigorou-se um sentimento cívico. Não faço juízo de valor, mas o fato é que a privatização se apresenta no imaginário brasileiro com uma série de emoções políticas. FOLHA - Quais eram essas emoções? SANTANA - Primeiro, há um eixo cívico-épico-estatizante que vem de Getúlio Vargas, com a campanha "o petróleo é nosso". O outro eixo são as "tramas obscuras". Não quero questionar como foram feitas as privatizações no governo FHC, mas o fato é que ficou, na cabeça das pessoas, como se algo obscuro tivesse ocorrido. Foi erro de comunicação do governo FHC, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones. FOLHA - Não é desonesto se beneficiar de uma idéia geral que vigora na sociedade? Algo que possivelmente o próprio presidente da República sabe que não é a verdade completa? SANTANA - Não. Eu trabalho com o imaginário da população. Em uma campanha, nós trabalhamos com produções simbólicas. Não considero que exista aí desonestidade, pois o tema foi, pelo menos, discutido. É bom que a população fale e reflita sobre esses temas. No primeiro turno, analisando as pesquisas, eu vi que essa discussão poderia ser retomada. Enxerguei ali um "monstro vivo" que poderia ser jogado. FOLHA - Mas, se foi apenas uma tática para encurralar o adversário, fica então reforçada a tese de que houve uma certa desonestidade intelectual. Ou, para usar a expressão do candidato do PSDB, uma "mentirobrás"? SANTANA - Não é bem assim. O presidente não foi reeleito por causa da polêmica sobre privatização. O fato é que o adversário teve a chance de responder, mas não o fez. Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet. Pois é, leitor, pois é... Há alguns anos tenho abordado o que costumo chamar de “GUERRA DE VALORES”. Vê-se que Santana topa flertar com a mentira. Porque, para ele, basta que essa mentira seja uma, sei lá, verdade sentimental. É evidente que não dá para concordar com isso. Mas uma coisa ele diz com absoluta correção – a correção de quem é um profissional da área: “Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.” Foi rigorosamente o que escrevi aqui. Em vez disso, o tucano saiu assinando documentos e usando boné do Banco do Brasil, numa postura tolamente defensiva. O que me interessa nessa entrevista é justamente isto: os petistas vivem em permanente GUERRA DE VALORES. Ao contrário dos partidos de oposição. Para enfrentar o PT, é preciso, antes de tudo, SABER ENFRENTAR O PETISMO. Do blog de REINALDO AZEVEDO (TODOSO OS GRIFOS SÃO MEUS) Ô "raça", hein?!
5/11/2006 09:04olhovivo (Outros)O lado bom de tudo isso foi ver a frustração da...
O lado bom de tudo isso foi ver a frustração da grande mídia. Pensava ser Deus ou algo parecido. Fazia presidente, derrubava presidente, derrubava ministros, condenava antes da Justiça. Dessa vez não deu. "Cadê o nosso poder?" devem estar se perguntando. Deveriam estar se pergundo: "Cadê a nossa credibilidade?".
4/11/2006 12:43Band (Médico)Discordo caro EKSC Não é a liberdade que se ...
Discordo caro EKSC Não é a liberdade que se está discutindo, mas o alinhamento da mesma pela nova ordem (o Estado Novíssimo). Aquela minoria virulenta que sempre foi contra a mídia e as revistas de maior tiragem. Seus leitores é que são tachados de burros agora porque a minoria radical quer que o exemplo de mídia panfletária como o Carta Capital seja o padrão ouro de adesão ao Lulismo. A tentativa de intimidar aqueles que não comungam com a idéia de um estado fascista controlando a opinião pública. A sonhada criação do sucedâneo da DIP do Estado Novo. O Conselho Federal de Jornalismo para enquadrar a mídia. Não deu PT. Deu analfabetismo político na cabeça. Apesar da militância ter saído do armário em que se escondia envergonhado no último ano, certamente as urnas não os beneficiaram. Só por analfabetismo do que esta sendo eleito que alguém poderia pensar nisto. Isto é o petismo, mais virulento e agressivo que o lulismo. É a falta de vergonha assumida após a vitória surpreendente. Se sentem absolvidos pelo lumpesinato seduzidos pelas bolsas família. Estão se sentindo fortes para atacar a mídia pelo que ela sempre foi. Maluf sempre atribuiu as acusações aos petistas invejosos. Perplexos frente aos sucessivos escândalos, se calaram por algum tempo, coraram, se envergonharam. Não tiveram a hombridade de sair às ruas com as caras pintadas. Mas o profeta Paulo Betti criou o álibi. A nova filosofia da mão na “m...”. Faltava uma justificativa aceitável para engolir a vergonha e sair mais uma vez em ataque ao inimigo. Mas a verdade é que PT, agora de salto alto, teve uma regressão aos níveis de 1998. Foi derrotado nas urnas. Um projeto que foi rejeitado em São Paulo e Rio Grande do Sul. Estados que sabem muito bem o que são. Lula elegeu-se pela política FHC/FMI. Lula fez alianças com partidos que não comungam com a linha política do PT. A agenda do PT foi descartada por Lula, e pelas urnas, que fará uma agenda neoliberal e globalizante radical. Lula já disse que a ínfima participação atual do PT no governo deverá ser ainda mais diminuída. O partido sem sombra de dúvidas mais atrapalha do que ajuda no governo. A alegria da militância é por não saberem diagnosticar as coisas. Não admira que se revoltem com qualquer mídia que não esta alinhada, como ocorre com a Carta Capital, que sempre foi. É o único soldado de passo certo.
4/11/2006 11:33EKSC (Bacharel - Criminal)A despeito de qualquer juízo de valor contrário...
A despeito de qualquer juízo de valor contrário ao Observatório da Imprensa, o site falou uma coisa com a qual concordo: um dos saldos positivos da eleição foi discutir a imprensa. Quer seja lulista, petista ou qualquer outro adjetivo, o importante é que os leitores puderam acompanhar essa confusão toda com uma avalanche de informações e opiniões, muitas vezes antagônicas. Mais importante que discutir qual o lado certo da questão, é saber que, depois de tanto debate, o melhor resultado é a garantia de que os leitores terão uma liberdade de pensamento garantida, sua opinião, portanto, estará mais bem formada e consciente após esse ciclo de bate-bocas.
4/11/2006 08:39Band (Médico)Puxa professor O senhor não é capaz de ler a...
Puxa professor O senhor não é capaz de ler as vezes em outra cartilha? Fundamentalismo lulista!!!
4/11/2006 00:03Armando do Prado (Professor)Caro Marcio Chaer, não vamos dar uma de avestru...
Caro Marcio Chaer, não vamos dar uma de avestruz. Segue para seu deleite alguns comentários meus e do Superintendente da P.F. Não vamos começar a propagar o mito da imprensa coitadinha e vítima. Desde 1982 (Proconsult e Globo), 1984 (Globo e as direta já), 1989 (Globo e todos os jornalões, menos a Folha), 1984 e 1988 ( jornalões e Globo preferiram aquele que sabia usar copos de vinhos e talheres para quaisquer pratos), 2002 (montaram na onda vermelha, pois não tinha jeito ficar de fora)e, finalmente, 2006 (tragédia de falta de profissionalismo e responsabilidade da grande imprensa) Superintendente da PF reage ao delegado Bruno O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Geraldo José de Araújo, reagiu duramente ao depoimento do delegado Edmilson Bruno, dado no último dia 23 ao Ministério Público Federal, no qual o delegado falou em uma "operação abafa" no caso do dossiê. Segundo o Estadão, o superintendente viu "conotação política" no depoimento. "Isso tudo é fantasia da cabeça desse rapaz", disse ao Estadão o superintendente da PF. "Eu não sei o que está acontecendo com o Bruno. Espero que ele se recupere logo e volte ao seu estado normal. Ele precisa se tratar", continuou. Só para lembrar, o delegado Bruno é aquele mesmo que fez as prisões no caso do dossiê e que depois tirou fotos do dinheiro apreendido, vazou o CD para a imprensa (às vésperas do primeiro turno) e combinou com jornalistas que diria ser vítima de furto e faria um falso boletim de ocorrência. No dia seguinte, porém, ele confessou ter distribuído o material. A conferir. enviada por Zé Dirceu
4/11/2006 00:02Embira (Advogado Autônomo - Civil)Lula venceu, mas, o grande perdedor não foi Alc...
Lula venceu, mas, o grande perdedor não foi Alckmin, que já entrou na disputa consciente de todas as dificuldades. A grande perdedora foi a mídia que superestimou sua condição de quarto poder. Acreditou que seria capaz de eleger quem quisesse e não conseguiu. Agora fazem muita teorização, análises, mas, isso não vai reverter a derrota. Da próxima vez, que mantenham a imparcialidade. Não adianta criticar este ou aquele jornalista que agora apóia o governo. Sempre houve jornalistas que apoiaram o governo, conquistando até o cargo de adido cultural em países da Europa. O que talvez nunca tenha acontecido é a participação quase unânime da mídia no processo eleitoral, tomando partido de um candidato. Isso é que, talvez, tenha de ser repensado.
3/11/2006 19:22Band (Médico)Lula levou. Será que Alckimin levava? Em 1998 o...
Lula levou. Será que Alckimin levava? Em 1998 os petistas tentaram o golpe com FHC. Diga-se Lula, Brizola, Tarso Genro, José Dirceu. Acho que não vão entender nada e continuar a vociferar em todos os espaços e e-mails. Isto é o petismo, mais virulento e agressivo que o lulismo. FHC aguentou por oito anos. É a falta de vergonha assumida após a vitória surpreendente. É a saída do armário após meses com vergonha de dizer que tinham votado nele. Se sentem absolvidos pelo lumpesinato seduzidos pelas bolsas família. Estão se sentindo fortes para atacar a mídia pelo que ela sempre foi. Perplexos frente aos sucessivos escândalos, se calaram por algum tempo, coraram, se envergonharam. Não tiveram a hombridade de sair às ruas com as caras pintadas. Mas o profeta Paulo Betti criou o álibi. A nova filosofia da mão na “m...”. Faltava uma justificativa aceitável para engolir a vergonha e sair mais uma vez em ataque ao inimigo. Não dava mais para ensaiar fora FHC e FMI pois estes não eram mais os responsáveis. Tinha que esquecer o discurso anterior e partir para o de que todos são iguais, que era necessário se corromper ao chegar ao poder e encontrar esquemas montados (me engana que eu gosto) para a esquerda distribuir cotas e bolsa ranchinho. Não mudou ela, mudaram os novos moradores do poder. Os caras CERTOS! Os "incriticáveis"!

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