Houve progressos na cobertura das eleições pela imprensa

5/11/2006 13:01Richard Smith (Consultor) ATENÇÃO! PARA LEITURA E, SOBRETUDO, REFLEXÃ...
ATENÇÃO! PARA LEITURA E, SOBRETUDO, REFLEXÃO, DOS QUERIDOS LEITORES E COMENTADORES DESTE ESPAÇO: O MARQUETEIRO DE LULA 1 - quando ele é apenas óbvio Reportagem de Fernando Rodrigues, na Folha deste domingo, traz a interpretação de João Santana, o marqueteiro de Lula, para o sucesso eleitoral de Lula. Nunca o lugar-comum ambicionou antes, com tanta ligeireza, o lugar de uma teoria política. Santana diz um monte de obviedades, que estamos cansados de saber. A maior de todas: Lula é visto, a um só tempo, como o corajoso do povão que chegou lá e como uma vítima das elites. O problema dessas construções mentais está no fato de que a sua validade parece universal e infinita. Leiam: “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sua reeleição ao fato de ter virado, no imaginário do eleitorado mais pobre, uma figura dupla: um "fortão" igualmente humilde que virou poderoso e ao mesmo tempo uma vítima, um ‘fraquinho’ sob ataque das elites. Essa é uma das explicações usadas pelo publicitário João Cerqueira de Santana Filho para o sucesso da empreitada que acompanhou de perto nos últimos meses. O marqueteiro de Lula desenvolveu uma análise própria sobre o caso de amor do eleitorado com o presidente: a teoria do ‘fortão’ e do ‘fraquinho’ -ele usa termos mais eloqüentes, mas criou esses enquanto falava à Folha ‘para ficar mais publicável’. Lula alternaria esses dois papéis no imaginário do brasileiro das classes mais pobres. Depois que se elegeu presidente em 2002, o petista passou a ser uma projeção de sucesso para as camadas C e D da população. ‘É um deles. Chegou lá’, diz Santana. Nesse momento, a personagem é o ‘fortão’, que ‘rompeu todas as barreiras sociais e conseguiu o impossível, tornando-se um poderoso’. Já quando Lula é atacado, ‘o povão pensa que é um ato das elites para derrubar o homem do povo que está lá’.” O MARQUETEIRO DE LULA 2 - quando ele é também PERIGOSO! Se Santana é chato quando é óbvio, consegue ser bastante esclarecedor quando expõe detalhes do seu trabalho. Na entrevista a Fernando Rodrigues, ele deixa claro, sem usar tais palavras, que uma campanha política pode AÇULAR O PRECONCEITO e EXPLORAR A IGNORÂNCIA de causa. Ele dá a tudo isso um outro nome: “emoção”. Vejam o que ele diz: FOLHA - Como foi definida a abordagem a respeito do tema das privatizações? JOÃO SANTANA - Esse é um tema riquíssimo, que foi muito bem pensado. Nós tínhamos alinhado alguns dos temas de intensa fragilidade e de imensa comoção política. Estava em primeiro lugar a privatização. Não usamos no primeiro turno porque não houve necessidade. FOLHA - A forma como o assunto foi usado não se prestou a deseducar o eleitor? Propagou-se a noção de que a privatização em si é algo ruim... SANTANA - Foi deseducativo de acordo com determinado ideário. Para o "consenso de Washington", sim. No Brasil, para alguns setores, revigorou-se um sentimento cívico. Não faço juízo de valor, mas o fato é que a privatização se apresenta no imaginário brasileiro com uma série de emoções políticas. FOLHA - Quais eram essas emoções? SANTANA - Primeiro, há um eixo cívico-épico-estatizante que vem de Getúlio Vargas, com a campanha "o petróleo é nosso". O outro eixo são as "tramas obscuras". Não quero questionar como foram feitas as privatizações no governo FHC, mas o fato é que ficou, na cabeça das pessoas, como se algo obscuro tivesse ocorrido. Foi erro de comunicação do governo FHC, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones. FOLHA - Não é desonesto se beneficiar de uma idéia geral que vigora na sociedade? Algo que possivelmente o próprio presidente da República sabe que não é a verdade completa? SANTANA - Não. Eu trabalho com o imaginário da população. Em uma campanha, nós trabalhamos com produções simbólicas. Não considero que exista aí desonestidade, pois o tema foi, pelo menos, discutido. É bom que a população fale e reflita sobre esses temas. No primeiro turno, analisando as pesquisas, eu vi que essa discussão poderia ser retomada. Enxerguei ali um "monstro vivo" que poderia ser jogado. FOLHA - Mas, se foi apenas uma tática para encurralar o adversário, fica então reforçada a tese de que houve uma certa desonestidade intelectual. Ou, para usar a expressão do candidato do PSDB, uma "mentirobrás"? SANTANA - Não é bem assim. O presidente não foi reeleito por causa da polêmica sobre privatização. O fato é que o adversário teve a chance de responder, mas não o fez. Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet. Pois é, leitor, pois é... Há alguns anos tenho abordado o que costumo chamar de “GUERRA DE VALORES”. Vê-se que Santana topa flertar com a mentira. Porque, para ele, basta que essa mentira seja uma, sei lá, verdade sentimental. É evidente que não dá para concordar com isso. Mas uma coisa ele diz com absoluta correção – a correção de quem é um profissional da área: “Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.” Foi rigorosamente o que escrevi aqui. Em vez disso, o tucano saiu assinando documentos e usando boné do Banco do Brasil, numa postura tolamente defensiva. O que me interessa nessa entrevista é justamente isto: os petistas vivem em permanente GUERRA DE VALORES. Ao contrário dos partidos de oposição. Para enfrentar o PT, é preciso, antes de tudo, SABER ENFRENTAR O PETISMO. Do blog de REINALDO AZEVEDO (TODOS OS GRIFOS SÃO MEUS) Ô "raça", hein?!
4/11/2006 01:24professor sandro (Professor)Melhorou, consideravelmente. mas, tenho medo d...
Melhorou, consideravelmente. mas, tenho medo de alguns meios de comunicação, medo de ventilar informações, sem a devida apuração ... este ainda é meu medo pois será que os mesmos leitores da primeira notícia será o leitor de amanhã.....
4/11/2006 00:45Robespierre (Outros)...sim setti, houve progresso simplesmente porq...
...sim setti, houve progresso simplesmente porque a grande imprensa não conseguiu "pautar" o povo. o que a mídia precisar repensar é o seu papel, pois sairam dessa eleições como os bobos da corte, sem nenhum respeito.
3/11/2006 23:34Armando do Prado (Professor)Caro Setti, esse assunto já é matéria para hist...
Caro Setti, esse assunto já é matéria para historiadores, entretanto, vale ressaltar alguns aspectos: 1- Em 1.984 a Globo decidiu imperialmente que as "diretas já" não existiam. Precisou o povo começar a quebrar e queimar carros da "platinada" para ela acordar. Lembra-se do "o povo não é bobo, fora rede globo". Pois é. 2- Depois em 1.982 a Proconsult e a Globo resolveram que Brizola não existia. Todos sabemos o que o velho Briza teve que fazer para reverter a eleição. 3- Em 1.989 então foi uma festa. Tirando a Folha, os demais capitaneados pela Globo, resolveram que o próximo presidente da república deveria ser o "caçador de marajás", Collor de Mello, que vem a ser primo e nomeador do presidente que "conduziu" a última eleição. Torceu, torceu e se deu mal. Mas, essa é outra história. 4- 1994, 1998. Globo com candidato de preferência por ser a pessoa que sabe usar copos de vinhos e talheres para cada prato. Deu no que sabemos: país quebrado e de pires em Washington várias vezes. 5- 2002, bem como não dá para ir contra marés altas, a Globo e outros jornalões "embarcaram" fingidamente no "fenônemo" Lula. 6- 2006. Aí o bicho pegou. Canalhice em cima de canalhice. O diretor de Veja chegou a falar que haviam "derrotado o presidente". Foi um festival de "falta de caráter" por parte da grande imprensa. Felizmente, para o povo brasileiro, quebraram a cara, tentando agora fazer arranjos para a coisa não ficar tão feia. 7- Entretanto, alguns veículos da mídia insistem em prorrogar a partida indefinidamente, querendo ainda ganhar algo no tapetão do ministro Mello, quem sabe? Concluindo, a mídia medíocre e golpista usou e abusou de lances sujos, como o do delegadinho Bruno. A propósito, vejam abaixo comentários do Superintendente da Polícia Federal: 03/11/2006 Superintendente da PF reage ao delegado Bruno O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Geraldo José de Araújo, reagiu duramente ao depoimento do delegado Edmilson Bruno, dado no último dia 23 ao Ministério Público Federal, no qual o delegado falou em uma "operação abafa" no caso do dossiê. Segundo o Estadão, o superintendente viu "conotação política" no depoimento. "Isso tudo é fantasia da cabeça desse rapaz", disse ao Estadão o superintendente da PF. "Eu não sei o que está acontecendo com o Bruno. Espero que ele se recupere logo e volte ao seu estado normal. Ele precisa se tratar", continuou. Só para lembrar, o delegado Bruno é aquele mesmo que fez as prisões no caso do dossiê e que depois tirou fotos do dinheiro apreendido, vazou o CD para a imprensa (às vésperas do primeiro turno) e combinou com jornalistas que diria ser vítima de furto e faria um falso boletim de ocorrência. No dia seguinte, porém, ele confessou ter distribuído o material. A conferir. enviada por Zé Dirceu

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