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26 maio 2006

Dirceu apareceu

José Dirceu se apresenta ao Supremo para ser notificado

O ex-ministro José Dirceu se apresentou pessoalmente na sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, nesta sexta-feira (26/5), para ser notificado no Inquérito que apura o mensalão. Na véspera, o ministro Joaquim Barbosa havia informado que José Dirceu, a exemplo de outros denunciados no Inquérito, ainda não havia sido localizado para ser notificado. O ex-ministro chegou ao STF caminhando.

Quarenta pessoas foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República por envolvimento num suposto esquema de corrupção armado para captação irregular de recursos pelo Partido dos Trabalhadores e para compra de apoio de deputados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a denuncia da PGR, “os denunciados operacionalizaram desvio de recursos públicos, concessões de benefícios indevidos a particulares em troca de dinheiro e compra de apoio político, condutas que caracterizam os crimes de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção e evasão de divisas”. A denuncia diz ainda que José Dirceu fazia parte do “núcleo principal da quadrilha”.

Os jornais desta sexta-feira trouxeram a informação de que váriso acusados dos mensalão ainda não haviam sido notificados e. Entre os acusados que não foram notificados ainda estava o deputado cassado e ex-ministro José Dirceu. Mesmo depois de deixar a Casa Civil do governo Lula e de ter seu mandato de deputado cassado pela Câmara, Direceu continuou em evidência. Freqüenta locais públicos, faz conferências, aparece em colunas sociais. Na quinta-feira, teve um encontro com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em Brasília. Só não conseguia ser visto pelo oficial de Justiça.

O advogado do ex-ministro, José Luís Oliveira Lima estranhou a alegada dificuldade para notificar seu cliente e o cunho sensacionalista do noticiário a respeito do assunto. Segundo ele os endereços da casa e do escritório de Dirceu em São Paulo, onde tem domicílio eleitoral, continuam os mesmos e constam dos autos.


Revista Consultor Jurídico, 26 de maio de 2006

Comentários

Comentários de leitores: 17 comentários

29/05/2006 09:18 Armando do Prado (Professor)
digo, comentários hoje...
digo, comentários hoje...
29/05/2006 09:18 Armando do Prado (Professor)
Como só hoje estou lendo os comentários, não po...
Como só hoje estou lendo os comentários, não posso deixar de considerar o comentário do doutor Dinamarco sobre o STF. Estamos de luto, quem cara pálida? O STF está mudando para melhor, ainda que tenha primo de Collor, mas está cumprindo seu papel de defensor da Constituição.
29/05/2006 09:14 Armando do Prado (Professor)
Histórias de golpistas e golpeados em 64, de ma...
Histórias de golpistas e golpeados em 64, de marchas da TFP e das "elites brancas" da época, de "gorilas" fazendo o serviço sujo da minoria privilegiada deu em 21 anos de ditadura, de corrupção (imprensa amordaçada não denuncia) e da destuição da auto-estima de Pindorama. Jovens e brasileiros patriotas, não só de esquerda, lutaram e fizeram cessar a covardia que tinha nome, sobrenome e endereço. Enquanto jovens como Dirceu, Genoíno, faziam a boa luta contra o regime militar, oportunistas acumulavam dinheiro e escreviam "constituições" para os militares, assim como atos institucionais, davam "consultoria" aos milicos, ou simplesmente se encastelavam nos estamentos repressores (Buzaid, Gama e Silva, e outros menos votados que, mais tarde, se "arrependeriam"). A mídia que deve em dólares, que tem o rabo preso faz a cabeça, não do povo, mas da classe média, essa mesma que há 15 dias se enfiou embaixo da cama com medo de perder, principalmente, seus bens. Assim, a mídia oportunista, a mesma que faz e defaz reputações, em conluio com as CPI's de fancaria, construiram ideológicamente os "crimes" contra antigos dirigentes do PT. A questão principal, que infelizmente está em jogo, é que a elite, ou como diz um dos seus representantes, a "elite branca", não tolera que operário, pobre, pardo e periferia, não "enxergue o seu lugar", não toleram que o país seja governado por um quartanista primário, e não por bacharéis como sempre foi. Essa classe média prefere os Collor, os FFHH, os Alckimin. Preferem a opus dei, assim como ontem preferiam a tfp. Aliás, o senhor Dinamarco, disse com todas as letras que o povo não sabe julgar, o que demonstra o preconceito em relação ao povo. Sabe sim, senhor Dinamarco, demonstrou-o no "plebiscito" das armas, e o fará novamente em outubro. O repto da aposta (vinho ou refeição)está lançada: 3 de outubro veremos o que o povo pensa. Quanto às agressões, deixo-as de lado, pois sei que são retrato do desespero de quem vê seu candidato tucano afundando em corrupção aos pouco mostradas além dos 400 vestidos da dona Lu. Enquanto os cães pefelistas e tucanos (moderna udn) ladram a caravana lulista ruma para mais um mandato. Os ventos na América mudaram e o desespero dos filhotes da antiga arena aumenta.

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